domingo, 30 de dezembro de 2012

Descoberto um buraco negro colossal

Um grupo de astrônomos liderados por Remco van den Bosch do Instituto Max Planck de Astronomia (MPIA) descobriu um buraco negro que poderia abalar as estruturas dos modelos atuais da evolução das galáxias.

© MPIA (galáxia lenticular NGC 1277)
A imagem acima realizada pelo telescópio espacial Hubble mostra o pequeno e achatado disco da galáxia NGC 1277, que contém um dos mais maciços buracos negros centrais já encontrados. Com a massa de 17 bilhões de sóis, o buraco negro possui uma massa extraordinária, constituindo 14% da massa total da galáxia, uma massa muito maior do que os modelos atuais predizem. Este pode ser o buraco negro mais maciço encontrada até agora. Este tipo de buraco negro deveria ser encontrado em galáxias elípticas com tamanho dez vezes maior. Em vez disso, este buraco negro fica dentro de uma galáxia com disco bastante pequeno.

Se as observações forem confirmadas, os astrônomos precisarão repensar fundamentalmente os modelos de evolução das galáxias. Em particular, eles terão que olhar para o Universo primordial: A galáxia que hospeda o novo buraco negro parece ter se formado há mais de 8 bilhões de anos, e não parece ter mudado muito desde então. A criação de qualquer buraco negro gigante deve ter acontecido há muito tempo.

Sabe-se que quase todas as galáxias devem conter em sua região central um buraco negro supermassivo: um buraco negro com uma massa entre centenas de milhares e bilhões de sóis. O buraco negro massivo melhor estudado fica no centro da nossa galáxia, a Via Láctea, com uma massa de cerca de quatro milhões de sóis.

© SDSS (ambiente onde a galáxia NGC 1277 se localiza)


A galáxia NGC 1277 está localizada próximo ao aglomerado de galáxias Perseus, a uma distância de 250 milhões de anos-luz da Terra. Todas as galáxias elípticas e redondas amarelas na imagem acima são galáxias localizadas neste aglomerado. Em comparação com todas as outras galáxias em torno dele, a NGC 1277 é relativamente compacta.

Com uma massa 17 bilhões de vezes a do Sol, o buraco negro recém-descoberto no centro do disco da galáxia NGC 1277 pode até ser o maior buraco negro conhecido de todos; a massa do detentor do recorde atual é estimada entre 6 e 37 bilhões de massas solares. A grande surpresa é que a massa do buraco negro para a NGC 1277 eleva-se a 14% da massa total da galáxia, em vez de valores usuais em torno de 0,1%.

Um artigo sobre a descoberta foi relatado na revista Nature.

Fonte: Instituto Max Planck

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

As melhores fotos da última chuva de meteoros

A chuva de meteoros gemínida ou geminídea se estendeu do dia 13 até o dia 17 de dezembro, e seu pico aconteceu no último dia 13, dando oportunidade para os fãs criarem belas imagens deste evento anual.

Confira aqui algumas das imagens produzidas neste dia, em que a taxa prevista de queda de meteoros era de 120 por hora:

Esta é uma exposição longa, de 18 minutos, feitas sobre Sussex, Nova Jersei, por Jason Jenkins

Este aqui foi fotografado por Colin Legg na Tasmânia, Austrália.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Galáxia de anel colisional

O que faz essa galáxia ter tantos buracos negros?

© Hubble/Nick Rose (galáxia NGC 922 no visível)

Ninguém sabe ao certo. O que é certo, é que a NGC 922 é uma galáxia de anel criada pela colisão de uma galáxia grande e outra pequena a aproximadamente 30 milhões de anos atrás.

Como uma pedra que é arremessada num lago, a antiga colisão envia ondas de gás de alta densidade desde a origem do impacto, ou seja, um ponto perto do centro parcialmente condensado nas estrelas. A foto acima mostra a NGC 922, com seu belo anel complexo ao longo do lado esquerdo, como a imagem feita recentemente pelo telescópio espacial Hubble. Observações da NGC 922, feitas com o observatório de raios X Chandra, contudo, mostram alguns nós brilhantes de raios X que são provavelmente grandes buracos negros.

© Chandra (galáxia NGC 922 em raios X)

O grande número de buracos negros massivos foi algo surpreendente, assim como a composição do gás da NGC 922, que é rico em elementos pesados, que deveria ter prejudicado a formação de objetos assim tão massivos. Logicamente, muita pesquisa ainda tem que ser feita para entender as peculiaridades da NGC 922. Ela se espalha por aproximadamente 75.000 anos-luz, e localiza-se a aproximadamente 150 milhões de anos-luz de distância. Essa galáxia pode ser observada com pequenos telescópios quando apontados para a constelação da Fornalha (Fornax).

Fonte: NASA

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Rio na lua de Saturno


Com os dados chegando e análises realizadas percebemos que Titã é cada vez mais parecido com algo que chamaríamos de Terra primordial, a sonda Cassini detectou algo que parece ser uma versão extraterrestre miniatura do nosso rio Nilo, ele se estende a partir do que parece serem cabeceiras até um grande mar.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Velocidade da Luz

A velocidade da luz é o limite universal que não se pode ultrapassar, somente ondas eletromagnéticas alcançam esse limite.



Em setembro de 2011 uma pesquisa realizada no Centro Europeu de Investigação Nuclear (Cern) mostrou que neutrinos chegariam 60 nano segundos antes da luz, ao percorrer os 730 km do CERN até um laboratório na Itália. Porém o resultado que abalou um dos pilares da física não passou de erro devido há um problema no sistema de medição de fibra óptica, uma má conexão entre os cabos óticos e uma sincronização errada dos cronômetros.



Durante muito tempo acreditou-se que a propagação da luz fosse instantânea, ou seja, ela seria imediatamente vista por um observador assim que fosse emitida a partir de uma fonte, porém o cientista James Clerk Maxwell mostrou que quando a luz se propaga através de um meio, ela o faz com uma velocidade determinada.

