quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Primeira exolua é encontrada por astrônomos

Lua extrassolar

A primeira exolua encontrada provavelmente
circula em volta de um planeta errante, longe
de qualquer estrela.
[Imagem: Columbia Asstrobiology Center]

Astrônomos afirmam ter encontrado os primeiros indícios de uma exolua, uma lua orbitando um planeta fora do nosso Sistema Solar.

Assim como Europa (Júpiter) e Encélado (Saturno) apresentam ambientes interessantes para a pesquisa de vida microbiana, acredita-se que as exoluas podem ser mundos habitáveis, sobretudo se seus planetas estiverem mais perto das estrelas.

Contudo, as perspectivas podem não ser tão entusiasmantes para a primeira exolua observadas, identificada por David Bennett e seus colegas Universidade de Notre Dame, nos Estados Unidos.

As primeiras análises indicam que a exolua está em volta de um planeta errante, um planeta que não parece orbitar nenhuma estrela.

Os dois objetos - planeta e lua - foram identificados pela técnica de microlente gravitacional, enquanto a maioria dos mais de 1.000 exoplanetas conhecidos até agora foram descobertos por outro método, que analisa variações na luz da estrela quando o planeta passa à sua frente.

Na microlente gravitacional, quando um objeto passa na frente de uma estrela distante, do ponto de vista da Terra, a gravidade do objeto curva a luz da estrela ao fundo, concentrando-a como uma lente. Isso faz a estrela temporariamente parecer mais brilhante.

Bennett e seus colegas identificaram um evento de microlente em 2011, visto por inúmeros telescópios ao redor do mundo, no qual uma estrela teve seu brilho subitamente aumentado em 70 vezes. Cerca de uma hora depois, houve um segundo aumento no brilho, este menor.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Gás nobre e último elemento da vida são detectados no espaço

Gás nobre no espaço

A primeira detecção de um gás nobre no espaço
foi registrada na nebulosa do Caranguejo, uma
supernova que explodiu no ano 1054.
[Imagem: NASA/ESA/Alison Loll/Jeff Hester]

Estudando o que restou de explosões cósmicas gigantescas, conhecidas como supernovas, duas equipes de astrônomos anunciaram duas descobertas marcantes na edição desta semana da revista Science.

A primeira descoberta é histórica, sendo a primeira vez que se detecta uma molécula contendo um gás nobre no espaço.

A segunda foi o rastreamento da formação do elemento fósforo, um dos seis elementos essenciais para a vida como a conhecemos.

Mike Barlow e seus colegas da Universidade College de Londres usaram o telescópio espacial Herschel para analisar as características espectrais da nebulosa do Caranguejo.

O que eles estavam estudando são os restos de uma estrela, que tinha de 8 a 16 vezes a massa do Sol, e que explodiu por volta do ano 1054.

A equipe encontrou sinais do hidreto ionizado de argônio - 36ARH+ - espalhados por toda a nebulosa, confirmando uma teoria de longa data que o isótopo 36 do argônio se origina no coração de supernovas muito intensas.

A maioria dos elementos químicos do universo é produzida nas estrelas. Mas, como os elementos mais pesados não poderiam ser formados em condições de temperatura e pressão estelares normais, acredita-se eles sejam produzidos quando as estrelas explodem.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Buracos de minhoca podem unir dois buracos negros

A matemática dos buracos negros é praticamente a mesma da usada no entrelaçamento quântico, indicando que podem ser diferentes manifestações da mesma realidade física. [Imagem: Alan Stonebraker/American Physical Society]

Do quântico ao astrofísico


O entrelaçamento quântico - ou emaranhamento - é um fenômeno real, embora não totalmente compreendido, que interliga duas partículas instantaneamente, não importando se uma delas está aqui e a outra no outro extremo da galáxia.

Agora uma dupla de físicos garante que pode haver um entrelaçamento entre buracos negros.

Isso, segundo eles, equivaleria a criar um buraco de minhoca entre os dois buracos negros entrelaçados.

Buracos de minhoca são outra esquisitice, mas não da mecânica quântica, e sim da relatividade, no extremo oposto dimensional, no campo da astrofísica.

Segundo as teorias, os buracos de minhoca seriam atalhos entre pontos diferentes do espaço, em síntese permitindo viagens interestelares em velocidades muito superiores à velocidade da luz.

Kristan Jensen (Universidade de Washington) e Andreas Karch (Universidade de Stony Brook) estão propondo que um entrelaçamento entre dois buracos negros equivale à existência de um buraco de minhoca entre os dois.

Segundo os físicos, se dois buracos negros ficarem entrelaçados, uma pessoa que se aproximasse de um deles seria capaz de ver ou se comunicar com outra pessoa que estivesse nas proximidades do outro buraco negro.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Se pousarmos em Europa, o que devemos procurar?

Com informações da NASA - 29/11/2013

Visão simulada da superfície da lua Europa, de Júpiter.[Imagem: NASA/JPL-Caltech]

Europa, de Júpiter


A maioria do que os cientistas sabem da lua Europa de Júpiter eles aprenderam a partir de uma dúzia de voos rasantes feitos pelas sondas Voyager 2, em 1979, e, principalmente, pela Galileo, na segunda metade da década de 1990.

Mesmo com encontros muito passageiros, foi possível ver um mundo fraturado, coberto de gelo, e com tentadores sinais de um oceano de água líquida sob a superfície.

Um ambiente assim pode ser um local acolhedor para a vida microbiana - no mínimo.

Mas, se formos enviar uma nova sonda espacial, capaz de pousar na superfície de Europa, o que realmente deveríamos procurar e como deveríamos conduzir as pesquisas?

Em busca de respostas, a NASA contratou uma equipe de cientistas especializados para discutir os objetivos científicos de uma missão espacial que pudesse pousar na superfície de Europa.

"Se um dia os seres humanos enviarem uma sonda robótica para a superfície de Europa, nós precisamos saber o que procurar e quais ferramentas ela deveria ter," justificou Robert Pappalardo, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Foguete russo bate recorde de satélites colocados em órbita

Lista dos 32 satélites colocados em órbita pelo antigo míssil nuclear. No destaque, o PocketPUCP-Sat, o menor satélite artificial totalmente funcional já lançado. [Imagem: Dombarovsky/Nader/st2nh]

Mísseis em missão de paz


Um antigo míssil nuclear, fabricado em 1984 na antiga União Soviética, bateu o recorde de quantidade de objetos lançados simultaneamente ao espaço.

O foguete DNEPR, convertido para missões de paz, foi lançado a partir de um silo de míssil nuclear também convertido em plataforma de lançamento espacial, em Dombarovsky, na Rússia.

Foram levados com sucesso ao espaço nada menos que 32 satélites, a maior parte CubeSats, pequenos satélites de pesquisa do tamanho de uma caixa de sapatos ou menores.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Sonda MAVEN parte em busca da atmosfera perdida de Marte

Os oito instrumentos científicos da MAVEN vão tentar explicar como o planeta vermelho perdeu sua atmosfera.[Imagem: NASA]

A NASA lançou hoje a sonda espacial MAVEN (Mars Atmosphere and Volatile Evolution), deverá chegar a Marte em Setembro de 2014.

O grande objetivo da missão é estudar as mudanças climáticas do planeta e tentar responder à questão crucial sobre o planeta vermelho: Se Marte já teve uma atmosfera, como ele a perdeu?

Todos os estudos feitos até agora parecem indicar que Marte foi um planeta rico em água no passado remoto, mas hoje é totalmente seco e possui uma atmosfera com uma densidade equivalente a 1% da densidade da atmosfera terrestre.

