terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Missão lunar japonesa fornece vislumbre sobre formação da Lua


Dados provenientes da recém-desativada sonda espacial Kaguya sustenta a teoria de que a crosta da Lua congelou a partir de um oceano de magma

A principal hipótese sobre a formação da Lua sustenta que um gigantesco impacto há bilhões de anos fez com que uma enorme massa de material planetário fosse separada da Terra, que se aglutinou para formar nosso satélite.

No entanto, como concluíram pesquisadores que estudaram as amostras trazidas pela Apollo 11 em 1969, esse processo de coalescência não foi tranquilo – o calor da fusão deixou a Lua em formação coberta por um oceano de magma. Conforme esse oceano resfriou, seus componentes mais leves subiram para a superfície, formando uma camada externa que recobriu outras de rochas mais densas.

Recentemente, uma pesquisa geológica realizada utilizando-se dados coletados pela recém-desativada sonda Kaguya endossa a hipótese do oceano de magma, constatando que a camada superior da crosta lunar é, de fato, rica em rochas de baixa densidade de pureza excepcional. Os resultados da Agência de Exploração Aeroespacial Japonesa, responsável pela Kaguya, anteriormente conhecida por SELENE (Selenological and Engineering Explorer), foram publicados na Nature ( a SCIENTIFIC AMERICAN faz parte do grupo editorial da Nature).

A sonda orbital Kaguya procurou por anortosito, um tipo de rocha composto essencialmente por plagioclásio, mineral de baixa densidade. A sondagem efetuada pelo orbitador descobriu que nas crateras e bacias jovens encontradas nas terras altas – terreno que constitui a maior parte da crosta lunar – o anortosito além de prevalecer era quase totalmente puro, isto é, a rocha era composta praticamente por 100% de plagioclásio. Os autores do estudo especulam que uma camada global da crosta lunar, de 3 km até 30 km abaixo da superfície, possa ser composta do excepcionalmente puro anortosito.

A quase exclusiva presença na crosta dessa rocha leve e flutuante indica um processo de formação idêntico através de toda a Lua, como um oceano de magma. Os resultados da Kaguya mostram que a formação de anortosito “é realmente um processo global”, observa John Longhi, petrologista do Observatório da Terra Lamont-Doherty, da Columbia University, e atualmente acadêmico convidado da Duke University, que não contribuiu para o estudo. “Embora eu tenha proposto outro modelo, essa pesquisa sugere que realmente não haveria outro meio para a formação da crosta lunar que não através do oceano de magma”.

Os comentários de Longhi são significativos, já que Paul Warren, geoquímico da University of California, em Los Angeles, o considera “o autor do modelo que mais se opõe ao do oceano de magma”. Nesse modelo, a rocha rica em plagioclásio elevou-se para a parte superior da crosta como resultado de um reaquecimento após a cristalização de um oceano de magma. Outras teorias descartam inteiramente a necessidade de um oceano de magma.

Warren, que não participou do estudo Kaguya, diz que a nova pesquisa sobre o anortosito “implica que deveria haver um processo incrivelmente eficiente de purificação desse mineral”. A predominância e pureza dessa rocha “não se coaduna com um modelo onde se tem coisas acontecendo de forma sequencial”, observa. “Tudo indica um processo global consistente, que é mais facilmente explicável pelo modelo do oceano de magma”.

Tanto Longhi quanto Warren guardam certo ceticismo sobre o extraordinário nível de pureza do plagioclásio no anortosito detectado pela Kaguya, mas sustentam que as implicações gerais continuam relevantes. Uma composição extremamente homogênea é praticamente impossível de se encontrar por meio de sensoriamento remoto da Lua, observa Warren, porque o solo lunar é composto de uma mistura de poeira que certamente contaminaria, até certo ponto, qualquer tipo de superfície. “Quaisquer que sejam as composições extremas que possam existir na crosta abaixo, certamente estão cobertas” pelo depósito de solo, acrescenta.

“Acredito ser um pouco difícil acreditar em tudo”, observa Warren a respeito do estudo da Kaguya. “No entanto, mesmo que os detalhes estejam um pouco exagerados, a importância do que eles obtiveram é notável”.