Essa velocidade é extremamente alta quando comparada com velocidades registradas em fenômenos cotidianos, por exemplo a velocidade que o som de um raio chega a nós (340 m/s).  No vácuo, onde atinge a maior velocidade, para qualquer que seja a frequência ou cor, a luz viaja à aproximadamente:


Nesta velocidade a luz demora cerca de 8 minutos para percorrer a distância entre o Sol e a Terra.



Convencionou-se expressar as distâncias astronômicas em função dessa super velocidade, surgiu o "ano-luz", uma medida de distância que pode ser traduzida como sendo a distância percorrida pela luz no período de um ano.  A estrela mais próxima por exemplo, Alfa Centauro, está a 4,3 anos-luz de distância, ou seja, a luz que ela emitiu neste instante levará mais de 4 anos para chegar a Terra.  A maior estrela já descoberta, VY Canis Majoris, se encontra a cinco mil anos-luz de nós.


fonte: Brasil Escola

Ecos de galáxias do passado

Uma nova classe de galáxias foi identificada com o auxílio do Very Large Telescope (VLT) do ESO, o telescópio Gemini Sul e o telescópio Canadá-França-Hawaii (CFHT).

© ESO (galáxia J2240)

Apelidadas galáxias "feijão verde” devido à sua aparência incomum, estas galáxias brilham sob a intensa radiação emitida pelo material que circunda os enormes buracos negros centrais e encontram-se entre os objetos mais raros do Universo.

Muitas galáxias têm um buraco negro gigante no seu centro, que faz com que o gás em sua volta brilhe. No caso das galáxias feijão verde toda a galáxia brilha e não apenas o centro. Estas novas observações revelam as regiões maiores e mais brilhantes já encontradas, que se pensa serem alimentadas por buracos negros centrais, muito ativos no passado mas que estão encerrando a atividade.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Gigantescos cinturões de cometas

Graças ao telescópio espacial Herschel, da ESA, uma equipe de astrônomos descobriu dois gigantescos cinturões de cometas que rodeiam dois sistemas planetários nos quais só existem planetas pequenos.

© ESA (discos de resíduos ao redor da GJ581)

Estes cometas poderiam ter formado oceanos capazes de abrigar vida nos seus planetas interiores. 
Já se tinha descoberto, em outro estudo realizado com material recolhido pelo Herschel, que o disco de poeira que rodeia a estrela Fomalhaut se mantinha graças a uma vertiginosa taxa de colisões entre cometas.

Recentemente, confirmou-se que os sistemas planetários GJ581 e 61 Vir também albergam uma grande quantidade de resíduos de cometas.

O Herschel detetou pó frio, a uns -200°C, em tal quantidade que se pensa que estes sistemas poderiam ter pelo menos 10 vezes mais cometas que o Cinturão de Kuiper, no nosso Sistema Solar.

A GJ 581, ou Gliese 581, é uma estrela anã de tipo M, o mais comum da Galáxia. Estudos anteriores revelaram que tem pelo menos quatro planetas, e um deles numa distância propícia à estrela central na qual poderia existir água líquida na superfície do planeta. Também se confirmou a presença de dois planetas na órbita da 61 Vir, uma estrela de tipo G um pouco menos massiva que o nosso Sol.

Os planetas descobertos nestes dois sistemas são da classe conhecida como ‘Super Terras’, cobrindo um leque de massas entre 2 a 18 vezes a massa do nosso planeta.

Curiosamente, não se encontraram provas da existência de planetas do tamanho de Júpiter ou de Saturno em nenhum dos dois sistemas. 

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Anãs marrons podem ter planetas rochosos

Astrônomos descobriram pela primeira vez que a região exterior de um disco de poeira em torno de uma anã marrom, contém grãos sólidos com tamanhos da ordem de milímetros, comparáveis aos encontrados em discos mais densos situados em torno de estrelas recém nascidas.

© ESO (ilustração do disco de gás e poeira em torno de anã marrom)

Esta descoberta surpreendente desafia as teorias de formação dos planetas rochosos do tipo terrestre e sugere que os planetas rochosos podem ser ainda mais comuns no Universo.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Tempestades em redemoinho são vistas por sonda da Nasa em Saturno


A sonda espacial Cassini, da Nasa, registrou nuvens de tempestade em redemoinho no polo norte de Saturno. As imagens foram captadas por uma lente grande angular e outra estreita nesta terça-feira (27), a uma distância de cerca de 400 mil quilômetros do planeta dos anéis.

Esse fenômeno é parecido com o que a Cassini já encontrou no polo sul de Saturno, há seis anos.

A sonda já tinha visto tempestades no extremo norte do planeta, mas apenas por meio de raios infravermelhos, e não em luz visível, pois a região estava em total escuridão. Com a mudança das estações, o Sol começou a iluminar o local e foi possível fazer as fotos.

Tempestade no norte de Saturno foi vista com lente estreita (Foto: Nasa/JPL-Caltech/Space Science Institute)

A missão Cassini-Huygens é um projeto de cooperação entre a Nasa, a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Agência Espacial Italiana (ASI). As duas câmeras a bordo da sonda foram projetadas, desenvolvidas e montadas no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa, em Pasadena, na Califórnia. A equipe que trabalha com as imagens fica no Instituto de Ciência Espacial em Boulder, no Colorado.

Redemoinho no planeta foi registrado com grande angular (Foto: Nasa/JPL-Caltech/Space Science Institute)

Fonte: Notícias

Maior buraco negro já encontrado engoliria Sistema Solar


O horizonte de eventos do super buraco negro, mostrado nesta ilustração, teria um diâmetro 11 vezes maior do que a órbita de Netuno.[Imagem: D. Benningfield/K. Gebhardt/StarDate]

Galáxia-buraco negro

Galáxias possuem buracos negros em seus centros que até agora se acreditava terem dimensões proporcionais ao tamanho da galáxia.

As medições indicam que os buracos negros centrais têm em média 0,1% da massa de sua galáxia.

Mas nada menos do que 14% de toda a massa da galáxia NGC 1277 está em seu buraco negro - ele é 140 vezes maior do que o esperado.