Analisando a atmosfera superior do planeta e medindo as taxas atuais de perda atmosférica, os oito instrumentos científicos da MAVEN poderão lançar alguma luz sobre essa hipotética transição de Marte, de um planeta quente e úmido, para o mundo deserto e frio registrado pelos robôs que andam em sua superfície.

A sonda também deverá aumentar a capacidade de comunicação dos robôs Curiosity e Opportunity, atualmente na superfície de Marte.

"A sonda MAVEN vai se juntar às nossas sondas e rovers já em Marte para explorar uma outra faceta do planeta vermelho e nos preparar para missões humanas até lá por volta de 2030," disse o administrador da NASA, Charles Bolden.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Físicos querem construir o VLHC, o sucessor do LHC

É ou não é?

O LHC sofreu grandes atrasos por problemas
nos seus circuitos supercondutores de 14 teslas.
O VLHC precisaria de magnetos de 20 teslas.
[Imagem: CERN]

Poucas descobertas científicas mostraram-se tão controversas quanto o bóson de Higgs.

A "partícula-campo" surgiu como "um bóson, talvez de Higgs", e logo foi promovida para "um bóson de Higgs" (mas não "o").

Depois disso, bastou o tempo, mas nenhum novo artigo científico, para que os artigos indefinidos e os pudores fossem esquecidos, e a coisa passasse a ser conhecida como "o" autêntico e verdadeiro "bóson de Higgs".

É claro que a aproximação do anúncio do Prêmio Nobel e a crescente preocupação dos físicos em mostrar que os investimentos de bilhões de dólares dão resultados também contribuíram para essa mudança "sutil".

O problema é que não se espera muitas revelações mais sobre o assunto vindas do LHC, mesmo quando ele voltar a funcionar em 2015, eventualmente com a potência inicialmente projetada - 14 teraelétron-Volts (TeV) - que não foi alcançada até agora.

Assim, os físicos já estão se antecipando: eles querem um acelerador ainda maior, muito maior do que o LHC.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Um asteroide com 6 caudas pode ser chamado de cometa?

As caudas do P5 vão se revelando a cada nova observação. [Imagem: NASA/ESA/D. Jewitt et al.]

Cometa ou asteroide?


No dia 27 de Agosto passado, Marco Micheli e seus colegas do telescópio Pan-STARRS (Mauna Kea, Havaí) descobriram o que deveria ser um asteroide.

Mas não era um asteroide comum: o P/2013 P5 se parecia mais com um cometa giratório, emitindo jatos de alguma coisa para o espaço como se fosse um irrigador de jardim.

Os astrônomos responsáveis pelo Hubble logo se interessaram pela descoberta e, menos de um mês depois, o telescópio espacial já estava apontado para o asteroide/cometa.

Embora o corpo celeste esteja em uma órbita de asteroides, ele se parece em tudo com um cometa, com longas caudas formadas por alguma coisa - eventualmente poeira - ejetada para o espaço.

Como ninguém havia visto nada parecido antes, os astrônomos continuam coçando a cabeça para encontrar uma explicação adequada para o seu corpo celeste misterioso.

A confusão é tamanha que a NASA emitiu nota chamando o objeto de asteroide, mas os astrônomos publicaram seu artigo científico chamando-o de cometa.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Fotos de expedição na Antártica fazem a Terra parecer um mundo alienígena


Algum dia, os exploradores humanos pousarão uma nave na superfície de Europa, Encélado, Titã, ou algum outro mundo congelado e investigarão em primeira mão os segredos escondidos abaixo de sua superfície gelada. Quando esse dia chegar – e todos nós esperamos que seja logo – a cena que esses exploradores observarão pode se parecer com as fotos publicadas nesse post.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Índia lança sonda Mangalyaan rumo a Marte


Corrida espacial asiática
[Imagem: ISRO]


A Índia lançou no dia 05/10 com sucesso sua primeira missão a Marte.

A sonda Mangalyaan (veículo de Marte) permanecerá em órbita da Terra até 1º de dezembro, quando seus motores serão acionados para aproveitar a janela de proximidade de Marte com a Terra.

Começará então a jornada de 400 milhões de quilômetros, que deverão ser percorridos em 300 dias. A expectativa é que a Mangalyaan chegue a Marte em 24 de setembro de 2014.

Se todas as etapas forem cumpridas com sucesso, a Índia passará ao seleto grupo de países com tecnologia para exploração interplanetária.

Apenas Estados Unidos, Rússia e União Europeia conseguiram enviar sondas a Marte até agora.

O Japão (2003) e a China (2011) também tentaram, mas sem sucesso. Por isso, já se fala em uma "corrida espacial asiática".

Superar a China não será um feito pequeno para o programa espacial indiano, que conta com 16 mil cientistas e um orçamento de US$ 1 bilhão.

Metano de Marte


A sonda Mangalyaan pesa 1.340 quilos e leva cinco instrumentos para estudar a topografia, a mineralogia e a atmosfera de Marte.

Como vem sendo construído há vários anos, o projeto indiano centrou-se sobretudo na procura por metano.

Em 2009, a NASA anunciou a descoberta de volumes enormes de metano na atmosfera de Marte.

Contudo, em Setembro deste ano, quando a Mangalyaan já estava pronta, o robô Curiosity desmentiu as conclusões anteriores:


Fonte: Inovação Tecnológica

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Busca pela matéria escura tem dois fracassos em uma semana

A 1.500 metros de profundidade, o detector LUX fica mergulhado em uma piscina e envolto em titânio para protegê-lo de qualquer tipo de radiação conhecida. [Imagem: Carlos Faham/LUX Dark Matter Experiment]

WIMPs


A procura pela matéria escura apresentou dois insucessos na semana passada.

O detector LUX (Large Underground Xenon), o mais sensível construído até hoje, durante os três primeiros meses de seu funcionamento não conseguiu encontrar qualquer evidência de partículas que possam constituir a matéria escura.

Pior do que isso, ele descartou resultados anteriores do detector CDMS (Cryogenic Dark Matter Search), que havia registrado alguns eventos promissores.

Instalado a 1.500 metros de profundidade, o experimento LUX fica no fundo de uma mina no estado de Dakota do Sul, nos Estados Unidos, para proteger seus sensíveis detectores dos raios cósmicos e outras radiações de fundo.

O detector é formado por um tanque de titânio de 2 metros de altura, cheio com 350 kg de xenônio líquido resfriado a -108° C.

Ele foi projetado para detectar hipotéticas partículas de matéria escura chamadas WIMPs (partículas massivas de interação fraca, na sigla em inglês) que, se existirem, deverão ocasionalmente colidir com os átomos de xenônio no tanque.

Após três meses de coleta de dados, o instrumento não registrou nenhuma colisão - se os dados obtidos anteriormente no experimento CDMS estivessem corretos, o LUX deveria ter registrado 1.600 colisões.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Estudo Indica que Missões Prolongadas Prejudicam a Visão dos Astronautas

Os cientistas sabem há muito tempo que o voo espacial prolongado leva a mudanças no corpo humano, tais como atrofia muscular, perda de massa óssea e mudança de fluido. Evidências coletadas, sugerem por que os astronautas possam estar enfrentando problemas visuais como resultado das condições de voo espacial.



O experimento biológico Bion-M1, da Russia, revelou uma visão mais aprofundada sobre a questão da deterioração da visão do astronauta no espaço.

Lançado ao espaço em 19 de abril, o primeiro satélite de pesquisa biológica da Rússia desde 2007, colocou em órbita um zoológico de 2.450 kg  para retornar à Terra 30 dias depois.

