sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Astrônomos medem fronteira final de buraco negro

Com informações do CFA e Perimeter Institute - 28/09/2012


Horizonte de eventos


Usando um telescópio do tamanho de um continente, uma equipe internacional de astrônomos conseguiu observar pela primeira vez a fronteira de um buraco negro no centro de uma galáxia distante.

Eles mediram o "ponto sem volta" do buraco negro - a menor distância que a matéria pode se aproximar antes de ser irremediavelmente puxada para "dentro" do buraco negro.

Um buraco negro é uma região no espaço onde a força da gravidade é tão forte que nada, nem mesmo a luz, pode escapar.

Essa fronteira final é conhecida como horizonte de eventos.

Astrônomos mediram pela primeira vez a fronteira final de um buraco negro, o limite a partir do qual nada consegue escapar - ou quase nada, já que os buracos negros emitem jatos de partículas. [Imagem: Chris Fach/Perimeter Institute/University of Waterloo]

Estudo descobre estrutura de jatos de buraco negro

Um estudo que envolveu instituições de diversos países (dos Estados Unidos a Taiwan) conseguiu observar pela primeira vez a estrutura de jatos que são emitidos por um buraco negro supermassivo no centro de uma galáxia. Segundo os pesquisadores, as observações indicam que esses buracos negros estão girando e a matéria que cai dentro deles gira no mesmo sentido. O estudo foi divulgado nesta quinta-feira na Science, da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS, na sigla em inglês).


Acredita-se que esses jatos são emitidos devido à queda de matéria nos buracos negros através de um disco de acreção. Eles se estendem por milhares de anos-luz e podem ter grande influência na evolução das galáxias.

Segundo os pesquisadores, uma recente medida da massa e a posição do buraco negro no centro da galáxia M87 permitiram a melhor oportunidade já conhecida para fazer esse tipo de estudo. Os astrônomos usaram quatro telescópios - no Havaí, Arizona e dois na Califórnia - para poder fazer o registro.

A união dos quatro instrumentos permitiu aos cientistas ter resolução suficiente para registrar a base de um jato em M87. O que mais chamou a atenção é que a base, o ponto de partida das moléculas ejetadas, era muito pequena - tão pequena que, de acordo com a teorias da geração desses jatos, o buraco negro teria que estar rodando, e a matéria que o orbita teria que seguir no mesmo sentido.

O estudo ajuda a entender melhor esses jatos - que os cientistas acreditam ter papel importante em reprocessar a matéria e energia do centro das galáxias para sua periferia. Os pesquisadores acreditam que entender como esses jatos extraem energia da região do buraco negro pode ajudar a elucidar como as galáxias evoluem.

Simulações mostram jatos do buraco negro supermassivo do centro da galáxia M87. As imagens mostram modelos para três frequências diferentes - de 0,5 a 0,99 vezes o limite teórico para a velocidade de rotação de um buraco negro. Foto: Avery E. Broderick/University of Waterloo/Perimeter Institute/Divulgação




Fonte: http://bit.ly/QfSjP6

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Halo de gás quente pode explicar matéria perdida do Universo

Com informações da Agência Fapesp - 25/09/2012

O halo em torno da Via Láctea pode ter até 2,5 milhões de graus - centenas de vezes mais quente do que a superfície do Sol - e pode conter a matéria comum ainda não detectada pelos astrônomos.[Imagem: NASA/CXC/M.Weiss;NASA/CXC/Ohio State/A.Gupta et al.]

Halo quente


Um estudo feito por um grupo internacional de astrônomos encontrou indícios de que a Via Láctea está envolta por um enorme halo de gás quente.

A formação se estende por centenas de milhares de anos-luz e tem massa comparável com a soma das massas de todas as estrelas da galáxia.

O estudo foi conduzido a partir de observações feitas por meio do Chandra, o observatório de raios X da NASA.

Se a dimensão e a massa do halo de gás forem confirmadas, isso poderá resultar em uma explicação para o problema conhecido como "bárions perdidos da galáxia".

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Constelações

Constelações são agrupamentos aparentes de estrelas, os quais os astrônomos da antiguidade imaginaram formar figuras de pessoas, animais ou objetos que estivessem relacionados com sua cultura. Numa noite escura, pode-se ver entre 1000 e 1500 estrelas, sendo que cada estrela pertence a alguma constelação. As constelações nos ajudam a separar o céu em porções menores, mas identifica-las no céu é uma tarefa em geral difícil.