Scientific American

domingo, 13 de dezembro de 2009

Sonda Cassini capta imagens geométricas inéditas em Saturno


Imagens surpreendentes e inéditas foram captadas pela sonda Cassini (Nasa e ESA) no polo norte de Saturno. As formas geométricas lembram figuras de um caledoscópio.

São figuras em hexagonal descobertas anteriormente pela sonda Voyager, da agência espacial americana, há 30 anos. "Trata-se de uma das coisas mais estranhas que já vimos em todo o sistema solar", declarou Kevin Baines, cientista do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa (JPL).

"A longevidade do hexágono o transforma em algo especial, como as estranhas condições meteorológicas que dão origem à Grande Mancha Vermelha descoberta em Júpiter", acrescentou Kunio Sayanagi, cientista responsável pela sonda Cassini no Instituto Tecnológico da Califórnia (EUA).

O misterioso formato foi localizado no polo norte do planeta, a 77 graus de latitude e seu diâmetro seria duas vezes o da Terra. Os especialistas acreditam que os jatos que dão essa forma à região se deslocam cem metros por segundo.

As câmeras de luz visível da sonda Cassini têm maior resolução que a Voyager e os cientistas conseguiram chegar à imagem final combinando 55 figuras.

O grande desafio é entender o que provocou exatamente a formação do hexágono em Saturno e como essa forma conseguiu se manter intacta durante tanto tempo. Os cientistas buscam um modelo para estudar os padrões de circulação atmosférica no planeta, já que este não possui massas oceânicas que amplie as condições meteorológicas como na Terra.

"Agora que podemos ver ondulações e formas circulares em vez de manchas podemos tratar de resolver mistérios que nos ajudarão a responder dúvidas em nosso próprio planeta", concluiu Baines.


segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Cientistas criticam proposta de "2012" e indicam cenários de fim do mundo


A Nasa (agência espacial norte-americana) criticou a Sony em outubro por sugerir, em sua campanha publicitária para o filme "2012", que o mundo acabaria em 2012.

No ano passado, o Cern (Centro Europeu de Pesquisas Nucleares), também assegurou que o mundo não acabaria tão cedo --portanto, acho que tudo isso é uma boa notícia para quem fica nervoso facilmente. Com que frequência vemos duas instituições científicas top de linha como essas nos garantindo que está tudo bem?

Por outro lado, é meio triste, se você estava ansioso por tirar umas férias das prestações do imóvel para financiar uma última festança.

As declarações do Cern tiveram a intenção de aliviar temores de que um buraco negro sairia de seu novo Grande Colisor de Hádrons (LHC) e engoliria a Terra.

O pronunciamento da Nasa, na forma de vários posts em sites e um vídeo postado no YouTube, foi uma resposta a temores de que o mundo fosse acabar no dia 21 de dezembro de 2012, quando um ciclo de 5.125 anos conhecido como Grande Contagem no calendário maia teoricamente chegaria a um fim.

Filme

O burburinho em torno do fim dos dias atingiu o auge com o lançamento do filme "2012", dirigido por Roland Emmerich, que já trouxe desgraças fictícias para a Terra anteriormente, com alienígenas e geleiras, em "Independence Day" e "O Dia Depois de Amanhã".

No filme, o alinhamento entre o Sol e o centro da galáxia, no dia 21 de dezembro de 2012, faz com que o astro fique ensandecido e lance na superfície da Terra inúmeras partículas subatômicas ambíguas conhecidas como neutrinos.

De alguma forma, os neutrinos se transformam em outras partículas e aquecem o centro da Terra. A crosta terrestre perde suas amarras e começa a se enfraquecer e deslizar por aí.

Los Angeles cai no oceano; Yellowstone explode, causando uma chuva de cinzas no continente. Ondas gigantes varrem o Himalaia, onde governos do planeta tinham construído em segredo uma frota de arcas, nas quais 400 mil pessoas selecionadas poderiam se abrigar das águas.

Porém, essa é apenas uma versão do apocalipse. Em outras variações, um planeta chamado Nibiru colide com o nosso ou o campo magnético da Terra enlouquece.

