terça-feira, 25 de março de 2014

Nanossatélites brasileiros serão lançados da Estação Espacial

Com informações da AEB e MCTI - 25/03/2014

Três nanossatélites brasileiros serão lançados em 2014 a partir da Estação Espacial Internacional.[Imagem: NASA]

Nanossatélites brasileiros


Três nanossatélites brasileiros serão lançados a partir da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) no segundo semestre deste ano.

Para isso, a Agência Espacial Brasileira (AEB) assinou contrato com a Japan Manned Space Systems Corporation (JAMSS), parceira da Agência Espacial Japonesa (JAXA), que opera o laboratório espacial Kibo e o dispositivo de lançamento de nanossatélites.

Pelo acordo, serão lançados os nanossatélites AESP-14, Serpens (Sistema Espacial para a Realização de Pesquisa e Experimentos com Nanossatélites) e UbatubaSat.

terça-feira, 18 de março de 2014

ERRATA DO CLUBE

Olá a todos aqueles que curtem a página do Clube e seguem o Blog e fanpage da Casa da Ciência.

Vimos por meio desta publicação pedir desculpas por um erro cometido por um de nossos monitores em entrevista à rede de televisão local TV Morena. No programa Bom Dia MS, que foi ao ar as 07:31 do dia de hoje, 18 de Março de 2014, o monitor Renan afirmou desatentamente que Vênus é o planeta mais próximo do Sol, porém na verdade sabemos muito bem que o planeta mais próximo do Sol é Mercúrio. Queremos ressaltar que foi um engano, uma falta de atenção ou nervosismo no momento de falar "em frente à câmera de TV".

Mercúrio fica a uma distância média de 57.910.000,00 quilômetros do Sol enquanto que Vênus fica a uma distância média de 108.200.000,00 quilômetros do Sol.

Todos aqueles que passaram pelo clube, monitores, professores e amigos têm um compromisso para com a população em geral, a de divulgação séria de ciências.

Obrigado a todos que nos acompanham a tantos anos, e esperamos poder continuar fazendo nossa parte, divulgando e mantendo o legado de milhares de gerações de nossos antepassados que viveram no planeta Terra.


Detecção de ondas gravitacionais reforça teoria do Big Bang

Com informações do CFA/Harvard - 18/03/2014

Somente as ondas gravitacionais que percorreram o espaço durante a inflação cósmica poderiam ter deixado estas marcas, garantem os pesquisadores.[Imagem: BICEP2 Collaboration]

Inflação cósmica


Quase 14 bilhões de anos atrás, o Universo explodiu em existência em um evento extraordinário chamado Big Bang.

Na primeira fração de segundo, ele expandiu-se exponencialmente, dobrando de tamanho 60 vezes em 10-32 segundo - um evento chamado inflação cósmica.

Tudo isso, é claro, era apenas teoria - até agora.

sábado, 15 de março de 2014

Nicolas Louis de Lacaille

Nascido em 15 de março de 1713 em Rumigny na França (falecido no dia 21 de marco de 1762 em Paris), o astrônomo francês mapeou as constelações visíveis do Hemisfério Sul, tendo nomeado 14 de todas a 88 constelações atuais. Catalogou aproximadamente 10 000 estrelas, calculou e tabulou uma lista de eclipses para 1800 anos.



Em 1739 Lacaille foi nomeado professor de matemática no Colégio Mazarin, Paris, e em 1741 foi admitido na Academia de Ciências. Ele liderou uma expedição (1750-1754) para o Cabo da Boa Esperança, onde determinou a tempo apenas dois anos as posições de cerca de 10.000 estrelas, muitas ainda referidas por seus números de catálogo. Suas observações na África do Sul da Lua, Vênus e Marte, em conjunto com observações semelhantes já realizadas no Hemisfério Norte, levou ao cálculo dos valores mais precisos para as distâncias entre esses corpos.