Uma constelação fácil de enxergar é Orion, como é vista no Hemisfério Sul. Para identificá-la devemos localizar três estrelas próximas entre si, de mesmo brilho e alinhadas. Elas são popularmente chamadas Três Marias e formam o cinturão da constelação de Orion, o caçador. A constelação tem a forma de um quadrilátero com as Três Marias no centro.

O vértice nordeste do quadrilátero  é formado pela estrela avermelhada Betelgeuse, que marca o ombro direito do caçador. 


O vértice sudoeste do quadrilátero é formado pela estrela azulada Rigel, que marca o pé esquerdo de Orion. Estas são as estrelas mais brilhantes da constelação. Como vemos, no Hemisfério Sul Orion aparece de ponta cabeça.

Segundo a lenda, Orion estava acompanhado de dois cães de caça, representadas pelas constelações do Cão Maior e do Cão Menor. A estrela mais brilhante do Cão Maior, a Sírius, é também a estrela mais brilhante do céu e é facilmente identificável a sudeste das Três Marias.
Procyon é a estrela mais brilhante do Cão Menor e aparece a leste das Três Marias. Betelgeuse, Sírius e Procyon formam um
grande triângulo de estrelas de brilhos semelhantes, como se pode ver no diagrama abaixo:










As estrelas de brilhos  diferentes são representadas por círculos de tamanhos diferentes.
As constelações surgiram na antiguidade para ajudar a identificar as as estações do ano. Por exemplo, a constelação do Escorpião tão tipica do inverno do Hemisfério Sul, já que em junho ela é visível a noite toda.
Já Órion é visível a noite toda em dezembro e, portanto, típica do verão do hemisfério sul. Alguns historiadores suspeitam que muitos dos mitos associados às constelações foram inventados para ajudar os agricultores a lembrarem quando deveriam plantar e colher.



As constelações mudam com o tempo, e em 1929 a União Astronômica Internacional adotou 88 constelações oficiais, de modo que cada estrela do céu faz parte de uma constelação. Cada constelação tem sua coordenada.





Fótons pesados são leves demais para explicar matéria escura

Com informações da New Scientist - 25/09/2012


Matéria sem luz







Enquanto alguns defendem que a energia escura é algo real, e não apenas teoria, a matéria escura continua merecendo o nome.

Uma equipe de cientistas acaba de concluir que a matéria escura definitivamente não é feita de luz.

Isso pode parecer óbvio - mas nem tanto.

Muitos físicos esperavam que os fótons - as partículas de luz - pudessem ajudar a desvendar a natureza dessa substância misteriosa, que forma 85% da matéria no Universo, segundo os cálculos mais recentes.

Mas Paolo Pani e seus colegas da Universidade Técnica de Lisboa, em Portugal, parecem ter obscurecido definitivamente essa esperança.

Xenon100 foi um dos experimentos que falharam em detectar a matéria escura. [Imagem: Zina Deretsky/NSF] 

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Como a luz nos mostra o passado do Universo?


Muitos têm conhecimento de que quando olhamos para uma estrela estamos vendo seu passado. Isso ocorre com o próprio Sol. Na verdade muitas das estrelas que observamos no céu noturno podem já ter morrido há muito tempo. Mas por que isso acontece?

Os dois principais fatores que participam desse fenômeno são as imensuráveis distâncias do universo e a velocidade da luz. A luz viaja à fantástica velocidade de 299.792.458 m/s. Isso pode até ser muito rápido para os padrões humanos de velocidade, porém a imensidão do universo torna essa velocidade ineficiente. Sendo assim a luz, o fenômeno mais rápido que se tem notícia, demora milhares, milhões ou até bilhões de anos para percorrer o universo.

Os cientistas, em uma tentativa de tornar essas distâncias mais compreensíveis, criaram o ano-luz. Cada ano-luz possui cerca de 10 trilhões de quilômetros e utilizamos essa medida em larga escala na astronomia. Por isso, quando utilizamos expressões como “10 anos-luz” entenda que estamos tratando de uma distância no espaço e essa distância é tão grande que a luz, com toda sua velocidade, demora dez anos para completar.