Existem centenas de livros dedicados a 2012, e milhões de sites, dependendo de que combinação de "2012" e "fim do mundo" você digite no Google.

"Tolices"

Segundo astrônomos, tudo isso é besteira.

"Grande parte do que se alega que irá ocorrer em 2012 está baseada em desejos, grandes tolices pseudocientíficas, ignorância de astronomia e um alto nível de paranoia", afirmou Ed Krupp, diretor do Griffith Observatory, em Los Angeles, e especialista em astronomia antiga, em um artigo publicado na edição de novembro da revista "Sky & Telescope".

Pessoalmente, adoro histórias sobre o fim do mundo desde que comecei a consumir ficção científica, quando era uma criança. Fazer o público se borrar nas calças é o grande lance, desde que Orson Welles transmitiu a "Guerra dos Mundos", uma notícia falsa sobre uma invasão de marcianos em Nova Jersey, em 1938.

No entanto, essa tendência tem ido longe demais, disse David Morrison, astrônomo do Ames Research Center da NASA, em Moffett Field, Califórnia. Ele é autor do vídeo no YouTube refutando a catástrofe e um dos principais pontos de contato da agência sobre a questão das profecias maias prevendo o fim dos dias.

"Fico com raiva de ver como as pessoas estão sendo manipuladas e aterrorizadas para alguém ganhar dinheiro", disse Morrison. "Não há direito ético que permita assustar crianças para ganhar dinheiro".

Desesperados

Morrison afirmou receber cerca de 20 cartas e mensagens de e-mail por dia de pessoas até da Índia, assustadas até o último fio de cabelo. Em uma mensagem de e-mail, ele anexou exemplos que incluíam uma mulher perguntando se deveria se suicidar, matar sua filha e seu bebê ainda no útero. Outra mensagem veio de uma pessoa questionando se deveria sacrificar seu cachorro, a fim de evitar o sofrimento de 2012.

Tudo isso me fez lembrar os tipos de cartas que recebi no ano passado sobre o suposto buraco negro do Cern. Isso também era mais ficção científica do que fato científico, mas aparentemente não há nada melhor que a morte para nos aproximar de domínios abstratos como física e astronomia. Nessas situações, quando a Terra ou o Universo não estão nem aí para você e seus entes queridos, o cósmico realmente se torna algo pessoal.

Morrison disse não culpar o filme por todo o burburinho, não tanto quanto os vários outros divulgadores das previsões maias e a aparente incapacidade de algumas pessoas (e isso se reflete em vários aspectos da nossa vida nacional) de distinguir a realidade da ficção. Porém, ele disse, "meu doutorado foi em astronomia, não em psicologia".

Em mensagens de e-mail, Krupp disse: "Sempre estamos incertos em relação ao futuro, e sempre consumimos representações dele. Somos seduzidos pelo romantismo do passado longínquo e pela escala exótica do cosmo. Quando tudo isso se junta, ficamos hipnotizados".

O porta-voz da Nasa, Dwayne Brown, afirmou que a agência não faz comentários sobre filmes, deixando essa tarefa para os críticos de cinema. No entanto, quando se trata de ciência, disse Brown, "achamos que seria prudente oferecer um recurso".

Aquecimento global

Se você quer ter algo para se preocupar, afirma a maioria dos cientistas, deve refletir sobre as mudanças climáticas globais, asteróides ou guerra nuclear. Porém, se a especulação sobre as antigas profecias mexem com você, aqui estão algumas coisas, segundo Morrison e outros, que você deve saber.

Para começar, os astrônomos concordam que não há nada especial em relação ao alinhamento do Sol e do centro galáctico. Isso ocorre todo mês de dezembro, sem nenhuma consequência física além do consumo exagerado de panetones. De qualquer forma, o Sol e o centro galáctico não vão exatamente coincidir, nem mesmo em 2012.

Se houvesse outro planeta lá fora vindo em nossa direção, todo mundo já teria percebido. Quanto às violentas tempestades solares, o próximo auge do ciclo das manchas solares só ocorrerá em 2013, e será no nível mais suave, afirmam astrônomos.