Isso torna este o maior buraco negro já observado até agora, e torna a NGC 1277 a mais estranha galáxia já vista, quase uma "galáxia buraco negro".

Buracos negros supermassivos só haviam sido observados em galáxias muito grandes, do tipo elípticas. Mas a NGC 1277 é lenticular e bastante pequena. De onde veio tanta massa para formar esse super devorador de matéria é uma incógnita.



Universo maior que as teorias

Como esperado, a descoberta deverá mudar as teorias sobre a formação e a evolução tanto das galáxias quanto dos buracos negros.

"No momento existem três mecanismos completamente diferentes que tentam explicar a conexão entre a massa do buraco negro e as propriedades das galáxias. Nós não entendemos ainda o suficiente para saber qual dessas teorias é a melhor," disse Remco Van den Bosch, do Instituto Max Planck, na Alemanha.

As teorias indicam que os buracos negros supermaciços desenvolvem-se no centro das galáxias gigantes engolindo massa do bojo, a parte central da galáxia. Mas a NGC 1277 não tem massa suficiente para sustentar esse mecanismo.

Esta fotografia da NGC 1277 foi tirada pelo Telescópio Espacial Hubble. Seu buraco negro concentra 14% de sua massa total e 59% da massa de seu bojo central. [Imagem: NASA/ESA/Andrew C. Fabian]

Bosch e seus colegas fizeram o estudo usando o Telescópio Hobby-Eberly, da Universidade do Texas, nos Estados Unidos.

Com base no seu movimento, os astrônomos calculam que o buraco negro gigante possui uma massa 17 bilhões de vezes a massa do Sol, com uma margem de erro de 3 bilhões para mais ou para menos.

Ele é tão grande que, se fosse posto na posição do Sol, ocuparia quase todo o Sistema Solar. Seu horizonte de eventos seria 11 vezes maior do que a órbita de Netuno.

Bibliografia:

An over-massive black hole in the compact lenticular galaxy NGC 1277
Remco C. E. van den Bosch, Karl Gebhardt, Kayhan Gültekin, Glenn van de Ven, Arjen van der Wel, Jonelle L. Walsh
Nature
Vol.: 491, 729-731
DOI: 10.1038/nature11592




segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Rússia e ESA prontas a assinar acordo sobre projeto ExoMars

© Colagem: Voz da Rússia


A Rússia e a Agência Espacial Europeia (ESA) assinarão até o fim do ano um acordo sobre a exploração conjunta do Planeta Vermelho, comunicou o chefe da Agência Espacial da Rússia (Roskosmos), Vladimir Popovkin, que na próxima semana terá um encontro com o dirigente da ESA, Jean-Jacques Dordain, para discutir os pormenores definitivos do projeto ExoMars.

sábado, 24 de novembro de 2012

Velocidade de dobra além da ficção



No século XX o desenvolvimento cientifico e tecnológico deu base ao florescimento de uma era de ouro na ficção cientifica.  Quando a Apolo 11 mostrou ser possível chegar em outro mundo no espaço, a possibilidade de chegar a outros planetas parecia mais próxima do que nunca, Marte com certeza seria colonizado.



Com o desenvolvimento da engenharia aeroespacial e estudos espacias percebemos que viajar no espaço pode ser um pouco mais perigoso do que pensávamos, meteoritos perigosos, radiação mortal, descalcificação óssea, dilatação do tempo, etc.

"Usar propulsão de foguete para viajar pela galáxia com aproximadamente a velocidade da luz não é fisicamente possível prático, nem hoje nem nunca!" disse Lawrence M. Krauss em seu livro A Física de Jornada nas Estrelas.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Descoberto planeta 13 vezes maior que Júpiter

Uma imagem rara foi obtida de um exoplaneta, denominado de Kappa Andromedae b.

© NAOJ (imagem em infravermelho do sistema Kappa Andromedae)


O exoplaneta possui 13 vezes mais massa do que Júpiter e, consequentemente, seria muito maior do que qualquer outro planeta do nosso sistema solar.

O exoplaneta gasoso, classificado como "super Júpiter", orbita em torno da estrela Kappa Andromedae a 170 anos-luz da Terra. A estrela Kappa Andromedae é relativamente jovem, provavelmente com 30 milhões de anos de idade, e tem uma massa 2,5 vezes a do Sol. Atualmente, existem mais de 850 planetas conhecidos fora do sistema solar, mesmo que possam existir bilhões de astros solitários na nossa galáxia. Dos que são conhecidos, porém, apenas uma pequena fração (30 planetas) foi diretamente fotografada.

A foto do planeta foi registrada através do telescópio japonês Subaru, no Havaí, por Joseph Carson, do Instituto de Astronomia da Faculdade de Charleston e Instituto Max Planck de Astronomia, na Alemanha. A deteção de um exoplaneta se baseia em métodos indiretos, porque as estrelas são muito mais brilhantes do que seus planetas (por um fator igual ou superior a 1 bilhão), e se forem utilizadas técnicas observacionais tradicionais, o planeta será ocultado pelo brilho de sua estrela. Outro desafio é que a órbita em torno da estrela Kappa Andromedae é de 55 UA (55 vezes a distância média da Terra do Sol), é apenas um pouco maior que a órbita de Netuno ao redor do Sol (30 UA). Portanto, é muito difícil fotografar planetas extrassolares.

Neste caso, os astrônomos conseguiram eclipsar a luz extremamente clara da estrela e, através de luz infravermelha, avistaram o planeta com a ajuda de um software.

Especialistas acreditam que o planeta é formado de um disco protoplanetário de gás e poeira, que são coletados em volta das estrelas logo após suas formações.

Fonte: National Astronomical Observatory of Japan

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

NASA vai construir Estação Espacial Lunar

Nave Orion no ponto EML-2. A estação lunar deverá usar laboratórios similares aos da Estação Espacial Internacional e poderá ser usada para controlar robôs na superfície da Lua.[Imagem: Lockheed Martin]

Estação Espacial Lunar


Com a eleição de Barack Obama para um segundo mandato, aumentaram os rumores de que a NASA construirá uma Estação Espacial Lunar.