Como já falamos as distâncias no universo são enormes. A estrela mais próxima do Sol é chamada Proxima Centauri  e está a 4,2 anos-luz de distância. E justamente essas enormes distâncias, junto com a ineficiência da luz para percorrer tais percursos com rapidez, faz com que a luz que vemos nos mostre o passado.

Analise o esquema da imagem a seguir. Há uma estrela situada a 10 anos-luz de um observador qualquer que a vê apenas a olho nu durante as noites (figura A). Esse observador não sabe, porém a estrela que ele vê com frequência explodiu e criou uma nebulosa planetária, portanto, não emite mais luz. Contudo, um dia depois da explosão, se o observador olhar para o céu ainda verá a estrela lá, intacta. Como? Bem, é simples. A luz que a estrela emitia antes de ter seu brilho extinto ainda não chegou toda ao observador e ainda continua seu trajeto (Figura B). Ainda há luz, proveniente dos dias de vida da estrela, vindo na direção do observador e isso ocorrerá por mais dez anos até que o último fóton emitido pela estrela chegue a Terra.


Apesar da ilusão persistente de que a estrela ainda se mantém lá ela já não existe. O observador, como ilustrado no item (b) da figura acima irá ver a estrela, todos os dias até que a luz toda chegue. Ele no item (b) está vendo o passado da estrela, um passado onde ela ainda existia. Isso acontece com o próprio Sol. A luz que vem do Sol em nossa direção demora aproximadamente 8 minutos para chegar até nós. Se ele simplesmente se apagasse iríamos demorar 8 minutos para perceber.  Isso tudo quer dizer que muitas das estrelas que vemos no céu noturno podem nem mais estar lá.





Fonte: http://bit.ly/RG5hLx

OBSERVAÇÃO NESTE SÁBADO NA FEIRA CENTRAL FOI CANCELADA DEVIDO AO MAU TEMPO


Infelizmente não poderemos apreciar nosso satélite natural na Noite Internacional de Observação da Lua por causa do céu encoberto.

Iremos comparecer na Feira Central novamente no dia 29/09, e caso o mau tempo persista, levaremos atividades diversificadas relacionadas à Astronomia.


quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Concurso elege 'astros' da fotografia espacial

Prestigiada competição do Observatório Real britânico premiou fotógrafos de astronomia de vários países.

A imagem de uma galáxia em forma de espiral, extremamente detalhada, foi a grande vencedora da competição Fotógrafo de Astronomia do Ano, promovida pelo Observatório Real britânico de Greenwich, em Londres.

Essa foi a segunda vez que o autor da foto, Martin Pugh, foi selecionado pelos jurados do concurso, que incluem o célebre astrônomo britânico Patrick Moore.

Além de um cheque de 1,5 mil libras esterlinas (quase R$ 5 mil), ele garantiu posição de destaque na mostra dos vencedores do concurso do Observatório Real, aberta nesta quinta-feira.

Em 2012, ano em que a transição de Vênus entre a Terra e o Sol foi o grande destaque da astronomia mundial, duas fotos foram selecionadas sobre o tema.

O fotógrafo Martin Pugh, que mora na Austrália, ganhou pela segunda vez o prêmio principal da competição de fotografia astronômica do Observatório Real britânico. A obra, que mostra a Galáxia do Rodamoinho (M51) em detalhes, será exposta no Observatório Real, em Greenwich, Londres, a partir de 20 de setembro. (Foto: Martin Pugh)

Espelhos de supertelescópio são 'embalados' em latas para transporte

Partes do instrumento começam a chegar a unidade da Nasa nos EUA.
James Webb deve ser lançado ao espaço até 2018 e substituir Hubble.

O supertelescópio espacial James Webb, que deve lançado pela Nasa até 2018 para substituir o Hubble, começa a chegar à unidade da agência em Maryland, nos EUA. O instrumento teve 18 de seus 21 espelhos "embalados" em latas de metal para ser transportado do estado americano do Colorado até o Centro de Voo Espaciais Goddard, na cidade de Greenbelt.