Antes de deixar o Cabo, Lacaille mediu o primeiro arco de meridiano na África do Sul. Após o seu regresso à França, em 1754, ele trabalhou sozinho na compilação de seus dados, e excesso de trabalho, aparentemente, apressou sua morte. Sua obra mais importante, Coelum Australe Stelliferum ("catálogo de estrelas do céu do sul") foi publicado postumamente em 1763, um ano após sua morte.

Entre outras obras de sua autoria destacam-se: Lições de Astronomia e Astronomiae Fundamenta (em 1757); Diário Histórico da Viagem ao Cabo da Boa Esperança; escritos vários de Geometria, Óptica, Mecânica e muitos outros.


fontes: http://www.britannica.com/EBchecked/topic/327098/Nicolas-Louis-de-Lacaille
http://pt.wikipedia.org/wiki/Nicolas_Louis_de_Lacaille

sexta-feira, 14 de março de 2014

Supertelescópio espacial pode ser feito com espelho controlado por laser

O espelho é constituído por nanopartículas reflexivas que são mantidas em formação por raios laser. [Imagem: NASA/ESA/E. Sabbi (STScI)/T.M. Grzegroczyk et al.]

Espelho formado por laser


Se você quiser fazer os olhos de um astrônomo brilharem, fale com ele sobre um telescópio espacial gigantesco - do tamanho de um campo de futebol, por exemplo.

Mas ele logo vai lhe dizer que isso não pode se tornar realidade com a tecnologia atual porque um equipamento desses pesaria milhares de toneladas, o que inviabiliza sua colocação no espaço.

Agora você já tem com o que retrucar: pode ser possível construir um telescópio gigantesco no espaço que não pesaria mais do que alguns gramas.

A ideia não é nova: em 1979, o astrônomo Antoine Labeyrie propôs o uso de lasers para aprisionar e manter juntas minúsculas partículas, formando no espaço uma superfície reflexiva, o espelho de um telescópio.

quinta-feira, 13 de março de 2014

NASA não encontra Planeta X, mas vai continuar procurando

Se existe de fato um Planeta X ele ainda não deu os ares da graça.[Imagem: T Pyle (SSC)/JPL-Caltech/NASA]

Elusivo, mas útil


Depois de rastrear centenas de milhões de objetos em todo o céu, a sonda espacial WISE (Wide-Field Infrared Survey Explorer), da NASA, não encontrou indícios do corpo celeste hipotético comumente chamado de "Planeta X".

Os cientistas levantaram a hipótese da existência de um corpo celeste grande, que deveria estar em algum lugar além da órbita de Plutão.

Sua presença poderia explicar a até agora inexplicável regularidade das extinções em massa encontradas nos registros arqueológicos da Terra.

Além disso, os dados indicam haver um padrão na queda de cometas na Terra, que são "arrancados" da distante Nuvem de Oort a cada 35 milhões de anos por algum evento que não se sabe o que seja.

Além de "Planeta X", o corpo celeste hipotético que poderia explicar esses eventos ganhou outros apelidos, incluindo Nêmesis e Tique (Tyche).

A NASA tem apostado pesado na tentativa de confirmação da existência do Planeta X porque não existem outras teorias para explicar esses eventos bem documentados - recentemente surgiu uma hipótese alternativa tentando ligar o padrão cíclico da queda de cometas com a matéria escura, mas a associação ainda é fraca demais porque ninguém sabe nada sobre a matéria escura.

terça-feira, 11 de março de 2014

Hubble capta desintegração misteriosa de asteroide

O mais impressionante é que os fragmentos estão se afastando uns dos outros lentamente, a cerca de 1,6 km/h, o que descarta a possibilidade de um choque com outro asteroide. [Imagem: NASA/ESA/D. Jewitt (UCLA)]

Asteroide desintegrado


O telescópio espacial Hubble registrou um fenômeno inédito: o esfacelamento lento e suave de um asteroide.