O posto espacial deverá ficar a 60.000 quilômetros além da Lua, com vista para o lado do satélite que não é visto da Terra - literalmente, onde nenhum humano jamais foi antes.

A estação deverá ficar em um ponto conhecido como Ponto de Lagrange Terra-Lua 2, ou EML-2.

Este é um dos pontos onde a gravidade da Terra e da Lua se equilibram, permitindo que uma estação espacial "flutue" sobre a Lua sem gastar combustível.

Esse espaçoporto poderá ser importante em missões tripuladas de exploração de um asteroide ou de Marte - ambas listadas por Obama em suas prioridades para a NASA.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

O retorno do planeta de Sauron


Fomalhaut, a estrela mais brilhante da constelação Piscis Australis, ou Peixe do Sul (e por isto conhecida também como α PsA), também é conhecida como “olho de Sauron”, pelo formato da nebulosa que parece ter saído de um filme de Peter Jackson. Ela se encontra a cerca de 25 anos-luz do sol, e é a 18ª estrela mais brilhante no céu noturno.

Em 2008, foi anunciada a descoberta de um planeta orbitando Fomalhaut, o primeiro exoplaneta a ser observado diretamente, e não por causa de um eclipse da estrela principal ou de um balanço gravitacional. Ele foi identificado pela primeira vez na foto acima, feita pelo telescópio espacial Hubble.

Como a estrela é chamada Fomalhaut, o nome do planeta é “Fomalhaut b”. Para fazer esta foto, o Hubble usou uma barra de ocultação, uma pecinha de metal que bloqueia a parte mais brilhante da imagem da estrela. A parte escurecida no centro da imagem é a posição da estrela.

O planeta foi confirmado em duas outras fotos, uma de 2004 e uma de 2006. A partir de então, algumas de suas características foram deduzidas.

Estrelas velhas esculpem nebulosa planetária

Astrônomos utilizaram o Very Large Telescope (VLT) do ESO para descobrir um par de estrelas que orbitam em torno uma da outra no centro de um dos mais fantásticos exemplos de nebulosas planetárias.

© ESO (nebulosa planetária Fleming 1)

O novo resultado confirma uma teoria há muito debatida sobre o que controla a aparência espetacular e simétrica do material que é lançado no espaço. Os resultados serão publicados em 9 de novembro de 2012 na revista Science.

As nebulosas planetárias são conchas brilhantes de gás que se situam em volta de anãs brancas - estrelas do tipo do Sol nas fases finais das suas vidas. Fleming 1 é um belo exemplo de tais objetos, apresentando jatos extraordinariamente simétricos, entrelaçados em padrões curvos e nodosos. Está situada na constelação austral do Centauro e foi descoberta há cerca de um século atrás por Williamina Fleming, uma antiga governanta contratada pelo Observatório de Havard, depois de ter mostrado aptidão para a astronomia.

Os astrônomos debatem há muito tempo como é que estes jatos simétricos podem ser criados, sem nunca chegar a um consenso. Agora, uma equipe de investigação liderada por Henri Boffin (ESO, Chile) combinou observações de Fleming 1 do Very Large Telescope com modelos de computador existentes, para explicar pela primeira vez em pormenor como é que estes estranhos jatos se formam.

"Influências escondidas" podem existir além do espaço-tempo

Pode não se tratar apenas de uma teoria mais fundamental, "por baixo" da Relatividade e da Mecânica Quântica, mas de uma outra realidade, "por baixo" da realidade do nosso próprio Universo.[Imagem: Yasdani Group/Princeton]

Metafísica


Físicos estão propondo um experimento que pode nos obrigar a fazer uma escolha entre explicações radicais para descrever a natureza e o comportamento do Universo.

Explicações muito mais radicais do que a recentemente demonstrada natureza fundamental das partículas quânticas.

Se o resultado do experimento der um cabalístico 7, então o Universo segue as leis da relatividade de Einstein, tudo se move suavemente e a velocidade da luz continuará sendo o limite universal de velocidade - tudo continuará bem familiar.

Mas se o resultado superar o 7 - para ser mais exato, se ele chegar a 7,3 - então não apenas os físicos, mas também os filósofos terão que fazer uma convenção mundial para tentar traçar parâmetros para uma forma totalmente nova de pensar o mundo - e superar a velocidade da luz passaria a ser algo trivial.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Astrônomos encontram superterra em região habitável

Os cientistas acreditam que o planeta gira em torno de seu próprio eixo, o que gera o efeito de dia e noite. [Imagem: PHL/UPR Arecibo]

Superterra


Uma equipe de astrônomos de vários países encontrou uma "superterra", um planeta que pode ter um clima parecido com o da Terra e com potencial para ser habitado, a apenas 42 anos-luz de distância.

O planeta orbita em volta da estrela HD 40307. Anteriormente, sabia-se que três planetas orbitavam em volta desta estrela, todos eles próximos demais para permitir a existência de água.

Mas outros três planetas foram encontrados em volta da HD 40307, entre eles a "superterra", que tem sete vezes a massa da Terra e está localizada na área habitável do sistema, onde a água líquida pode existir.

Esta última descoberta se junta aos mais de 800 exoplanetas (planetas de fora do Sistema Solar) já conhecidos pelos cientistas.

E parece ser apenas uma questão de tempo para os astrônomos finalmente encontrarem a chamada "Terra 2.0", um planeta rochoso com atmosfera e orbitando uma estrela parecida com o Sol, localizado em uma zona habitável.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

My Solar System – Simulador de sistemas solares


O site PhET possui um interessante simulador de sistema solares e órbitas. Utilizando equações matemáticas eles conseguem criar de forma realista o ambiente espacial.

É um simulador divertido que possui alguns casos especiais pré-programados de interação de corpos como estrelas binarias, slingshot, comentas trojanos entre outros.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Cientistas querem testar se vivemos em uma Matrix

Com informações da New Scientist - 06/11/2012

Será que nós próprios não poderíamos estar vivendo dentro de uma simulação do tipo Matrix?[Imagem: Sourceforge/EffecTV]

A arte que imita a vida


Todos os fãs da trilogia Matrix sempre se questionaram se seria realmente possível que fôssemos uma espécie de "agentes de software" da vida real.