A duração prolongada da missão permitiu aos pesquisadores uma melhor compreensão dos efeitos que a exposição a voos espaciais de longa duração tem sobre os organismos vivos. Com 45 camundongos, 8 gerbos da Mongólia, 15 lagartixas, lesmas, caracóis, e recipientes de microorganismos e plantas a bordo, Bion-M1 orbitou a Terra em uma missão de 30 dias. O voo, infelizmente, foi fatal para todos os roedores e 29 ratos, no entanto, uma visão fundamental sobre os mecanismos por trás dos problemas visuais foi adquirida.

Vice-Diretor do Instituto de Estudos Médicos e Biológicos da Rússia, Vladimir Sychev explicou:

Costumávamos pensar que em gravidade zero, o fluido viajou para cima e que a qualidade do sangue melhorou, mas verifica-se que é o contrário. As artérias do cérebro estão sob coação e sua capacidade é reduzida em 40 por cento.


O instituto também reuniu dados valiosos sobre a influência das viagens espaciais sobre a medula espinhal, ouvido interno e os processos a nível genético. Bion-M1 mostrou que a capacidade das artérias cerebrais diminui muito no espaço, um sintoma de intolerância ortostática. Provocado por uma interrupção do fluxo sanguíneo, intolerância ortostática é comum nos astronautas ao voltar para a Terra e reajustar a gravidade.

Falando à revista Segurança Espacial, Charles Bourland comenta sobre a comida espacial:

Há um procedimento para reduzir o sódio [nos alimentos espaço] porque havia alguma evidência de que a alta de sódio pode contribuir para problemas de visão que eles tiveram em algumas das missões.

Uma pesquisa a partir de 2012 na revista Radiology analisou imagens de ressonância magnética de astronautas que retornam de pelo menos um mês no espaço e confirmou que a mudança do fluido também contribui para a perturbação visual, resultado da pressão intracraniana.

Atualmente, os astronautas podem viver a bordo da Estação Espacial Internacional por mais de seis meses. No entanto, uma missão para Marte pode levar anos. Sem mais pesquisas dedicadas ao olho e anomalias da visão no espaço, há uma chance de astronautas em desenvolverem algum dano grave da visão ou até mesmo cegueira.
Tal pesquisa é, portanto, vital para garantir que os seres humanos se tornam capazes de viajar no tempo-duração, missões interplanetárias mantendo a sua saúde.


fonte: http://www.spacesafetymagazine.com/2013/10/21/focus-spaceflight-blurrier-time/

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Nave futurística cairá na Terra em Outubro

A sonda espacial GOCE é considerada a mais bela nave já enviada ao espaço.[Imagem: Agência Espacial Européia]

Estrela cadente


Depois de mais de quatro anos mapeando a gravidade terrestre, a sonda espacial GOCE está chegando ao fim de sua missão.

E, considerada uma das mais belas naves já fabricadas, seu fim será digno de uma estrela: ela vai se queimar ao reentrar na atmosfera.

O problema é que ela não vai queimar-se totalmente e, como sua reentrada não é dirigida, não se sabe onde ela cairá.

Enquanto a maior parte da sonda se desintegrará na reentrada, várias partes poderão atingir a superfície da Terra.

A ESA (Agência Espacial Europeia) afirma que não é possível prever onde e quando a GOCE cairá.

A reentrada deverá ocorrer cerca de três semanas depois de ter acabado o combustível da nave, porque sua órbita é muito baixa, pouco mais de 220 km de altitude, uma das mais baixas já usadas.

É devido a esta baixa altitude que a GOCE tem esse design "aerodinâmico", para minimizar o arrasto, que é significativo em uma órbita tão baixa.

Para se manter em uma órbita tão baixa, a sonda é impulsionada continuamente por um motor iônico, cujo combustível deverá acabar entre o final de Setembro e o início de Novembro - a data prevista é 16/17 de Outubro, com incerteza de duas semanas para mais ou para menos.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Satélites artificiais não caem devido a imperfeições da Terra

Com informações da New Scientist - 17/10/2013

Desde o Sputnik, o primeiro satélite
artificial a orbitar a Terra, dezenas
de milhares de outros seguiram
seu caminho - e muito poucos
deles caem.[Imagem: NSSDC/NASA]
Nosso planeta está cercado por mais de 1.000 satélites artificiais em pleno funcionamento e por uma
Estação Espacial enorme, além de milhares de toneladas de lixo espacial.

Felizmente, em geral a maior parte deles fica lá em cima bem tranquila.

Mas, surpreendentemente, parece que só agora estamos realmente entendendo por que os satélites giram estavelmente ao redor da Terra.

Por que os satélites não caem?


Em condições ideais, um pequeno satélite em órbita de um planeta que fosse perfeitamente esférico permaneceria lá para sempre, assumindo que nada o perturbasse diretamente.

Mas a Terra não é uma esfera perfeita, e há um monte de outros objetos que podem perturbar os satélites artificiais na órbita baixa.

Entre esses objetos está, em primeiro lugar, e de forma mais significativa, a Lua.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Higgsogênese pode explicar matéria escura

Interações bósons-atibósons de Higgs podem ter provocado a assimetria entre matéria e antimatéria

Por Eugenie Samuel Reich e revista Nature
Interações bósons-antibósons de Higgs
podem ter provocado a assimetria entre
matéria e antimatéria.

Um enigma fundamental da cosmologia talvez possa ser solucionado pela descoberta do bóson de Higgs, em 2012. O britânico Peter Higgs, de 84 anos, e o belga François Englert, 80, foram agraciados nesta terça-feira, 8 de outubro, com o Prêmio Nobel de Física de 2013.

Dois físicos sugerem que o Higgs teve um papel crucial no Universo primitivo ao produzir a diferença observada entre o número de partículas de matéria e antimatéria e determinar a densidade da misteriosa matéria escura que compõe cinco sextos da matéria no Universo.

Em um artigo aceito para publicação em Physical Review Letters, Sean Tulin, da University of Michiganem Ann Arbor, e Géraldine Servant, do Instituto Catalão de Pesquisa e Estudos Avançados em Barcelona, na Espanha, afirmam que pode ter havido uma assimetria entre o bóson de Higgs e seu complemento de antimatéria, o antibóson de Higgs, no Universo jovem.

Água em asteroide sugere existência de exoplanetas habitáveis

Impressão artística de um asteroide rico em água sendo despedaçado pela influência gravitacional de uma estrela.[Imagem: Mark A. Garlick/University of Warwick/University of Cambridge]

Água e rochas


Astrônomos descobriram os destroços de um asteroide que continha grande quantidade de água.

Isto sugere que a estrela GD 61 - localizada a cerca de 150 anos-luz da Terra - teve o potencial para conter exoplanetas semelhantes à Terra.

"Teve" porque a GD 61 é uma estrela já exaurida, uma anã branca, já no fim de sua vida. Qualquer exoplaneta que de fato exista em sua órbita não terá mais calor suficiente para apresentar água em estado líquido.

Embora a água tenha sido detectada nos restos do que um dia foi um asteroide, os astrônomos acreditam que isto é indício suficiente da ocorrência simultânea de água e superfície rochosa - dois "ingredientes-chave" para planetas habitáveis pelo homem - em outro corpo celeste que não a Terra.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Cometa pode se chocar com Marte em 2014


NASA/JPL-Caltech/UCLA
O cometa recém-descoberto te diâmetro entre 8 e 50km.

