terça-feira, 25 de agosto de 2015

Escudo magnético supercondutor para proteger astronautas

Com informações do CERN -  24/08/2015

 Os cientistas do CERN e do LHC estão
de olho em uma forma de proteger os
astronautas da radiação espacial.
[Imagem: K. Anthony/CERN]

Escudo magnético supercondutor


Uma equipe do CERN, a entidade que dirige o LHC, o maior acelerador de partículas do mundo, está trabalhando para desenvolver um ímã supercondutor que poderá proteger os astronautas da radiação cósmica durante as missões no espaço profundo.

A ideia é criar um campo magnético ativo que servirá como escudo para proteger as naves espaciais e seus ocupantes das partículas de alta energia, os chamados raios cósmicos.

Os pesquisadores do CERN vão usar bobinas supercondutoras de diboreto de magnésio (MgB2), um material supercondutor que foi desenvolvido sob a forma de fios para ser usado no LHC.

"No âmbito do projeto, vamos testar nos próximos meses uma bobina com uma fita supercondutora de MgB2," disse Bernardo Bordini, coordenador do projeto SR2S (Space Radiation Superconductive Shield). "A bobina-protótipo foi projetada para quantificar a eficácia da tecnologia de blindagem magnética supercondutora."

"Se a bobina-protótipo que vamos testar der resultados positivos, teremos contribuído com informações importantes para a viabilidade do escudo magnético supercondutor," disse Amalia Ballarino, membro da equipe.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Matéria e antimatéria têm mesmo peso

Esta é a garrafa de antimatéria, no qual os prótons e antiprótons giram cerca de 30 milhões de vezes por segundo - essa frequência rotacional é usada para determinar a massa das duas partículas. [Imagem: Georg Schneider/Base-Collaboration]

Antiexplosão


Que nosso mundo existe, é algo que dispensa demonstrações.

Mas, se a teoria central da física estivesse correta - ou completa -, ele não deveria existir.

Isto porque o modelo do Big Bang, o momento da criação do nosso Universo, estabelece que matéria e antimatéria foram criadas na mesma proporção.

Assim, o "bum" do Big Bang deveria ter sido seguido de um "mub" - um bum ao contrário, no qual a matéria e a antimatéria se aniquilariam, e nada mais existiria.

Como o modelo é muito bom e já permitiu muitos avanços do conhecimento, os físicos vêm contorcendo as dobras cerebrais há décadas em busca de uma explicação para essa assimetria entre matéria e antimatéria - afinal, onde teria ido parar a antimatéria se ela realmente tivesse sido criada na Grande Explosão?

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Jovem Júpiter desafia teorias de formação planetária

Concepção artística do exoplaneta 51 Eri b, que mostra que planetas similares a Júpiter podem ter um nascimento quente. [Imagem: Danielle Futselaar & Franck Marchis, SETI Institute.]

Exoplanetas fotografados


O recém-instalado instrumento GPI (Gemini Planet Imager) fez a sua primeira descoberta visual de um exoplaneta: um exoplaneta que passa a ocupar a posição de planeta extrassolar de menor massa já fotografado diretamente.

Com base nos dados coletados até agora, os astrônomos calculam que o exoplaneta 51 Eri b pesa duas vezes mais que Júpiter, muito menos do que os exoplanetas fotografados diretamente antes, que tipicamente pesam pelo menos cinco vezes a massa de Júpiter - alguns chegam a ter massas 13 vezes maiores do que Júpiter.

O GPI é um instrumento de caça direta a exoplanetas instalado no Telescópio Gemini Sul, no Chile. Tal como outros instrumentos similares - como o Sphere, instalado no VLT -, ele foi projetado para detectar planetas significativamente mais próximos de sua estrela-mãe, e de massa significativamente menor, do que os outros já identificados até agora.

O instrumento também é capaz de detectar planetas mais jovens, que, como ainda retêm o calor de sua formação, são mais luminosos e mais facilmente visíveis.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Descoberta aurora polar fora do Sistema Solar

Com informações da BBC

Aurora fora do Sistema Solar
Brilho luminoso se parece com o das auroras polares,
mas é quase um milhão de vezes mais brilhante e tem a cor
vermelha, e não verde como nas auroras terrestres.[Imagem:
Chuck Carter/Gregg Hallinan/Caltech]


Uma equipe internacional de astrônomos identificou pela primeira vez um fenômeno semelhante às auroras polares da Terra fora do Sistema Solar.

Auroras brilhantes são alguns dos fenômenos mais deslumbrantes da Terra. Este brilho luminoso também pode aparecer em torno de todos os planetas do nosso Sistema Solar. Eles ocorrem quando partículas eletricamente carregadas, arremessadas pelo Sol, interagem com a atmosfera do planeta.

A luz foi detectada ao redor de uma anã marrom na constelação de Lira. O brilho se parece com o das auroras polares - auroras boreais ocorrem ao redor do Pólo Norte, enquanto auroras austrais ocorrem ao redor do Pólo Sul -, mas é quase um milhão de vezes mais brilhante e tem predominância da cor vermelha, e não verde, como nas auroras terrestres.

A aurora na anã marrom, chamada LSRJ1835, é majoritariamente vermelha porque as partículas carregadas estão interagindo principalmente com o hidrogênio na sua atmosfera. Na Terra, o brilho esverdeado é causado conforme os elétrons do Sol atingem os átomos de oxigênio.