Ou se o que chamamos de "vida real" não seria de fato uma "vida virtual" fundada em uma outra realidade à qual não temos acesso direto.

Agora esta questão está sendo levada a sério pelos cientistas, que estão propondo um teste para sabermos se estamos ou não vivendo em uma simulação computadorizada.

A ideia, proposta por uma equipe da Universidade de Bonn, na Alemanha, parece ir bem mais longe do que outro conceito mais em voga, de que nosso Universo pode ser um gigantesco holograma.

Segundo eles, mesmo nossos deuses-programadores devem ter à disposição uma capacidade de processamento limitada e, sobretudo, devem cometer erros de programação.

E essas imperfeições devem criar erros na simulação que nós podemos ser capazes de detectar.

Curiosity não encontra metano em Marte

Demonstração do funcionamento do equipamento que não encontrou metano em Marte - O Curiosity possui 10 instrumentos voltados para a busca de sinais de vida microbiana no planeta.[Imagem: NASA/JPL-Caltech]

Sinais de vida


A primeira tentativa de rastrear o gás metano em Marte terminou em decepção.

Embora possa ser produzido por fontes abióticas, o metano na Terra é produzido primariamente por fontes biológicas.

Em 2009, a NASA anunciou com estardalhaço a descoberta de metano em Marte, com medições feitas a partir de telescópios terrestres.

Isso gerou grande expectativa pelas medições a serem realizadas pelo robô Curiosity, que levou a bordo equipamentos de última geração para detectar traços de elementos com concentrações tão baixas quanto 1 parte por bilhão (ppb).

As simulações indicavam que o instrumento SAM (Sample Analysis at Mars) deveria encontrar metano em concentrações entre 20 ppb e 35 ppb.

Mas, depois de fazer e refazer quatro análises de duas amostras, o resultado foi zero.

Metano zero


Devido às incertezas nas medições, os cientistas afirmam que os resultados indicam que o metano em Marte "pode existir entre 0 e 5 ppb, com 95% de certeza".

Mas mesmo esse limite superior (5 ppb) seria baixo demais para todas as hipóteses levantadas até agora envolvendo vida bacteriana.

"O metano claramente não é um gás abundante na região da Cratera Gale, se é que ele existe. Neste ponto da missão nós estávamos muito entusiasmados com a busca por metano," disse o cientista Chris Webster, durante uma conferência promovida pela NASA onde ninguém conseguiu disfarçar o desapontamento.

Mas os cientistas da missão afirmam que a questão ainda está em aberto, e que os resultados podem mudar com novas medições e, sobretudo, com o uso de outros equipamentos do Curiosity - o robô possui 10 instrumentos voltados para a busca de sinais de vida microbiana em Marte.


quarta-feira, 31 de outubro de 2012

No banco dos réus: Grande Nuvem de Magalhães


Um das galáxias mais próximas à Via Láctea quase escapou com o roubo.

No entanto, novas simulações condenam a Grande Nuvem de Magalhães, galáxia satélite a nossa, de roubar estrelas de sua vizinha, a Pequena Nuvem de Magalhães.  E a evidência crucial veio de pesquisas que procuram objetos escuros na periferia da Via Láctea.

Os astrônomos têm acompanhado a Grande Nuvem de Magalhães caçando por evidências de enormes objetos de halo compacto, ou MACHOs. MACHOs foram pensados ​​para ser objetos fracos, aproximadamente a massa de uma estrela, mas sua natureza exata era desconhecida. Várias pesquisas procuraram MACHOs, a fim de descobrir se eles poderiam ser um importante componente de matéria escura, o material invisível que segura as galáxias juntas.

Para que os MACHOs sejam compostos de matéria escura, eles devem ser tão fracos que não podem ser detectados diretamente. Em vez disso, os astrônomos olharam para um fenômeno conhecido como microlente. Durante um evento de microlentes, um objecto próximo passa em frente a uma estrela mais distante. A gravidade do mais próximo curva o espaço-tempo dando o efeito de lente, ampliando-a e fazendo-a iluminar.

Ao estudar a Grande Nuvem de Magalhães, os astrônomos esperavam ver MACHOs dentro da Via Láctea pelas lentes de estrelas distantes da galáxia satélite. O número de eventos por micro lentes observados por várias equipes foi menor do que o necessário para explicar a matéria escura, mas muito maior do que a esperada pela população conhecida de estrelas na Via Láctea. Isso deixou os eventos observados como um quebra-cabeça e a existência de MACHOs como objetos exóticos uma possibilidade.

Os astrônomos disseram que a explicação mais provável para estes eventos foi uma sequência inédita de estrelas roubadas a partir da Pequena Nuvem de Magalhães (PNM) pela Grande Nuvem de Magalhães (GNM) durante uma colisão galáctica. Pensa-se que a massa das estrelas de primeiro plano provoque o efeito de lente gravitacional das estrelas roubadas.

"Em vez dos objectos de halo compacto, uma corrente de estrelas removidas da PNM é responsável pelos eventos de microlente. Podemos dizer que descobrimos um crime de proporções galácticas," afirma Avi Loeb do Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica.

"Ao reconstruir a cena, descobrimos que a GNM e a PNM colidiram violentamente há centenas de milhões de anos atrás. Foi aí que a GNM retirou as estrelas," afirma Loeb.

Os investigadores estão agora à procura de mais provas destas estrelas roubadas numa ponte de gás que liga as Nuvens de Magalhães. O estudo foi publicado online na revista Monthly Notices da Sociedade Astronómica Real.


fonte: Center for Astrophysics
Astronomia On-line



Astrônomos calculam velocidade do Sistema Solar

Os astrônomos refizeram os cálculos da massa da matéria escura, da velocidade e da órbita do Sistema Solar.[Imagem: NAOJ] 

Órbita do Sistema Solar

Há poucos dias, astrônomos aumentaram a precisão da constante de Hubble, que mede a taxa de expansão do Universo.