Por Joe Rao e Space.com

Um cometa recém-descoberto parece estar a caminho de passar muito perto do planeta Marte em outubro de 2014, e existe uma chance – ainda que pequena – de colidir com o planeta.
O novo cometa C/2013 A1 (Siding Spring) foi descoberto em 3 de janeiro de 2013 pelo astrônomo escocês-australiano Robert H. McNaught, um prolífico observador de cometas e asteroides que tem 74 descobertas de cometas no currículo.
McNaught é um dos participantes do Siding Spring Survey, um programa que caça asteroides que podem se aproximar muito da Terra. Descobriu o novo cometa usando o Telescópio Uppsala Schmidt, de50 metros, no Observatório Siding Spring,em New South Wales, na Austrália.
Imagens anteriores à descoberta do cometa, feitas em 8 de dezembro de 2012 pelo Catalina Sky Survey, no Arizona, foram encontradas rapidamente. Como o cometa foi descoberto como parte de sua busca por asteroides, ele tem o nome do observatório, Siding Spring. Oficialmente ele está catalogado como C/2013 A1.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Estrelas frias confundem fronteira entre estrelas e planetas

Apesar de pequenos e frios como planetas, esses corpos celestes são catalogados como anãs-marrons.[Imagem: NASA/JPL-Caltech]

Estrelas planetárias


Estrelas costumam ser muito quentes.

Mas, como nada é para sempre, até mesmo as estrelas esfriam.

Por isso, os astrônomos estão constantemente em busca de estrelas cada vez mais frias, não apenas por curiosidade, mas para entender seu processo de envelhecimento.

Dois anos atrás, o telescópio espacial WISE da NASA descobriu uma nova classe de corpos celestes muito frios que começaram a confundir a fronteira entre estrelas e planetas.

No entanto, até agora ninguém sabe exatamente qual é a temperatura na superfície dessas "estrelas planetárias".

Cálculos iniciais sugeriam que elas poderiam ter a mesma temperatura ambiente da Terra, levantando a hipótese de que essas estrelas frias poderiam ter nuvens.

Contudo, um estudo mais aprofundado concluiu que esses corpos celestes são realmente as estrelas mais frias que se conhece, mas não são tão frias quanto se pensava.

Os novos cálculos apontam para temperaturas entre 120 e 175 graus Celsius.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Paralisação federal ameaça lançamento de sonda da Nasa

Concepção artística mostra a nave espacial MAVEN, da NASA, orbitando Marte. A missão deverá ser lançada no final de 2013.
Se não for lançada até dezembro a nova missão a Marte será adiada para 2016


Por Mike Wall e SPACE.com

A inatividade parcial congelou os preparativos para o lançamento da nave espacial Mars Atmosphere and Volatile Evolution, conhecida como Maven, programado para 18 de novembro a partir da Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral na Flórida. A sonda tem até 7 de dezembro para decolar; depois disso terá de esperar 26 meses para um novo alinhamento propício entre os dois planetas.

A atual situação é preocupante, mas ainda não é hora de entrar em pânico, afirmam os membros da equipe Maven. [Para saber mais sobre como a paralisação do governo afetará a ciência e a saúde visite o site http://www.livescience.com/40075-how-shutdown-will-impact-science.html (em inglês)]

“É claro que estamos preocupados, mas temos uma margem de folga em nosso cronograma. Mas a equipe está absolutamente empenhada em decolar nessa oportunidade de lançamento”, comentou o principal pesquisador da equipe Maven Bruce Jakosky, da University of Colorado em Boulder. “Se isso significa trabalhar em turnos dobrados, sete dias por semana, faremos isso”.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

O Avanço da Astronomia no Brasil




        Realização da assembleia da IAU no Rio é reconhecimento da capacidade de nossos astrônomos
Augusto Damineli

    A astronomia brasileira está conquistando um novo estágio em sua história. Isso ficou claro na realização da Assembleia Geral da IAU no Rio de Janeiro, entre 3 e 14 de agosto passado. Na avaliação dos aproximadamente 2.500 cientistas participantes, o encontro foi um dos melhores dos últimos tempos.

    A escolha das sedes das assembleias da IAU é definida especialmente pelo interesse da comunidade internacional pela atividade astronômica no país e pela competência dos anfitriões em organizar um evento tão complexo como esse. Ao longo de duas semanas foram realizados 31 congressos, sendo 19 deles com brasileiros em seus comitês científicos.

      Essa participação não foi apenas por cortesia dos estrangeiros, pois a reputação de um congresso é avaliada pela estatura científica do comitê. A comunidade internacional já havia notado que nossa astronomia cresce a uma taxa acima de 10% ao ano em termos de publicações e formação de doutores desde 1970. Esse crescimento é ímpar no mundo. Além disso, o Brasil tem investido em projetos de grande porte, como os telescópios Gemini de 8 metros (no Havaí e Andes chilenos) e o Soar de 4 metros (nos Andes chilenos). Alguns de nossos astrônomos têm demonstrado competência na gestão desses projetos, como também em comissões internacionais que publicam revistas científicas e a própria IAU, onde temos a vice-presidência.

sábado, 5 de outubro de 2013

Sputnik: 56 ANOS DE SONHOS E DESCOBERTAS

O Sputnik 1, integrante do programa Sputnik, foi o primeiro satélite artificial da Terra. Lançado pela União Soviética em 4 de outubro de 1957 na Unidade de teste de foguetes da União Soviética atualmente conhecido como Cosmódromo de Baikonur.

Photo taken and edited by de:Benutzer:HPH on "Russia in Space" exhibition (Airport of Frankfurt, Germany, 2002)
O Sputnik 1, era uma esfera de aproximadamente 58,5 cm e pesando 83,6 kg. A função básica do satélite era transmitir um sinal de rádio, "beep", que podia ser sintonizado por qualquer radioamador nas frequências entre 20,005 e 40,002 MHz , emitidos continuamente durante 22 dias até 26 de outubro de 1957, quando as baterias do transmissor esgotaram sua energia.

O satélite orbitou a Terra por seis meses antes de cair. Apesar das funcionalidades reduzidas do satélite, o Sputnik 1 ajudou a identificar as camadas da alta atmosfera terrestre através das mudanças de órbita do satélite.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Buraco negro dentro de chip confirma teorias de Einstein

Além do horizonte de eventos - a fronteira além da qual nada escapa - os buracos negros possuem uma região chamada esfera fotônica, uma região onde o espaço-tempo é fortemente curvado. [Imagem: Sheng et al./Nature Photonics]

Lente gravitacional


Segundo a Teoria da Relatividade de Einstein, corpos de grande massa fazem a luz se curvar, um efeito chamado de lente gravitacional.

Isso acontece porque a enorme gravidade deforma o espaço-tempo, fazendo com que o caminho mais curto para a luz ao redor de uma estrela maciça, por exemplo, seja uma curva.

Não é possível criar um buraco negro em miniatura para demonstrar coisas desse tipo em sala de aula, mas é possível deixar a gravidade de lado e reproduzir o fenômeno da lente gravitacional usando apenas luz.

Foi o que demonstraram C. Sheng e Hui Liu, da Universidade de Nanjing, na China, que são especialistas em metamateriais.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Descoberto elo perdido na evolução dos pulsares

Com informações da ESA - 30/09/2013

Os pulsares giram a grande velocidade, emitindo pulsos de radiação eletromagnética centenas de vezes por segundo, como se se tratasse de um farol. [Imagem: ESA]

Pulsar milissegundo


Uma equipe internacional de astrônomos detectou um "pulsar milissegundo" em uma fase crítica da sua evolução, quando o objeto passa da emissão raios X para a emissão de ondas de rádio.

Os pulsares são estrelas de nêutrons magnetizadas, núcleos mortos de estrelas massivas que explodiram como supernova quando esgotaram o seu combustível - dependendo do assunto e da abordagem eles também são chamados de buracos negros.

Os pulsares giram a grande velocidade, emitindo pulsos de radiação eletromagnética centenas de vezes por segundo, como se se tratasse de um farol. A análise destes pulsos revela que o seu período de rotação pode ser de apenas alguns milissegundos - daí o nome "pulsar milissegundo".

