terça-feira, 26 de maio de 2015

Descoberta galáxia mais quente que se conhece

Mais de 99% da radiação emitida pela galáxia superquente é calor. [Imagem: NASA/JPL-Caltech]

Galáxia mais quente


O telescópio espacial WISE (Wide-field Infrared Survey Explorer), que observa o Universo no infravermelho, descobriu a galáxia mais quente que se conhece.

A galáxia revela o calor em seu interior com um brilho na faixa do infravermelho equivalente a 300 trilhões de sóis.

"Nós estamos olhando para uma fase muito intensa da evolução galáctica," disse Chao-Wei Tsai, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, líder da equipe. "Essa luz deslumbrante pode vir do maior surto de crescimento no tamanho do buraco negro da galáxia."

A galáxia quente por enquanto atende pelo complicado nome de WISE J224607.57-052635.0.

Buracos negros supermassivos crescem capturando gás e matéria em um disco ao seu redor. Conforme esse material é sugado pelo buraco negro, esse material aquece a temperaturas de milhões de graus, liberando radiação na faixa do visível, ultravioleta e raios X.

Essa radiação incide sobre a poeira interestelar ao redor e, à medida que a poeira se aquece, ela irradia luz em comprimentos de onda maiores, a luz infravermelha, indicando o calor escaldante no núcleo galáctico.

terça-feira, 12 de maio de 2015

NASA e ESA dizem que ir a Marte é um sonho distante

Com informações da New Scientist - 12/05/2015

Segundo a NASA e a ESA, o pouso em Marte estará limitado à ficção científica ainda por várias décadas.[Imagem: NASA]

Sonho


O sonho de um ver um humano pisando em Marte pela primeira vez vai demorar bem mais do que se esperava.

Ao menos isto foi o que declararam os líderes das duas maiores agências espaciais do mundo, a NASA e a ESA (Agência Espacial Europeia).

Apesar dos planos para pousar no Planeta Vermelho anunciados por empresas como a SpaceX e a Mars One, esta alardeando uma viagem sem volta a Marte, os executivos da NASA e da ESA afirmaram que teremos que esperar décadas para que os seres humanos caminhem em solo marciano.

"Nenhuma empresa comercial vai chegar a Marte sem o apoio da NASA e do governo," disse o administrador da NASA e ex-astronauta Charles Bolden, durante uma audiência do Comitê de Ciência, Espaço e Tecnologia do Congresso norte-americano.

E a NASA não assume uma data firme para suas próprias tentativas. Os planos já divulgados falam em pousar em Marte na década de 2030, mas ainda não há financiamento garantido. A agência está planejando começar o treinamento para uma missão no espaço profundo capturando um pequeno pedregulho de um asteroide maior em 2025.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Apresentação com Observação Astronômica



Mais informações:

cacarlsagan@gmail.com

facebook.com/ClubedeAstronomiaCarlSagan

Sonda Messenger encerra sua missão e abre cratera em Mercúrio


Com informações da New Scientist - 30/04/2015


Visão de cima da região de impacto da Messenger em Mercúrio
[imagem: NASA/Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory/Carnegie Institution of Washington]


Colisão planejada


Conforme previsto e seguindo o roteiro planejado, a sonda espacial Messenger colidiu com a superfície de Mercúrio nesta quinta-feira (30).
A sonda, que entrou na órbita do planeta em 2011, ficou sem combustível e foi dirigida para uma queda na superfície do planeta.

Sonda Messenger sobre Mercúrio
 imagem: REUTERS/NASA
Na verdade, o combustível da Messenger acabou em Janeiro, mas em Abril os engenheiros da NASA ganharam um pequeno impulso extra liberando o gás hélio que era usado para pressurizar o combustível. Isto deu tempo para algumas observações adicionais.

Sem nenhum outro recurso para se contrapor à gravidade de Mercúrio, a Messenger colidiu com a superfície do planeta às 16h26 (horário de Brasília) a uma velocidade de 3,91km por segundo (14.080km por hora) e se desintegrou totalmente. No local do impacto – uma bacia denominada Shakespeare – foi aberta uma cratera estimada em 16 metros de diâmetro.

O exame da cratera formada poderá fornecer dados sobre o intemperismo da superfície esburacada de Mercúrio, sua densidade, consistencia e composição, mas é pequena demais para ser vista da Terra, além do que o telescópio espacial Hubble não pode olhar em sua direção, pois teria que apontar para o Sol.

Isto significa que os astrônomos não conseguirão dar uma boa olhada nela até que a missão nipo-europeia, chamada BepiColombo, que será lançado em 2017, alcançe a órbita do planeta em 2024.

Missão prolongada


A sonda Messenger, sigla de MErcury Surface, Space ENvironment, GEochemistry, and Ranging - que pode ser traduzida por Varredura da Superfície, Espaço Ambiental e Geoquímico de Mercúrio – foi lançada em 2004 do Cabo Canaveral.
A ultima imagem de Mercúrio capturada pela 
sonda Messenger antes da colisão [imagem:NASA]
Antes de entrar em órbita em Mercúrio, ela viajou 7,9 bilhões de quilômetros, depois de dar 15 voltas ao Sol, duas em torno de Vênus e uma em torno da Terra.


A missão foi inicialmente apenas para durar um ano, mas como a Messenger estava operando bem e retornando dados interessantes e descobertas, os cientistas prolongaram sua vida o máximo que podiam, e de acordo com a Nasa, a sonda coletou e enviou à Terra mais de 277 mil imagens nesse tempo.

Sua principal descoberta foi uma espessa camada de gelo nas regiões polares de Mercúrio, confortando a hipótese que dizia o mesmo.




fontes : NASAInovação TecnológicaCNNInfo AbrilCentral Brasileira de Noticias - CBN


sexta-feira, 1 de maio de 2015

Pilares da Criação revelados em 3D

Com informações do ESO

Esta visualização da estrutura tridimensional dos Pilares da Criação mostra que eles são constituídos por várias partes distintas de cada lado do aglomerado estelar NGC 6611. Nesta ilustração, a distância relativa entre os pilares ao longo da linha de visão não está em escala. [Imagem: ESO/M. Kornmesser]

Pilares da Criação em 3D


Astrônomos criaram a primeira imagem completa em três dimensões dos famosos Pilares da Criação, na Nebulosa da Águia, ou Messier 16, a cerca de 7.000 anos-luz de distância da Terra, na constelação da Serpente.

As novas observações mostram como os diferentes pilares de poeira deste objeto icônico estão distribuídos no espaço e revelam muitos detalhes novos - incluindo um jato, nunca visto antes, lançado por uma estrela jovem.

A radiação intensa e os ventos estelares emitidos pelas estrelas brilhantes do aglomerado associado esculpiram os Pilares da Criação ao longo do tempo e deverão fazer com que estes desapareçam completamente dentro de cerca de três milhões de anos.

A imagem original dos famosos Pilares da Criação foi obtida pelo Telescópio Espacial Hubble, duas décadas atrás, tendo-se tornado imediatamente uma das imagens mais famosas e evocativas. Desde então, estas nuvens, que se estendem ao longo de alguns anos-luz, têm impressionado tanto pesquisadores como o público. As imagens em 3D foram geradas com o auxílio do instrumento MUSE montado no Very Large Telescope do ESO, no Chile.