Agora, uma equipe de astrônomos japoneses fez novas medições de nossa própria galáxia, o que levou a um refinamento da massa da matéria escura presente na Via Láctea.

Eles chegaram a duas conclusões principais.

A primeira é que a distância do nosso Sistema Solar até o centro da galáxia é de 26,1 anos-luz - um ano-luz é uma medida de distância, que equivale a aproximadamente 9,5 trilhões de quilômetros.

A segunda conclusão é que a velocidade imposta ao Sistema Solar pela rotação da galáxia é de aproximadamente 240 km/s.

Isso significa que leva 200 milhões de anos para que o Sistema Solar complete uma "órbita" em torno do centro da galáxia.

Massa da matéria escura

O valor agora medido de 240 km/s é conhecido como V0.

O valor atualmente aceito para o V0 é de de 220 km/s, tendo sido estabelecido pela União Astronômica Internacional em 1986.

Em geral, a velocidade de rotação da galáxia é determinada pelo equilíbrio com a gravidade galáctica - assim, medir a rotação da galáxia equivale a medir a massa da galáxia.

Imagem da Via Láctea como ela fosse vista de cima, e a distribuição das 52 estrelas usadas nas medições. [Imagem: NAOJ]

Quando os dados da nova pesquisa foram usados para recalcular o valor de V0, os astrônomos verificaram que a massa de matéria escura na Via Láctea é 20% maior do que o valor aceito hoje.

Segundo os pesquisadores, esse valor tem impacto direto sobre os experimentos que vêm tentando, até agora sem sucesso, detectar partículas de matéria escura.

Mareki Honma e seus colegas do Observatório Nacional do Japão usaram o projeto VERA (VLBI Exploration of Radio Astrometry) para medir as distâncias precisas e o movimento de 50 objetos celestes para obter o ganho de precisão.




terça-feira, 30 de outubro de 2012

Clube de Astronomia Carl Sagan marca presença na palestra do primeiro astronauta brasileiro: Marcos Pontes

Nós, do Clube de Astronomia Carl Sagan, tivemos a oportunidade de participar da palestra que finalizou a II FETEC MS, com ninguém menos que Marcos Pontes, o primeiro astronauta brasileiro.

Infelizmente não puderam comparecer todos membros do Clube devido aos compromissos na Universidade.

(pedimos desculpas antecipadamente pelas fotos tremidas e tudo mais, )


De fato eu, Heloise, não esperava muito das palavras dele. Pensava que seria apenas mais uma palestra clichê e que tinha pegado uma chuva danada à toa só para estar ali.

Bem, eu me enganei, e feio.

O colóquio foi um misto da biografia dele somada a uma veia motivacional. E foi estonteante, na minha humilde opinião.

Hiparco, Pogson e as magnitudes


Créditos da imagem: Babak Tafreshi/Dreamview.net (m: magnitude aparente, d: distância)

Certas definições, quando estabelecidas, são muito difíceis de serem alteradas. O conhecimento às vezes se acumula sobre conceitos que, na sua época, poderiam parecer corretos, mas que hoje tornam-se até contra-intuitivos. Essa inércia ocorre bastante em Astronomia, e os alunos geralmente sofrem para assimilar tudo isso.

Um exemplo bastante interessante é o caso da magnitude que, por definição, fornece uma escala de brilho de um dado objeto astronômico. Hiparco, brilhante astrônomo grego que viveu entre 190 e 120 a.C. desenvolveu (entre muitas outras coisas) um sistema de classificação dos objetos no céu. Para ele, a estrela mais brilhante que conseguia ver foi chamada de estrela de primeira grandeza (ou de primeira magnitude). Da mesma forma, a estrela mais fraca que seu olho conseguia enxergar foi chamada de estrela de sexta grandeza (ou sexta magnitude).

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Estudo identifica sistema de pulsar com órbita mais rápida já observada


Um pulsar que viaja pelo espaço com uma estrela companheira, completando a órbita mais rápida já vista para esse tipo de sistema, foi detectado por uma equipe de astrônomos, que publicou o estudo na revista “Science” desta quinta-feira (25).

Um pulsar é uma estrela de nêutrons, um objeto compacto e muito denso, muitas vezes com grande rotação, formado durante a explosão de uma estrela massiva, ou supernova.

O pulsar desse estudo está localizado na constelação do Centauro e foi chamado de chamado PSR J1311-3430. Ele gira 390 vezes por segundo em torno de seu próprio eixo e tem uma estrela companheira que gira ao seu redor. A dupla faz uma órbita em torno de seu centro de massa comum em apenas 93 minutos. A velocidade do pulsar chega a 13 mil quilômetros por hora, e a da parceira é ainda maior: 2,8 milhões de quilômetros por hora.

Segundo os cientistas, liderados por Holger Pletsch, do Instituto Max Planck de Física Gravitacional, na Alemanha, esse é o mais curto período orbital conhecido de todos os pulsares que habitam sistemas binários – em que dois corpos giram em volta de um centro comum, ligados gravitacionalmente.

O calor emitido pelo pulsar (esq.) aquece e evapora a estrela companheira. A estrela de nêutrons é cercada por um forte campo magnético, em azul (Foto: Nasa/ESA/AEI/Milde Marketing Science Communication)

Maior complexo astronômico no Atacama revela imagens do projeto


O maior projeto de astronomia terrestre via rádio do mundo, em construção pelo Observatório Europeu do Sul (ESO) e parceiros internacionais – como o Brasil – no deserto do Atacama, no norte do Chile, teve novas imagens divulgadas nesta sexta-feira (26). A obra deve ser concluída em março de 2013.

Várias antenas de rádio foram instaladas nessa região árida do Planalto de Chajnator para compor o telescópio de última geração Alma (sigla de Atacama Large Millimeter/Submillimeter Array), que deve estudar a radiação produzida por alguns dos objetos mais frios do Universo.