O apocalipse geológico é uma aposta melhor. Já houve grandes terremotos na Califórnia, e provavelmente haverá outros. Esses tremores poderiam destruir Los Angeles, como mostrou o filme, e Yellowstone poderia entrar em erupção novamente com uma força cataclísmica, mais cedo ou mais tarde.

Nós e nossas obras somos, de fato, apenas passageiros frágeis e temporários na Terra. Porém, neste caso, "mais cedo ou mais tarde" significa centenas de milhões de anos --e haveria bastante aviso quando chegasse a hora.

Os maias, que eram astrônomos e cronometristas bons o suficiente para prever a posição de Vênus 500 anos no futuro, merecem coisa melhor.

O tempo maia era cíclico; especialistas como Krupp e Anthony Aveni, astrônomo e antropólogo da Colgate University, afirmam não haver evidências de que os maias achassem que algo especial ocorreria quando o marcador da Grande Contagem atingisse 2012. Existem referências em inscrições maias a datas antes e depois da atual Grande Contagem, afirmam os especialistas.

Sendo assim, continue pagando suas prestações normalmente.

Folha Online

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Câmeras a postos: Júpiter e a Lua estarão colados esta noite!


Se você gosta de espetáculos celestes é bom começar a cruzar os dedos e torcer para as nuvens sumirem. Afinal, hoje à noite Júpiter e a Lua estarão juntinhos no céu e não será nem um pouco justo que São Pedro atrapalhe este espetáculo, não é mesmo?


Hoje à noite, duas horas depois que o Sol se pôr, um belo fenômeno de conjunção vai acontecer acima do quadrante oeste. Apesar de estarem bastante distantes um do outro, o gigantesco planeta Júpiter parecerá quase colado a ainda crescente Lua, proporcionando um dos últimos espetáculos celestes do ano. Juntos no firmamento, posarão como verdadeiros astros de Hollywood, ávidos pelos milhares de cliques dos fotógrafos de plantão.

Atualmente, Júpiter se encontra a 768 milhões de quilômetros da Terra e apesar da grande distância brilha muito forte no firmamento, com magnitude negativa de 1.9, o que torna o gigante gasoso uma espécie de farol celestial. Perto de Júpiter a Lua está praticamente na esquina, a 397 mil km de distância. Em fase crescente, seu disco se apresenta 40% iluminado. Mesmo a distâncias tão diferentes, nesta noite os dois estarão tão próximos visualmente que entre eles não caberiam mais que três luas cheias.


Muito brilhante
Normalmente, fotografias da Lua cheia não são tão fáceis de serem feitas. O astro brilha excessivamente e a relação de contraste entre as áreas claras e escuras é tão alta que, ou se registra bem as áreas iluminadas ou as de sombra, tornando o objeto um verdadeiro desafio para ser fotografado.

O mesmo vale para as observações com binóculos, lunetas ou telescópios. O brilho é tão intenso que deixa todos os acidentes selenográficos muito chapados, sem detalhes ou texturas. Além disso, o forte brilho causa grande desconforto visual.


Esta noite

Nesta noite, no entanto, as coisas estarão bem melhores. A Lua apresenta apenas parte de sua face iluminada e todas as regiões montanhosas ou crateradas entre o dia e a noite receberão a luz solar obliquamente, tornando a observação muito mais interessante para quem quiser olhar nosso satélite com instrumentos. Áreas de sombra ganharão vida e as crateras parecerão muito mais detalhadas.


Vendo os astros
Apesar da Lua e Júpiter nascerem bem mais cedo, por volta do meio-dia, os dois só poderão ser vistos no céu uma ou duas horas após o pôr do sol, o que ocorre na Região Sudeste por volta das 19h30. Assim, o melhor horário para ver será mesmo a partir das 21 horas, quando o céu estiver bem escuro.

O fenômeno poderá ser acompanhado até aproximadamente meia-noite, quando os astros mergulharão abaixo do horizonte e não poderão mais serem vistos. É tempo mais que suficiente para você se preparar, ajustar sua câmera em um tripé e manter o eterno pensamento positivo para que São Pedro não estrague as coisas!

