sexta-feira, 10 de setembro de 2010

International observe the moon night (InOMN)



No dia 18 de Setembro de 2010 será realizado mais um evento internacional o InOMN ou "International observe the moon night" com atividades simultâneas acontecendo em quase todo o globo, apoiado pelo centro de missões da NASA e pelo projeto Astrónomos sem fronteira, teremos  uma noite especial onde todos estaremos olhando para a Lua.

Os clubes de Astronomia, Astrónomos profissionais e amadores, entusiastas e apaixonados estão convidados a se ajuntar a nós para se deslumbrar com seus mares secos, fabulosas crateras, picos e grandes canyons.

Venha  participar de um dos maiores encontros globais de observação da nossa tão amada Lua com a gente, estaremos reunidos nesta data com os Instrumentos ópticos da UFMS (Telescópios e Lunetas) Na Feira Central de Campo Grande das 19 h as 23h. 

O projeto  InOMN teve inicio em 2009  com os  astrónomos da NASA realizando eventos locais durante o ano Internacional de Astronomia com o objetivo de divulgar as 2 grandes missões lunares  a LRO que orbitava a lua e a LCROSS que entrou em órbita de colisão. Este ano com o apoio dos Astrónomos sem fronteira e outras instituições tornaram o evento internacional e querem repetir o sucesso do ano passado no âmbito mundial.

As duas missões  a LRO " Lunar Reconnaissance Obiter " e a LCROSS  "Lunar CRater Observation and Sensing Satellite" foram lançadas juntas em 18/06/2009 a LRO já enviou mais imagens e dados digitais em seu primeiro ano orbitando a Lua do que qualquer outra missão planetária da história e a LCROSS impactou  na região polar sul da Lua realizando com sucesso seu objetivo de buscar vestígio de água congelada no nosso satélite natural.

O objetivo da  Missão da LRO é mais peculiar, vai gastar pelo menos um ano, em  órbita polar baixa de aproximadamente 50 km acima da superfície lunar, enquanto os seus sete instrumentos vão procurar plataforma de aterrisagem segura, localizar recursos potenciais, recolher dados importantes sobre o ambiente lunar ajudando os astronautas a se preparar para expedições lunar tripulada de longa duração, caracterizar a radiação ambiente e testar novas tecnologias alem construir mapas em 3-D da superfície Lunar.Os resultados fornecem pistas importantes para a geologia recente da lua e a sua evolução tectónica.

O que mais impressiona, são as fotos de alta resolução capaz de  detectar equipamentos deixados na área de pouso das 6  missões Apollos, dando para identificar os rastros deixado pelos astronautas com seus jipes lunares. Ficando a mensagem de que nós já estivemos na LUA.


Fontes:


InOM no Brasil
http://inomn-secaolunarreabrasil.blogspot.com

Astrónomos sem Fronteira
http://www.astronomerswithoutborders.org

Site oficial InoM
http://observethemoonnight.org

Site oficial da LRO
http://lunar.gsfc.nasa.gov/

Debate no Cósmoforum a respeito da LRO com  links de noticias, fotos e vidios.
http://www.cosmobrain.com.br/cosmoforum/viewtopic.php?f=20&t=4113
  

domingo, 5 de setembro de 2010

Enigmática cratera marciana Orcus Patera

A ESA (agência espacial europeia) divulgou nesta sexta (27) uma nova imagem da enigmática cratera marciana Orcus Patera, obtida pela nave Mars Express.

(Foto: ESA / DLR / FU Berlin (G. Neukum))

O que a torna enigmática é o seu estranho e raro formato elíptico alem da sua extensão com cerca de 380 km por 140 km. Ela tem um aro que se eleva até 1800 m acima da planície circundante, enquanto o piso da depressão se encontra (400-600) m abaixo do ambiente alem disso está Localizada entre os vulcões Elysium Mons e Olympus Mons onde há imensa atividades vulcânicas.

Apesar de bastante estudada, a origem da cratera é ainda desconhecida e permanece um mistério que desafia os pesquisadores.

Há uma “divergência”. O nome “Patera”, geralmente, é usado para se referir a acidentes geográficos de origem vulcânica, o que talvez não seja o caso da Orcus. Segundo os cientistas que a estudam, pode perfeitamente ter sido originada por um deslocamento tectônico, um fenômeno erosivo ou um impacto com outro corpo celeste, há bilhões de anos.

Além de vulcanismo, há uma série de outras possíveis origens. Orcus Patera pode ser uma grande cratera de impacto, originalmente redonda, posteriormente deformados por forças de compressão. Alternativamente, ele poderia ter se formado após a erosão de crateras alinhadas. No entanto, a explicação mais provável é que ela foi feita em um impacto oblíquo, de um objeto de pequeno porte que teria atingido Marte a partir de um ângulo raso em relação à horizontal, menor que 5 graus.





Transformações

A existência de forças tectônicas em Orcus Patera é evidente pela presença de numerosos "grabens", estruturas semelhantes aos vales de rift ( Localizado na Africa recortando o Quenia de norte a sul) que cortam toda a borda. Alguns grabens chegam a 2.5 km de largura e estão orientados no sentido leste-oeste e só estão visíveis na borda da cratera e nas imediações.

No interior da depressão os grabens de grande porte não são visíveis e foram provavelmente cobertos por sedimentos depositados ao longos do tempo. Entretanto, a presença de grabens menores indica que diversos eventos tectônicos ocorreram ali, sugerindo que múltiplos episódios de deposição aconteceram no interior da cratera.

Além das forças de compressão, uma série de sulcos mostra que a ação dos ventos também colaborou no desenvolvimento de Orcus Patera. As feições escuras próximas ao centro da depressão foram provavelmente esculpidas por processos eólicos, que redistribuiu o material escuro escavado pelo impacto do objeto.


No entanto, a presença dos grabens ou dos sulcos não tem qualquer influência sobre a formação de Orcus Patera e são consequências das forças que moldaram a cratera durante milhões de anos. A verdadeira origem da depressão continua a ser estudada e até um veredito final, a origem de Orcus Patera continua sendo um enigma.


Fontes:

http://www.apolo11.com/spacenews.php?posic=dat_20100830-112141.inc

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/790207-mars-express-registra-nova-imagem-de-cratera-misteriosa-de-marte.shtml

http://www.esa.int/SPECIALS/Mars_Express/SEMDV9BO3DG_0.html