Conjunto de antenas de rádio forma telescópio Alma, instalado no deserto do Atacama (Foto: Jorge Saenz/AP)

Raio trator espacial prestes a se tornar realidade

Apesar de conseguir puxar apenas micropartículas aqui embaixo, no espaço a força do raio trator pode ser suficiente para deslocar objetos de maior massa.[Imagem: Paramount]

Da ficção para a realidade

Um raio trator capaz de desviar um asteroide em rota de colisão com a Terra, capturar lixos espaciais, ou ajustar a órbita de satélites artificiais não é mais um sonho tão distante.

Presente há anos na ficção científica, aos poucos o conceito de um raio capaz de puxar materiais sem contato começou a ser testado nos laboratórios de nanotecnologia, já sendo uma realidade para as nanopartículas.

Embora a ficção tenha várias versões do aparato, para os físicos do mundo real um raio trator é uma onda de luz, visível ou não, capaz de puxar um objeto ao longo do feixe de luz até a sua origem - há também outro conceito, conhecido como raio trator gravitacional.

Agora, o avanço foi significativo o suficiente para chamar a atenção da NASA.

David Ruffner e David Grier, da Universidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos, conseguiram pela primeira vez construir um raio trator autêntico, que puxa as partículas sem depender de sua composição.

Os dois pesquisadores usaram um laser especial, que produz um tipo de luz chamada feixe de Bessel, no qual os fótons são disparados em anéis concêntricos.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Maior imagem astronômica já feita tem 84 milhões de estrelas

Esta vista de campo largo da Via Láctea mostra o tamanho da nova imagem infravermelha do centro da Galáxia. Estes dados cobrem a região conhecida como o bojo da galáxia. A região coberta pelo novo catálogo está marcada com um retângulo.[Imagem: ESO/Nick Risinger] 

Vista infravermelha

Utilizando uma imagem enorme, de vários gigapixels, feita pelo telescópio de rastreio infravermelho VISTA, uma equipe internacional de astrônomos criou um catálogo de mais de 84 milhões de estrelas situadas nas partes centrais da Via Láctea.

Esta base de dados gigantesca contém dez vezes mais estrelas que estudos anteriores e representa uma enorme passo na compreensão da nossa Galáxia. Embora o efeito não possa ser visto na imagem, o resultado do trabalho é um mapa navegável, em que os astrônomos podem fazer zooms e "navegar" entre as estrelas.

O telescópio VISTA havia concluído recentemente um mapeamento de 200 mil galáxias.

"Ao observar em detalhe as miríades de estrelas que circundam o centro da Via Láctea, podemos aprender mais sobre a formação e evolução, não só da nossa galáxia, mas também das galáxias espirais de uma maneira geral," explica Roberto Saito (Pontificia Universidade Católica do Chile), autor principal deste estudo.

NASA começa a testar avião supersônico em túnel de vento

Os testes serão realizados em vários túneis de vento, cada um com capacidade levar os modelos ao seu limite em diferentes aspectos. [Imagem: NASA] 

Modelos supersônicos

A NASA e a Boeing estão realizando uma série de testes com dois modelos de aviões supersônicos.

Os aviões estão sendo projetados para superar a barreira do som sem produzir o estrondo característico, conhecido como boom sônico.

Foram construídos dois modelos, que estão sendo testados em túneis de vento.

O primeiro deles, visto na foto, possui sensores destinados a avaliar as forças e as ondas geradas com o avião em diversas inclinações, laterais e frontais, e até de cabeça para baixo.

O segundo modelo, um pouco menor, possui sensores para detectar as pressões fora do corpo do avião, que resultam na onda de choque propriamente dita, que causa o estrondo.

Os testes serão realizados em vários túneis de vento, cada um com capacidade levar os modelos ao seu limite em diferentes aspectos.

Estrondo supersônico

Existem vários projetos de aviões supersônicos em andamento, mas nenhum deles receberá aprovação para voar sobre áreas continentais se o problema do boom sônico não for eliminado.

A explosão sônica produz uma onda de choque capaz não apenas de quebrar janelas, mas eventualmente de colocar estruturas metálicas em ressonância, com graves consequências.

Mas bastaria o susto da explosão sobre o motorista de um carro para produzir vítimas fatais em um acidente. É por isso que os engenheiros trabalham tão arduamente na eliminação do problema.

Uma das razões do Concorde nunca ter-se tornado um sucesso de vendas é que ele só podia atingir a velocidade supersônica sobre o oceano, o que restringia suas operações a um número pequeno de rotas.




segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Superar a velocidade da luz é matematicamente possível

Redação do Site Inovação Tecnológica - 22/10/2012

Este gráfico mostra a relação entre três diferentes velocidades: v, u e U. "v" é velocidade de um segundo observador medida pelo primeiro observador; "u" é a velocidade de uma partícula em movimento medida pelo segundo observador; e "U" é a velocidade relativa da partícula do ponto de vista do primeiro observador.[Imagem: Hill/Cox]

Velocidade superluminal


Matematicamente - e, por enquanto, apenas matematicamente - é possível fazer com que a Teoria da Relatividade Especial de Einstein funcione além da velocidade da luz.

É o que demonstraram James Hill e Barry Cox, da Universidade de Adelaide, na Austrália.

Embora a teoria de Einstein afirme que nada possa se mover mais rápido do que a velocidade da luz, os dois matemáticos desenvolveram novas fórmulas que permitem quebrar esse limite universal de velocidade.

"Nós somos matemáticos, não físicos, por isso abordamos o problema de uma perspectiva teórica matemática," disse o Dr. Cox. "Nosso trabalho não tenta explicar como isso pode ser feito, apenas como as equações de movimento devem operar em tais regimes."

Isso significa que, se alguém imaginar uma maneira de viajar a uma velocidade superior à da luz, o intrépido viajante agora já poderá contar com um velocímetro confiável.

O que os dois pesquisadores ressaltam é que sua teoria não contradiz a teoria de Einstein, apenas lhe fornece uma nova faceta.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Descubra sua idade em outros planetas

O site Exploratorium possui um interessante e divertido recurso que permite a qualquer um descobrir sua idade nos outros planetas do sistema solar. É bem rápido e fácil! Ao acessar o site (link no fim do post) você só precisará preencher os campos com sua data de nascimento. O padrão utilizado pelo site é o americano, portanto você deve preencher os campos como mostrado na figura abaixo.