A transferência está sendo feita por partes, pela empresa Ball Aerospace & Technologies Corp., responsável pela fabricação. Esta semana, duas delas já aterrissaram na Nasa.

O instrumento deve ser o mais poderoso já construído, com quatro tipos de espelhos e o principal deles nove vezes maior que o do Hubble. Mais de 75% do hardware, porém, ainda está em fase de produção ou testes.

Telescópio James Webb terá 21 espelhos; acima estão 18, que vão atuar juntos (Foto: Ball Aerospace/Nasa)

terça-feira, 18 de setembro de 2012

O que é um pulsar?


Pulsares são resultados de explosões colossais. Quando uma estrela com pelo menos dez vezes a massa do Sol morre, ela expele seu “manto” de gás em uma explosão chamada supernova. Após a explosão o que resta da estrela é apenas um núcleo extremamente comprimido e altamente magnetizado. Com as condições ideais, o núcleo poderá se tornar o que você vê acima: um pulsar.

Pulsares são pequenas, do tamanho de planetas ou até cidades e por isso são incrivelmente densas. Os pulsares não pulsam realmente, eles criam a impressão que sim com o que é conhecido como “efeito-farol”. Enormes jatos de radiação são ejetados pela estrela em seus polos magnéticos. Se um dos jatos estiver apontando para a Terra, devido a rotação da estrela, teremos a impressão de que a estrela pulsa.

Um dos fatos mais impressionantes sobre os pulsares é que graças a sua incrível densidade os períodos de rotação são extremamente rápidos e precisos. A maioria das pulsares possui períodos de rotação de alguns poucos segundos e de até alguns milissegundos.

Unidade Astronômica agora é um valor fixo

Unidade Astronômica


Passou quase despercebida uma decisão adotada pela União Astronômica Internacional em sua última reunião, em Pequim, na China.

Até então, a chamada Unidade Astronômica - a distância entre a Terra e o Sol - era expressa na forma de um cálculo complexo.

Agora essa distância foi simplificada para um número exato, passando a valer 149.597.870.700 metros.

A Unidade Astronômica deve ser grafada como au, em letras minúsculas - até agora ela era grafada em maiúsculas.

A decisão não muda em nada o movimento do Sol e nem o da Terra, mas deverá facilitar o trabalho dos astrônomos na realização de medições, e o trabalho dos professores em explicar a Unidade Astronômica a seus alunos.

Este é o novo valor exato da Unidade Astronômica, que funciona como uma espécie de "metro" para medir distâncias no Sistema Solar. [Imagem: Sara Ohy Rosa]

domingo, 16 de setembro de 2012

Nasa descobre dois planetas ao redor de aglomerado de estrelas

Os planetas, conhecidos como "júpiteres quentes", não são habitáveis. (Foto: Nasa/Divulgação)

Cientistas encontraram evidências pela primeira vez da existência de planetas que podem se formar e sobreviver ao redor de estrelas similares ao Sol apesar de integrarem densos aglomerados estelares, anunciou a Nasa nesta sexta-feira.

Os astrônomos descobriram duas órbitas similares às de Júpiter no Beehive Cluster, um aglomerado com cerca de mil estrelas ao redor de um centro comum. "Este tem sido um grande enigma para os caçadores de planetas", disse Sam Quinn, doutorando em Astronomia da Universidade do Estado da Geórgia, em Atlanta, e principal autor do artigo que descreve os resultados.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Projeto HAARP (questões)


O Projeto HAARP (The High Frequency Active Auroral Research Program) tem sido alvo da mídia sensacionalista, alegações de que se trata de uma poderosa arma militar capaz de controlar o clima, provocar terremotos e controlar a mente das pessoas, porém a comunidade cientifica parece discordar.

Neste texto extraído da homepage do Projeto HAARP vamos aprender um pouco sobre o empreendimento. Continue lendo o post:


quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Energia escura é real, dizem astrônomos

Os mapas extragalácticos selecionados pelos pesquisadores como relevantes são mostrados como conchas, representando uma distância crescente da Terra, da esquerda para a direita. [Imagem: Terra: NASA/BlueEarth; Via Láctea: ESO/S.Brunier;CMB:NASA/WMAP]


Realidade desconhecida

Energia escura, a misteriosa força teorizada para explicar a aceleração da expansão do Universo, "está realmente lá".