Cometas são objetos frágeis, compostos de gelo e poeira, despedaçando-se facilmente quando se aproximam do Sol.

Mas nada parecido havia sido observado até hoje em algo da consistência de um asteroide.

"Isto é uma rocha, e vê-la desmoronar diante de nossos olhos é incrível," disse David Jewitt, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles.

O asteroide P/2013 R3 agora já aparece nas imagens como pelo menos 10 objetos grandes, cada um com caudas de poeira semelhantes à cauda de cometas - os quatro fragmentos maiores têm 360 metros de diâmetro, cerca de quatro vezes o comprimento de um campo de futebol.

Os astrônomos já haviam flagrado um asteroide com 6 caudas, mas nunca haviam visto um deles se partir.

O mais impressionante é que os fragmentos estão se afastando uns dos outros lentamente, a cerca de 1,6 km/h, o que descarta a possibilidade de um choque com outro asteroide - neste caso, a esfacelamento seria brusco e a velocidade de separação seria muito maior.

Além disso, novos pedaços continuam a se revelar nas imagens mais recentes.

Isso deixa como mais provável um cenário no qual o asteroide está se desintegrando devido a um efeito sutil da luz solar, que faz com que a taxa de rotação do asteroide aumente gradualmente.

Eventualmente, suas partes componentes sucumbem à força centrífuga - "como uvas saindo de um cacho", segundo os astrônomos.

A possibilidade de destruição de um asteroide por esse mecanismo tem sido discutida há vários anos, mas nunca havia sido observada de forma confiável.

O fenômeno é chamado de efeito Yarkovsky e é a base de uma proposta para tirar asteroides da rota de colisão com a Terra simplesmente pintando-os.

Fonte: Inovação Tecnológica

sexta-feira, 7 de março de 2014

Telescópio Gigante de Magalhães tem construção aprovada

O gigantesco telescópio GMT poderá ter participação brasileira. [Imagem: GMTO]

Telescópio gigante


O consórcio internacional responsável pelo Telescópio Gigante de Magalhães (GMT: Giant Magellan Telescope) deu a aprovação final para o início da sua construção.

Quando concluído, o GMT, com uma abertura de 24,5 metros, terá mais de seis vezes a área de coleta de luz dos maiores telescópios atuais, e 10 vezes a resolução do Telescópio Espacial Hubble.

O telescópio gigante será construído em Las Campanas, no Chile, onde o terreno já foi preparado para o início das obras.

Embora o projeto não tenha entrado formalmente na fase de construção, os longos prazos necessários para fabricar alguns elementos do telescópio exigem que as atividades comecem bem antes.

A fabricação de três dos sete segmentos do espelho primário do telescópio, por exemplo, já está em andamento. O quarto espelho começará a ser fabricado em janeiro de 2015. Cada espelho tem 8,4 metros de diâmetro.

Se o cronograma for seguido à risca, o GMT deverá começar as observações científicas em 2020.

O Brasil poderá ter participação no projeto. O consórcio responsável pelo GMT está em negociações com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) em busca de recursos, em troca dos quais os astrônomos brasileiros receberão cotas nos tempos de observação.

Outro telescópio gigante atualmente em fase de construção, o E-ELT (European Extremely Large Telescope), também está sendo erguido no Chile. Este já tem participação brasileira aprovada, embora os recursos ainda não tenham saído.

Fonte: Inovação Tecnológica

quarta-feira, 5 de março de 2014

Asteroide passará próximo a terra nesta quarta-feira

Como acontece cerca de 20 vezes por ano, com os recursos de detecção atuais, um asteroide conhecido passará seguramente perto da Terra nesta quarta-feira mais perto do que a distância do planeta à Lua.


O tamanho deste asteroide, o 2014 DX110, é estimado em cerca de 30 metros de diâmetro. Sua abordagem mais próxima da Terra será a cerca de 350 mil quilômetros de nós as 18:06 (horário de Brasília) em 5 de março.