Depois clique em “Calculate” e sua idade será automaticamente calculada como mostrado na figura abaixo. Perceba que o site fornece a quantidade de anos que você teria nos planetas do nosso sistema solar e a quantidade de dias que você teria vivido nele para ter tal idade. Perceba também que sua idade em Mercúrio é muito maior que sua idade em Plutão. Isso se deve ao fato de que planetas mais próximos de suas estrelas (Mercúrio) completam suas órbitas muito mais rapidamente que planetas afastados (Plutão).


Acesse o site pelo link a seguir:



quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Céu da Semana


O programa Céu da Semana é produzido pela Univesp TV, em parceria com o Laboratório Aberto de Interatividade da UFSCar. Todas as semanas, Gustavo Rojas apresenta dicas de como olhar para o céu, quais constelações estão em destaque, fases da lua e os principais fenômenos astronômicos.

O Céu da Semana é um quadro também no Paideia, programa radiofônico sobre cultura científica apresentado ao vivo todas às 3ª feiras, às 18h, na Rádio UFSCar.

Mais noticias podem ser acompanhadas pelo blog http://programapaideia.wordpress.com

aqui temos o episódio 126 sobre Constelações Austrais, com dicas de observação para os dias 15 a 21 de outubro de 2012.


Buraco negro monstruoso e longínquo

Olhando em direção à borda do Universo cientistas da Universidade de Cambridge observaram um buraco negro supermassivo quase imperceptível.

Imagem em infravermelho do buraco negro (WISE e UKIDSS)

Encontrado planeta na estrela mais próxima do Sol

Redação do Site Inovação Tecnológica - 17/10/2012 

O planeta agora encontrado tem três sóis, e é similar à Terra em termos de massa - mas está fora da zona habitável, sendo provavelmente mais quente do que Mercúrio. [Imagem: ESO/L. Calçada/N. Risinger]

Estrela mais próxima da Terra

Astrônomos localizaram um planeta com massa semelhante à da Terra em órbita de uma estrela do sistema de Alfa Centauri, na constelação do Centauro.

É o exoplaneta mais próximo da Terra já encontrado, e é também o mais leve encontrado em torno de uma estrela similar ao Sol.

O planeta agora encontrado é similar à Terra em termos de massa, mas está fora da zona habitável, sendo provavelmente mais quente do que Mercúrio.

A Alfa Centauri é uma das estrelas mais brilhantes do céu austral e é o sistema estelar mais próximo do nosso Sistema Solar - encontrando-se a apenas 4,3 anos-luz de distância.

Trata-se, na realidade, de uma estrela tripla, um sistema constituído por duas estrelas semelhantes ao Sol, em órbita muito próxima uma da outra, chamadas Alfa Centauri A e B, e uma outra estrela vermelha, mais distante e de luz mais fraca, conhecida como Proxima Centauri.

A Proxima Centauri encontra-se ligeiramente mais próxima da Terra do que as suas companheiras, por isso é formalmente a estrela mais próxima de nós.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Astrônomo brasileiro descobre satélite da Via Láctea

Com informações da UFRGS - 12/10/2012


Aglomerado de estrelas

Astrônomos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) anunciaram a descoberta de um novo satélite da Via Láctea.

Trata-se de um pequeno aglomerado de estrelas situado no halo da nossa galáxia, a uma distância de 108.000 anos-luz do Sistema Solar.

É o primeiro satélite da galáxia situado nos confins do halo estelar cuja descoberta teve como protagonistas astrônomos brasileiros.

O pequeno aglomerado de estrelas Balbinot 1 pode ser visto no centro da imagem. [Imagem: Eduardo Balbinot] 

Exoplaneta pode ter "três Terras" de diamante

Redação do Site Inovação Tecnológica - 11/10/2012 


O estudo estima que pelo menos um terço da massa do planeta - o equivalente a três massas da Terra - pode ser diamante. [Imagem: Haven Giguere] 

Super-Terras

O planeta "55 Câncer e" é a grande estrela da busca pelos exoplanetas conhecidos como super-Terras.

O "e" especifica que ele é um de cinco exoplanetas que formam o sistema planetário da estrela 55 Câncer, localizada a 40 anos-luz da Terra, e que pode ser vista a olho nu.

O exoplaneta tem um raio apenas duas vezes maior que o da Terra, mas pesa oito vezes mais. Ele orbita sua estrela a cada 18 horas, contra os 365 dias da Terra.

Ele faz parte do primeiro sistema planetário comparável do nosso Sistema Solar a ser descoberto, em 2002.

Observações adicionais, feitas em 2011, indicavam que o exoplaneta poderia ter a densidade do chumbo.

Em Maio deste ano, o "55 Câncer e" tornou-se o primeiro exoplaneta cuja luz foi detectada diretamente.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Espiral cósmica surpreendente é descoberta pelo telescópio ALMA

Com informações do ESO - 10/10/2012

É a primeira vez que astrônomos conseguem obter informação completa em três dimensões de uma espiral desta natureza. [Imagem: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)]

Espiral cósmica

Astrônomos descobriram uma estrutura em espiral totalmente inesperada na matéria que circunda a estrela R Sculptoris.

A estranha forma foi provavelmente criada por uma estrela companheira escondida, que orbita a gigante vermelha.

A descoberta foi possível graças ao ainda em construção Telescópio ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array).

Esta é a primeira vez que uma estrutura deste tipo, juntamente com uma concha esférica exterior, é encontrada em torno de uma estrela gigante vermelha.

É também a primeira vez que astrônomos conseguem obter informação completa em três dimensões de uma espiral desta natureza.


terça-feira, 9 de outubro de 2012

Novo buraco negro em nossa galáxia

O satélite Swift da NASA detectou recentemente uma crescente onda de alta energia de raios X de uma fonte na direção do centro da nossa galáxia, a Via Láctea.

Ilustração da emissão de raios X em buraco negro (NASA)

A explosão, produzida por uma rara nova de raio X, anunciou a presença de um até então desconhecido buraco negro de massa estelar.