Os pulsares são classificados em função da forma como geram suas emissões. Pulsares de rádio obtêm sua energia da rotação do seu campo magnético, enquanto os pulsares de raios X se alimentam de um disco de acreção formado pela matéria que arrancam de uma estrela companheira.

As teorias atuais sugerem que as estrelas de nêutrons aumentam sua velocidade de rotação à medida que acumulam a massa procedente da estrela companheira. Quando o material do disco de acreção cai em direção à estrela, ele aquece e emite raios X.

Depois de vários milhões de anos, a velocidade de acreção diminui e os pulsares acendem-se de novo, mas desta vez emitindo ondas de rádio.

Os astrônomos acreditavam que existisse uma fase intermediária na qual as estrelas de nêutrons oscilam entre estes dois estados, mas até agora não se tinha ainda encontrado provas diretas e conclusivas que suportassem esta teoria.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Vazamento de energia inter-universos pode revelar mundos paralelos

Experimentos recentes não confirmam e nem descartam a teoria dos multiversos.[Imagem: Peiris et al.]

Realidades alternativas


Quando um físico afirma ter uma ideia para um experimento de laboratório que pode ser capaz de detectar a existência de mundos quânticos paralelos - mais conhecidos como multiversos - a reação padrão é dar um sorriso amarelo e sair de fininho.

Mas quando o físico em questão é um ganhador do Prêmio Nobel, mais precisamente o Dr. Frank Wilczek, é provavelmente uma boa ideia não ir saindo tão rápido.

Sua ideia, ainda em estágio preliminar, é que pode ser possível detectar "vazamentos de energia" fluindo entre realidades alternativas - as "multiversalidades", como ele as chama.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Série de animações da USP mistura ciência e rock’n’roll

Astrônoma se inspirou no próprio filho para lançar animações que ensinem ciência e espírito crítico para jovens


Qual é a melhor forma de despertar vocações científicas e espírito crítico nos jovens? Para Jane Gregorio-Hetem, astrônoma livre-docente do Instituto de Astronomia da USP, é falando a língua deles. Foi o que motivou a professora a dar início a uma série de animações um tanto irreverentes, cujo personagem principal é o jovem Rockstar, um garoto questionador e apaixonado por rock’n’roll. “Quis mostrar a ciência como uma coisa interessante e acessível”, explica Jane, que na hora da criação se inspirou no próprio filho.

No segundo episódio, o tema do surgimento das moléculas de água já é apresentado de forma atraente, como sendo um mistério. Com um toque de solos de guitarra, o assunto vai sendo desenvolvido através do diálogo entre Rockstar, um átomo de oxigênio e dois de hidrogênio, que juntos formam a água. O processo é explicado desde a aglutinação dessas partículas no espaço interestelar, até o transporte da água via cometas e asteroides, chegando na Terra.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Marcianos não encontrados: Curiosity não encontra metano em Marte

O instrumento TLS (Tunable Laser Spectrometer),
montado no robô Curiosity, não encontrou
qualquer sinal de metano em Marte.
[Imagem: NASA]
O robô Curiosity não encontrou qualquer sinal de metano na atmosfera de Marte.

O resultado foi recebido como um balde de água fria pelos pesquisadores, uma vez que dados anteriores, coletados por sondas espaciais e telescópios, foram interpretados como detecções positivas e muito significativas.

A presença de metano na atmosfera de Marte é uma questão de grande interesse porque o metano pode ser um sinal potencial de vida, embora o gás também possa ser produzido por fontes não biológicas.

Na Terra, cerca de 90% do metano presente na atmosfera é emitido por coisas vivas ou restos de vida passada.

O gás também pode ser produzido por processos geológicos ou pode ser trazido por asteroides ou cometas.

Os instrumentos do Curiosity analisaram amostras da atmosfera marciana em busca do metano seis vezes, de outubro de 2012 até junho de 2013 - e todos os resultados foram iguais: zero metano.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Força da gravidade pode não ser constante

Está é uma parte do mapa da gravidade terrestre de mais alta resolução feito até hoje. [Imagem: Christian Hirt]

Mapa da gravidade


Recentemente, uma equipe da Austrália e da Alemanha usou dados coletados pelos ônibus espaciais para criar os mapas da gravidade terrestre de mais alta resolução feitos até hoje.

Quando os mapas ficaram prontos, contudo, o resultado surpreendeu a todos: os dados revelam variações gravitacionais até 40% maiores do que se considerava anteriormente.

"Nossa equipe calculou a gravidade em queda livre em três bilhões de pontos - um ponto a cada 200 metros - para criar estes mapas da gravidade de mais alta resolução já feitos. Eles mostram mudanças sutis na gravidade sobre a maioria das áreas terrestres da Terra," disse o professor Christian Hirt, membro da equipe.

Os dados indicam que a gravidade mais forte na superfície da Terra fica próxima ao Pólo Norte, enquanto a menor fica no alto dos Andes, na montanha Huascaran.

Poderia parecer intuitivo que a gravidade dependesse do relevo, mas a diferença de massa gerada pelo relevo terrestre é ínfima em relação ao planeta como um todo - na verdade, o que está mesmo em jogo são variações na densidade do material abaixo de cada ponto medido, da superfície até o núcleo da Terra.

Mas a coisa pode ser mais complicada do que isso.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Sonda Voyager 1 deixa Sistema Solar e entra no espaço interestelar

A Voyager 1 é o primeiro objeto fabricado pelo homem a chegar ao espaço interestelar, fora da zona de influência da nossa estrela.[Imagem: NASA]

Sonda interestelar


Em uma disputa acadêmica que promete entrar para os anais da ciência, a NASA admitiu oficialmente que a sonda Voyager 1 deixou o Sistema Solar.

Lançada em 1977, agora a uma distância de quase 20 bilhões de quilômetros do Sol, a Voyager 1 é o primeiro objeto fabricado pelo homem a chegar ao chamado espaço interestelar, fora da zona de influência da nossa estrela.

Os dados indicam que a sonda espacial deixou a chamada heliosfera, a "bolha" de partículas carregadas e quentes que envolvem o Sistema Solar, entrando em uma região mais fria.

Os instrumentos da Voyager indicam que a densidade do plasma ao seu redor agora é consistente com as previsões teóricas sobre como deve ser o espaço interestelar.

Os dados coletados entre 9 de Abril e 22 de Maio deste ano indicam que a Voyager 1 está em uma região do espaço com uma densidade de elétrons de 0,08 por centímetro cúbico - os modelos descrevem o espaço interestelar com uma densidade entre 0,05 e 0,22 elétrons por centímetro cúbico.

Contudo, os dados mostraram leituras semelhantes desde Agosto de 2012 - a conclusão final da equipe é que a Voyager 1 deixou o Sistema solar exatamente no dia 25 de Agosto de 2012.

É aí que a controvérsia começa.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Começa busca pela Energia Escura

Serão observadas em torno de 100 milhões de estrelas de nossa galáxia e suas vizinhas no espaço. [Imagem: Reidar Hahn/DES]

Caça às escuras


O projeto DES (Dark Energy Survey) começou oficialmente suas observações.

O objetivo do projeto é entender porque a expansão do universo está se dando de forma acelerada - ao invés de desacelerar pelo efeito da gravidade - e sondar a misteriosa energia escura, que se acredita ser a causa desse fenômeno.

Instalada no Chile, a câmera de 570 megapixels do DES (DECam) será utilizada, nos próximos cincos anos, para mapear um oitavo do céu, ou 5 mil graus quadrados, com um detalhamento sem precedentes.