É o que garante uma equipe de astrônomos das universidades de Portsmouth e Munique.

Ao término de um estudo que durou dois anos, os astrônomos concluíram que a probabilidade da existência real da energia escura é de 99,996%.

"A energia escura é um dos maiores mistérios científicos do nosso tempo, por isso não surpreende que muitos pesquisadores questionem sua existência," comentou Bob Nichol, membro da equipe.

"Mas, com nosso trabalho, estamos mais confiantes do que nunca que esse exótico componente do Universo é real - ainda que nós continuemos sem saber do que ela é feita," acrescentou.

A hipótese da energia escura foi levantada em 1998, tendo sido premiada com o Prêmio Nobel de Física de 2011.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Buraco negro na Via Láctea ameaça 'engolir' estrela e planetas, diz estudo

Segundo astrônomos, buraco negro no centro de nossa galáxia está atraindo nuvem de gás e poeira cósmica que envolve uma jovem estrela

Uma jovem estrela e a nuvem de poeira cósmica a partir da qual seriam formados planetas ao seu redor estão sendo atraídos para um enorme buraco negro localizado no centro da nossa galáxia, segundo pesquisadores do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, em Cambridge, nos EUA.

Como outras galáxias, a Via Láctea abriga um buraco negro em seu centro, conhecido como Sagitário A* (Sgr A*), e a estrela em questão orbita um anel de jovens sóis em volta desse buraco.

Estrela é atraída por buraco negro no centro da Via
Láctea, diz estudo nos EUA (Foto: Divulgação/BBC)

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Presença de água no passado remoto de Marte é questionada


Águas de Marte

Descobertas em 2005, as argilas do hemisfério sul de Marte foram consideradas como provas da existência de água líquida no planeta em um período no passado muito distante, entre 4,5 e 4 bilhões de anos atrás.

No entanto, um trabalho realizado por uma equipe de pesquisadores da Universidade de Poitiers, na França, coloca em dúvida esta interpretação.

Analisando argilas de origem vulcânica coletadas no Atol de Mururoa, os cientistas mostraram que as argilas marcianas muito provavelmente tiveram origem magmática.

O trabalho não questiona os sinais de água líquida na história mais recente de Marte.

Argilas fotografadas por uma sonda espacial em órbita de Marte, podem ter origem magmática.[Imagem: NASA/JPL-Caltech]

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Atendimento ao colégio E.E. José Mamede de Aquino


Nesta quinta feira 06/07 atendemos ao colégio  E.E. José Mamede de Aquino  mais conhecido como JMA.

O céu estava totalmente encoberto, o que não desmotivou ninguém, pois sempre realizamos oficinas e interagimos com os alunos.

Participou todo os ensino médio noturno, cerca de 150 alunos passaram pelas oficinas separados por turmas.
Thiago utilizando Cartazes e Miniaturas em escalas. 

Keissy e Valdiney Utilizando uma representação do sistema Solar. 
O que é feito se encaixa no formato de ciclo de debates  com algumas curiosidades, totalizando 3 atividades.  Como ferramenta de observação utilizamos o simulador do céu Stellarium , debatemos  também sobre o Gigante gasoso Júpiter, e o sistema Solar em escala.
Leandro Utilizando Projeção.


Eventos como estes acontecem através da intermediação de um professor, profissional da educação ou até mesmo pais de alunos que entram em contato com o Clube.

Essa foi mais uma iniciativa de uma professora, juntamente com a direção, que se preocupam com a educação de seus alunos, o nosso clube de Astronomia tem o prazer em atender esses professores e colégios.

I CONGEOMS


Participamos do I Congresso Sul-Mato-Grossense de Geógrafos o “I CONGEOMS” ministrando uma oficina de Astronomia de 8h mais 4h de observação.
Exemplificamos a formação de estrelas além de nosso tão amado Planeta. Mostramos algumas das dinâmicas possíveis  para a esfera celeste e a real escala do sistema Solar. Depois veio a parte prática com observação e tudo mais.

A Geográfica sempre se relacionou com a Astronomia. Podemos falar da  formação de nosso planeta, dos elementos da esfera celeste chegando até a  astronomia Geodésica. Muito mais que essas importantes teorias existe a discussão do conhecimento prático, da observação de um céu espetacular, e debates  interdisciplinar e informais.