Este é o ponto culminante de dez anos de planejamento, construção e testes realizados por 25 instituições em seis países, incluindo o Brasil.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Novos dados astronômicos mostram lado oculto da Via Láctea

Com informações do ON

Visão infravermelha da Via Láctea a partir da Terra.[Imagem: Peter Frinchaboy/Ricardo Schiavon//SDSS-3]

Espectro estelar


Astrônomos do consórcio SDSS-3 (Sloan Digital Sky Survey 3) lançaram nesta semana um banco de dados público que ajuda a contar a história de como a Via Láctea se formou.

Com informações de 60 mil estrelas, o repositório traz um novo conjunto de espectros estelares de alta resolução (medições da quantidade de luz emitida por uma estrela em cada frequência eletromagnética) na luz infravermelha, invisível aos olhos humanos, mas capaz de penetrar o véu de poeira que obscurece o centro da galáxia.

"O espectro estelar contém informações importantes para o conhecimento de uma estrela. Ele indica detalhes fundamentais, como temperatura e tamanho da estrela, e quais elementos estão em sua atmosfera", afirma Jon Holtzman, membro da equipe. "Os espectros são uma das melhores ferramentas de que dispomos para aprender sobre as estrelas. É como ter a foto de uma pessoa em vez de apenas conhecer sua altura e peso."

Em 2012, a equipe havia divulgado a maior imagem 3D já feita do Universo.

Astrônomos brasileiros participam do projeto por meio do Laboratório Interinstitucional de e-Astronomia (LIneA), cuja sede fica no Observatório Nacional.

"O time brasileiro colaborou com a equipe do Apogee com simulações de populações estelares da Via Láctea, que permitiram a escolha das melhores posições do céu para apontar o instrumento, de modo a ter uma boa cobertura da galáxia. Agora, participamos do esforço de interpretação desses dados", conta o pesquisador Luiz Nicolaci da Costa, do Observatório Nacional.

Apogee (Apache Point Observatory Galactic Evolution Experiment) é um subprojeto do SDSS-3 que busca criar um censo abrangente da população estelar da Via Láctea.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Cosmologista defende que Universo não está se expandindo

O grande trunfo da nova proposta é eliminar a necessidade de um "nascimento do tempo", que passa a se estender infinitamente para o passado. [Imagem: NASA/WMAP]
Para a cosmologia moderna, o Universo está em expansão acelerada, com as galáxias afastando-se uma das outras.

Christof Wetterich, um físico da Universidade de Heidelberg, na Alemanha, não concorda com isso.

Por isso ele está propondo uma interpretação diferente: não é o Universo que está se expandindo, é a massa de tudo que está aumentando.

Embora a proposta ainda não tenha sido aceita para publicação em nenhuma revista científica, ela está recebendo atenção suficiente para merecer um longo comentário pela revista Nature.

Especialistas na área ouvidos pela revista chamaram a proposta de Wetterich de "fascinante", afirmando que ela merece ser analisada com cuidado.

Não é por acaso. A nova proposta ajuda a resolver um dos maiores problemas da cosmologia moderna, a singularidade existente no momento do Big Bang, algo sobre o que os cientistas não têm nenhuma ideia.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Astrônomos eliminam inconsistência na teoria do Big Bang

Com informações da Agência USP - 15/07/2013

As conclusões do estudo baseiam-se na modelagem de uma pequena parte da superfície de uma estrela antiga, pobre em metais - essa modelagem foi usada para derivar a quantidade do isótopo 6 do lítio na estrela. [Imagem: Karin Lind/Davide De Martin]

Incoerências do Big Bang


Uma equipe internacional, incluindo astrônomos brasileiros, conseguiu derrubar a principal discrepância acerca dos primeiros minutos após o Big Bang - a grande explosão que se acredita ter originado o Universo.

As observações eliminaram uma incoerência entre teoria e dados observados, considerada um dos principais problemas cosmológicos da atualidade.

Um dos indícios da teoria do Big Bang é a proporção de elementos químicos mais simples produzidos nos primeiros instantes do Universo.

A proporção dos diferentes isótopos mais leves, como os isótopos 6 e 7 do lítio (Li-6 e Li-7), pode ser calculada com precisão pelo modelo de nucleossíntese do Big Bang, e essas previsões podem ser verificadas usando observações de objetos quimicamente mais "primitivos", como estrelas muito pobres em metais, formadas logo após o Big Bang.

A previsão teórica é que apenas uma quantidade desprezível de Li-6 foi criada, tão pouco que seria impossível detectar Li-6 nessas estrelas.

Mas não era isso o que vinha ocorrendo na prática.

"Observações anteriores de estrelas muito antigas sugeriram que a quantidade de lítio-6 (Li-6) teria sido 200 vezes maior que o produzido nos primeiros minutos após a grande explosão, e que o lítio-7 (Li-7) entre três e cinco vezes menor que o calculado por cosmólogos e físicos teóricos", conta o professor Jorge Meléndez, da Universidade de São Paulo (USP).

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Existirão vidas em outros universos?

Existirão vidas em outros universos?
Se a questão sobre a existência de vida fora da Terra não é mais suficiente para você, saiba que os cientistas agora discutem se há vida em outros universos. [Imagem: NASA/MIT]

Multiverso e seus universos

A pergunta "Existe vida fora da Terra?" parece estar cada vez mais próxima de ser respondida - seja algum tipo de vida orgânica em planetas extrassolares ou mesmo tipos exóticos de vida, muito além da vida que conhecemos, o fato é que a ciência já admite plenamente a possibilidade de a vida possa estar espalhada pelo Universo.

Ou, pelo menos, a ciência não tem qualquer argumento para afirmar que ela não exista.

Mas as preocupações de um grupo de físicos já estão extrapolando este que pode ser maior mistério com que a humanidade se defronta.

Para eles, não se trata mais de responder se existe vida em outras partes do nosso Universo, mas se há vidas em outros universos além do nosso.

Pense nesse multiverso hipotético como se fosse um mega-universo cheio de inúmeros universos menores, entre os quais o nosso próprio. O assunto, se parece esquisito demais, sempre chamou a atenção dos físicos teóricos.

Mais especificamente, esses pesquisadores querem saber se pode haver vida em um universo significativamente diferente do nosso, ainda que não saibamos bem o nosso lugar no nosso velho e bom Universo.

Vida em outros universos

Uma resposta definitiva à questão é de fato impossível, já que não conhecemos uma forma de estudar diretamente outros universos. Mas os cosmologistas já sentem-se à vontade para discutir teoricamente sobre a existência de uma multiplicidade de outros universos, cada um deles com suas próprias leis da física.

Robert Jaffe, Alejandro Jenkins e Itamar Kimchi, ligados à Universidade da Flórida e ao MIT, acreditam ter argumentos suficientes para demonstrar que, em teoria, outros universos, mesmo muito diferentes do nosso, podem desenvolver elementos similares ao carbono, ao hidrogênio e ao oxigênio, o que deixa aberta a possibilidade de que eles contenham formas de vida de fato muito similares à nossa.

Ainda que as massas desses elementos "extra-universais" sejam completamente diferentes, a vida pode ter encontrado seus próprios caminhos. "Você pode alterá-las significativamente sem eliminar a possibilidade de que exista química orgânica no universo," diz Jenkins.

Outras leis da física

Uma hipótese dentro da cosmologia moderna propõe que um Fluxo Escuro - que vem juntar-se à matéria escura e à energia escura - seria uma evidência de que o nosso é apenas um universo contido em um multiverso. Existem inclusive propostas para encontrar uma quarta dimensão do espaço.

Alan Guth propõe que a natureza está constantemente criando universos, cada vez com leis físicas ligeiramente diferentes, ou mesmo totalmente diferentes das que conhecemos.

Alguns desses universos, defendem os cientistas, não duram mais do que alguns instantes, colapsando sobre si mesmos e desaparecendo. Em outros, as forças entre as partículas são pequenas demais para dar origem a átomos ou moléculas.

Entretanto, em alguns desses universos, nos quais as condições sejam adequadas para que a energia inicial se expresse na forma de matéria, podem surgir átomos, moléculas, planetas e galáxias. E, onde há planetas e galáxias, há sempre a possibilidade de que os elementos adequados se juntem para formar vida, vida inteligente e civilizações.

Hipótese antrópica

O homem sempre explicou o mundo a partir de si mesmo. Por milênios, consideramo-nos o centro do Universo. Ainda hoje, mesmo alguns cientistas sentem-se desconfortáveis em falar sobre formas de vida diferentes da nossa, apoiando-se na conjectura estritamente conservadora de que elas nunca foram observadas.

Segundo os teóricos do multiverso, contudo, essa suposição de que condições ligeiramente diferentes das presentes em nosso Universo impediriam de todo a existência de qualquer tipo de vida nada mais é do que um resquício dessa mania histórica de colocar o homem no centro de tudo.

É o que eles chamam de "hipótese antrópica", que vai muito além do que se poderia imaginar, chegando mesmo a explicar as leis físicas como existindo quase que em função da existência do homem. Se as "condições corretas" não existirem - vale dizer, as condições nas quais a vida como a conhecemos consegue se manter - então não existiria vida de jeito nenhum.

Os proponentes da teoria do multiverso questionam essa postura, e propõem a existência de universos com leis físicas diferentes, mas que, ainda assim, têm totais condições de conterem suas próprias formas de vida.

Universos familiares

Contudo, como é difícil falar em formas de vida totalmente bizarras, os pesquisadores resolveram se especializar em outros universos cujas forças nuclear e eletromagnética são parecidas com as que conhecemos, de tal forma que possam emergir átomos e moléculas.


Para restringir ainda mais o estudo, eles centraram sua atenção em vidas baseadas na familiar química do carbono que nos deu origem.
Ou seja, admitimos que possam existir universos de quaisquer tipos, com quaisquer leis físicas, resultando em conformações de matéria, energia, e eventualmente vida, inimagináveis - mas escolhemos "estudar" os universos que se parecem com o nosso o suficiente para que nos sentíssemos confortáveis se fôssemos instantaneamente transportados para lá.

Alterando os quarks

"Se você não tiver uma entidade estável com a química do hidrogênio, você não terá hidrocarbonos, ou carboidratos complexos, e você acabará não tendo vida," afirma Jaffe, eventualmente circunscrevendo-se novamente à hipótese antrópica, pelo menos para "efeitos práticos da sua teoria" - ainda que tal expressão possa parecer esdrúxula demais.

"O mesmo acontece com o carbono e o oxigênio. Além desses três nós sentimos que todo o resto é detalhe," acrescenta o pesquisador.

A partir daí, eles decidiram ver o que poderia acontecer com esses elementos fundamentais quando as massas de partículas elementares, chamadas quarks, são alteradas.

Em nosso Universo, existem seis tipos de quarks, que são os blocos fundamentais dos prótons, nêutrons e elétrons. Os pesquisadores centraram sua atenção nos quarks "alto", "baixo" e "estranho", que são os mais leves e os mais comuns, que se juntam para formar os prótons e os nêutrons, além dos chamados "hiperons" - veja Cientistas transformam energia em matéria.

Em nosso Universo, o quark baixo é cerca de duas vezes mais pesado do que o quark alto, resultando em nêutrons que são cerca de 0,1 vez mais pesados do que os prótons.

Os cientistas então modelaram uma família de universos nos quais o quark baixo fosse mais leve do que o quark alto, levando a prótons que seriam ligeiramente mais pesados do que os nêutrons. Neste cenário, o hidrogênio não poderia ser estável, mas seu isótopo deutério, ou trício, que é ligeiramente mais pesado, seria.

Um isótopo de carbono conhecido como carbono-14 também seria estável, assim como uma forma específica de oxigênio. Desta forma, as reações orgânicas necessárias à vida seriam possíveis.

Os cientistas se concentraram nos quarks porque já sabemos o suficiente sobre eles para predizer o que aconteceria se suas massas fossem diferentes. Entretanto, "qualquer tentativa para lidar com o problema de forma mais ampla torna-se muito difícil," dizem eles.

Forças fundamentais

Mas seus colegas do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley afirmam que universos com possibilidade de vida semelhante à nossa poderiam emergir mesmo se não apresentarem uma das quatro forças fundamentais do nosso Universo - a força nuclear fraca, que permite as reações que transformam nêutrons em prótons e vice-versa.

Esse grupo de cientistas demonstrou que o ajuste adequado das outras três forças fundamentais poderia compensar a falta da força nuclear fraca e permitir a formação de elementos estáveis.

Constante cosmológica

Mark Wise, do Caltech, afirma que estes novos estudos avançam o conhecimento ao mexer em várias constantes ao mesmo tempo. Quando se varia apenas uma constante, fatalmente os resultados mostram um universo nada hospitaleiro, o que leva à conclusão - errônea, segundo ele - de que outros universos com vida são impossíveis.

Segundo Wise, um parâmetro físico que parece ser extremamente bem ajustado é a constante cosmológica - uma medida da pressão exercida pelo espaço vazio, que faz com que o Universo se contraia ou se expanda. Quando a constante cosmológica é positiva, o espaço se expande; quando negativa, o universo colapsa sobre si mesmo.

Em nosso universo, a constante cosmológica é positiva, mas muito pequena - qualquer valor maior faria o universo expandir-se rápido demais para que as galáxias pudessem se formar. Entretanto, Wise e seus colegas demonstraram que é teoricamente possível que mudanças na densidade cosmológica primordial poderiam compensar ao menos pequenas variações no valor da própria constante cosmológica.

Possibilidades

Infelizmente, não há formas conhecidas de saber ao certo se existem outros universos além do nosso, e, se houver, se eles podem sustentar formas de vida baseadas em carbono, como a nossa.

Mas isto não é razão suficiente para fazer os físicos pararem de explorar as possibilidades. Para conhecer outros exemplos dessas explorações, veja Nosso Universo pode ser um gigantesco holograma e A Terra não está no centro do Universo, versão século XXI.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Rios Marcianos


Uma impressionante imagem registrada pela sonda europeia Mars Express reforça ainda mais a hipótese de que a água líquida já correu pela superfície marciana. A cena mostra um gigantesco leito sinuoso com 1500 km de comprimento, provavelmente de um antigo rio do tamanho do Rio Solimões.

Marte rio com 1500 km

Sempre que uma imagem em alta resolução do Planeta Vermelho é divulgada, chama a atenção as similaridades geológicas entre Marte e a Terra. São vales, montanhas e outras feições que lembram bastante os nossos desertos e que poderiam facilmente se passar por paisagens terrestres. 

Além disso, as estruturas sinuosas e as ravinas são muitos semelhantes àquelas encontradas aqui na Terra e produzidas pela erosão causada pela água, o que faz os cientistas acreditarem cada vez mais que a água líquida já correu na superfície do planeta.

Marte: Rell Vallis

terça-feira, 30 de abril de 2013

Um aglomerado dentro de um aglomerado

O NGC 6604 é o agrupamento brilhante de estrelas que se encontra no canto superior esquerdo da imagem.