Foram dois dias de atividades e interação. Como sempre o que fica são as troca de informações e os novos contatos além de novas perspectivas.
A interação entre diferentes Campos e Cursos não pode parar, se preparem porque tem muito mais pela frente.

Nosso querido professor Hamilton Perez


Você sabia que Júpiter está encolhendo?

Créditos NASA

Júpiter é o maior planeta do nosso Sistema Solar, contando com uma massa 2,5 vezes maior do que a de todos os demais planetas juntos. Além disso, ele possui ao menos 64 luas e é classificado como um gigante gasoso.

O planeta possui um núcleo comprimido formado por ferro, rochas e gelo, envolvido por camadas de hidrogênio e hélio fluidos, mantidos sob uma enorme pressão — 40 milhões de vezes mais alta do que a atmosfera terrestre — e com temperaturas que chegam a mais de 15.700 graus Célsius, ou seja, mais altas do que as registradas na superfície do Sol.

Futuro “ex-gigante”
Mas essa fama de “o maior planeta” e “gigante gasoso” pode acabar um dia, pois Júpiter está encolhendo, tendo o seu tamanho reduzido em aproximadamente 2 centímetros todos os anos. Isso se deve ao fato de Júpiter irradiar mais calor do que o que recebe do Sol, e esse calor extra — equivalente à mesma quantidade recebida da nossa estrela — é gerado pela contração gravitacional, responsável por fazer com que o seu diâmetro diminua.

Além disso, algumas simulações apontaram que o próprio núcleo de Júpiter pode estar se dissolvendo devido às extremas condições de calor e pressão encontradas nesse planeta. Dessa forma, é muito provável que o gigante gasoso tenha sido muito, muito maior do que é hoje há alguns bilhões de anos.

Fonte: Tecmundo

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Nasa descobre milhões de buracos-negros supermassivos

O telescópio WIDE teria identificado 2,5 buracos negros - número 3 vezes maior do que o identificado por pesquisas anteriores.

Durante uma missão de 14 meses, o telescópio WIDE teria identificado 2,5 milhões de buracos negros supermassivos, desconhecidos anteriormente, espalhados pelo cosmos.

De acordo com o astrônomo Daniel Stern, da Nasa, o WIDE descobriu uma "Bonanza" de buracos negros, um número maior do que o indicado por pesquisas anteriores. E eles não seriam buracos negros simples, eles forneceriam energia para quasares, regiões compactas, localizadas nos centros de galáxias, capazes de liberar enormes quantidades de energia (alguns são um trilhão de vezes mais brilhantes que o Sol).

Apesar de serem muito brilhantes, é difícil observá-los pela enorme quantidade de poeira espacial que eles absorvem - e é aí que a aparelhagem sensível da WISE entra. Na imagem abaixo, os círculos amarelos seriam os 'candidatos' a quasares identificados pelo telescópio - apenas em uma porção do céu, não estão todos ali.

Possíveis Quasars identificados pelo WISE // Crédito: NASA

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Big 2: teria sido o Big Bang seguido por um Big Chill?

Se a teoria estiver correta, o Universo pode ter trincas em sua estrutura, geradas quando do seu resfriamento - um Big Chill. [Imagem: NASA/WMAP]

Grande Resfriamento


Físicos australianos estão propondo que o início do Universo - aqueles primeiríssimos e problemáticos femtossegundos, quando nada do que se conhece em física funciona - podem ter-se parecido com o congelamento da água.

Segundo eles, esses primeiros momentos poderiam ser modelados de uma forma que lembra a água se congelando, o que eles chamaram de Big Chill - grande resfriamento, em tradução livre.

Assim, o famoso Big Bang teria sido imediatamente seguido por um Big Chill.

O Big Bang é imaginado como uma explosão que gerou algo similar a um plasma, extremamente quente e denso, que desde o início começou a esfriar. Até aí nenhuma novidade.

Mas a forma como algo esfria depende da estrutura desse algo.

James Quach e seus colegas afirmam que o nosso entendimento da natureza do Universo pode melhorar se prestarmos atenção às trincas e rachaduras comuns em todos os cristais, incluindo o gelo de água.