© ESO (aglomerado estelar NGC 6604)

O NGC 6604 é um aglomerado estelar jovem que, na realidade, é a parte mais densa de uma associação mais dispersa que contém cerca de uma centena de estrelas brilhantes azuis-esbranquiçadas. Esta associação estelar chama-se Serpens OB. A primeira parte do nome refere-se à constelação na qual se encontra e as letras OB referem-se ao tipo espectral das estrelas que a compõem. O e B são as duas classificações estelares mais quentes e a maioria das estrelas destes tipos são estrelas azuis-esbranquiçadas muito brilhantes e relativamente jovens. A figura também mostra a nebulosa associada ao aglomerado, uma nuvem brilhante de gás hidrogênio chamada Sh2-54, assim como nuvens de poeira. O nome Sh2-54 significa que o objeto é o quinquagésimo quarto do segundo catálogo Sharpless de regiões HII, publicado em 1959.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Descoberto intenso brilho infravermelho em explosão solar

Com informações da Agência Fapesp - 25/04/2013

"O intenso brilho detectado em infravermelho apresentou notável coincidência, no espaço e no tempo, com outras emissões, observadas, no solo ou por satélites, em rádio, luz branca, ultravioleta e raios X duros." [Imagem: Kaufmann et al./TAJ]


Um intenso clarão solar foi detectado, pela primeira vez, na faixa de frequências do infravermelho médio e distante.

"A faixa de frequências do terahertz é a derradeira fronteira inexplorada no estudo de explosões solares. E esta descoberta, absolutamente inesperada e surpreendente, poderá inaugurar uma nova fase nas pesquisas do sol", disse o coordenador do projeto, Pierre Kaufmann.

Kaufmann é coordenador do Centro de Radioastronomia e Astrofísica Mackenzie (CRAAM), trabalhando em colaboração com o Centro de Componentes Semicondutores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), do Complejo Astronomico El Leoncito, da Argentina, e do Observatório Solar Bernard Lyot, de Campinas (SP).

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Arco-Íris


O arco-íris é um fenômeno óptico que se forma em razão da separação das cores da luz branca que formam a luz solar. Ele pode ser observado sempre que existirem gotículas de água suspensas na atmosfera e a luz solar estiver brilhando acima do observador em baixa altitude ou ângulo, ou seja, ele pode acontecer durante ou após uma chuva.  Esse acontecimento ocorre em razão da dispersão ou refração da luz.

Crédito: Renan Aryel Fernandes da Silva
A luz ao incidir num meio qualquer sofre o fenômeno da refração, dispersando ou convergindo seus raios de luz, porém esse fenômeno só ocorre quando a velocidade de propagação da luz é diferente nos meios, por exemplo com o ar e vidro, ou ar e água.

Da mesma forma como analisamos o espectro do Sol, podemos analisar o de outras estrelas.
fonte: http://pequenoastronomo.blogspot.com.br/2009/10/voce-conhece-o-disco-de-newton.html


quarta-feira, 3 de abril de 2013

Uma Terra a cada Seis Estrelas

Pelo menos uma dentre cada seis estrelas tem um planeta do tamanho da Terra.

A busca para determinar se planetas como a Terra são raros ou comuns está dando mais um passo em frente na jornada. Usando o telescópio espacial Kepler da NASA, gerido pela NASA Ames Research Center, os astrônomos estão começando a encontrar planetas do tamanho da Terra orbitando estrelas distantes. Uma nova análise de dados de Kepler mostra que cerca de 17 por cento das estrelas têm um planeta do tamanho da Terra em uma órbita mais próxima do que a de Mercúrio ao Sol.

Os resultados de uma nova análise de dados de Kepler mostram que um em cada seis estrelas tem um planeta do tamanho da Terra em uma órbita apertada. Cerca de um quarto de todas as estrelas da Via Láctea tem uma super-Terra e com a mesma fração tem um mini-Netuno. Apenas cerca de 3 por cento de estrelas têm um Netuno grande, e só 5 por cento um gigante de gás nas distâncias orbitais estudados. Crédito: F. Fressin (CfA)

terça-feira, 26 de março de 2013

Descoberto acelerador de partículas natural ao redor de Saturno

O campo magnético de Saturno torna-se um acelerador de partículas especialmente forte quando as partículas do vento solar atingem-se quase paralelamente.[Imagem: ESA]

Origem dos raios cósmicos


Há poucos dias, astrofísicos anunciaram ter finalmente comprovado que os raios cósmicos se originam nas distantes e retumbantes supernovas.

Enquanto isso, a sonda espacial Cassini cruzava por acaso com algo que parece ser uma lufada especialmente forte de vento solar atingindo Saturno.

Durante esse evento, os instrumentos da sonda detectaram partículas sendo aceleradas a energia ultra-altas, similares à aceleração que acontece ao redor das distantes e poderosas supernovas.

Isso é uma ótima notícia - já que não possuímos ainda a tecnologia necessária para viajar até uma supernova, a onda de choque que se forma quando o vento solar se choca com o campo magnético de Saturno, e provavelmente Júpiter, podem se tornar um laboratório inesperado para estudar o fenômeno de geração dos raios cósmicos bem na nossa vizinhança.

segunda-feira, 25 de março de 2013

A ascensão do quasares no Universo

O professor Michael Shull e o pesquisador David Syphers usaram o telescópio espacial Hubble para observar um quasar - o núcleo brilhante de uma galáxia ativa que age como um "farol" - para entender melhor as condições do Universo primordial.

© NASA/ESA/G.Bacon (ilustração de um quasar distante)

Os cientistas estudaram o material gasoso entre o telescópio e o quasar HS1700 6416 com um espectrógrafo ultravioleta acoplado no Hubble, projetado por uma equipe do Centro de Astrofísica e Astronomia Espacial em Boulder.

Durante um tempo conhecido como a "era de reionização do hélio" cerca de 11 bilhões de anos atrás, explosões de radiação ionizante de buracos negros nos núcleos de quasares retiravam elétrons de átomos primitivos de hélio. Isto ocorreu pouco depois do Big Bang.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Descobertas estrelas quase invisíveis próximas da Terra


Nêmesis

São as estrelas mais próximas do Sistema Solar descobertas em quase um século.

O par de anãs marrons foi descoberto por Kevin Luhman, da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, usando dados do telescópio espacial WISE.

Ainda não é a tão procurada Estrela X, mas o binário estelar figura agora na lista das estrelas mais próximas de nós, ainda que não as possamos contemplar no céu.

Anãs marrons são estrelas cuja massa não é grande o suficiente para dar a partida no processo de fusão do hidrogênio.

Por isso, elas são relativamente frias e brilham muito fracamente, lembrando mais um planeta gigante como Júpiter do que uma estrela como o Sol.

Os astrônomos sempre especularam sobre a possível existência de um objeto de luz muito fraca orbitando o Sol, normalmente chamado de Nêmesis.

No entanto, Luhman concluiu que "podemos descartar que o novo sistema de anãs-marrons seja tal objeto, pois ele está se movendo muito rápido no céu para estar em órbita em torno do Sol."

Concepção artística do sistema binário de anãs marrons. [Imagem: Janella Williams/PSU]

sábado, 2 de março de 2013

O Cinturão de Asteroides em torno de Vega e Fomalhaut

Os astrônomos descobriram o que parece ser um grande cinturão de asteroides em torno da estrela Vega, a segunda estrela mais brilhante no céu noturno do norte. Os cientistas usaram dados do  telescópio espacial Spitzer da NASA e do telescópio da Agência Espacial Europeia Observatório Espacial Herschel, em que a NASA tem um papel importante.

O conceito deste artista ilustra um cinturão de asteróides em torno da brilhante estrela Vega. Evidência para este anel quente de detritos foi encontrado usando Spitzer da NASA Telescópio Espacial, ea Agência Espacial Europeia Observatório Espacial Herschel, em que a NASA tem um papel importante. Crédito da imagem: NASA / JPL-Caltech