Fonte: apolo11

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Nasa e Microsoft anunciam portal de pesquisas sobre Marte


A Nasa (agência espacial americana) e a Microsoft, gigante do setor de informática, anunciaram nesta terça-feira (17) a criação de um portal sobre Marte, que ajudará os internautas a conhecer e ajudar mais nas pesquisas sobre o conhecido "planeta vermelho".

"Estamos em um momento da história em que todos querem ser exploradores", comentou Doug McCuistion, diretor do programa de exploração de Marte, no escritório da agência espacial americana em Washington.

"Com tantos dados das missões enviadas a Marte e que estão à disposição de todos, explorar o planeta virou uma tarefa conjunta de todos os seres humanos", completou.

McCuistion informou que colaborações são esperadas de todas as partes do mundo. "Isto ajudará no trabalho de um grupo de cientistas especializados", ressaltou.

O JPL deu como exemplo a criação de mapas que permitirão interpretar as mudanças na superfície marciana.

"Líderes da indústria, como Nasa e Microsoft, têm uma responsabilidade social, assim como um interesse particular em impulsionar a ciência e a educação tecnológica", afirmou Walid Abu Hadba, vice de desenvolvimento de plataformas da firma.

Além de ajudar nas pesquisas, os internautas poderão participar de salas de bate-papo, sugerindo perguntas e temas de discussão.

"Explorar Marte inspira pessoas de todas as idades. Estamos especialmente ansiosos para estimular os jovens a descobrirem mais sobre o planeta", afirmou Charles Elachi, diretor do JPL em Pasadena, no estado da Califórnia.

Folha Online

domingo, 8 de novembro de 2009

Espaço, a Fronteira Final?



Este ano marcou o 40o aniversário de dois eventos relevantes da exploração do espaço. Um deles, o desembarque da Apollo 11 na Lua, em 20 de julho de 1969, foi um marco da conquista tecnológica. O outro, a primeira exibição completa no notável filme de Stanley Kubrick, 2001: Uma odisseia no espaço, a deslumbrante interpretação das concepções de Arthur C. Clarke sobre o homem viajando pelo espaço sem volta.


Boa parte do material sobre esses eventos notou a enorme diferença entre a realidade – o homem não pisa na Lua desde dezembro de 1972 – e as ideias de Clarke. Artigos também questionaram até que ponto nosso país está de fato compromissado em gastar US$ 200 bilhões ou mais para voltar à Lua daqui a dez anos e depois disso, talvez, gastar ainda mais dinheiro para enviar homens a Marte.

Aos 15 anos, fiquei encantado com a chegada à Lua. Mapeei todas as missões Apollo, construí modelos em escala e sonhei em ser o primeiro astronauta canadense. Viagens humanas sempre prometeram impulsionar a ciência. Desde então, porém, mudou minha visão sobre o papel dos seres humanos na exploração do espaço. Eu ainda agarraria uma chance de ir para o espaço.

Mas hoje admito, como testemunhei no Congresso quase uma década atrás (coincidentemente, ao lado de Buzz Aldrin, da Apollo 11), que faria isso por diversão e não pelo avanço da ciência. O conhecimento científico mais interessante sobre o Universo deverá ser obtido por meio de naves espaciais não tripuladas, de robôs e muito menos dinheiro do que o necessário para tirar o homem da órbita terrestre.

Voos tripulados se mostraram extremamente caros e muito mais perigosos do que o programa Apollo nos levou a crer. Além disso, as dificuldades adicionais são muito mais mundanas do que sugerem a TV e os filmes de ficção científica. Não estamos parados por falta de força propulsora, embora os custos de combustível sejam um motivo para que os voos não tripulados sejam tão mais baratos; missões com seres humanos requerem uma parafernália para mantê-los vivos. O maior obstáculo para visitar Marte é a radiação cósmica. Durante os 18 meses ou mais necessários para essa missão, provavelmente os astronautas se exporiam a uma dose letal de radiação.

Nosso destino supremo talvez esteja nas estrelas, mas as limitações impostas pela física e por nossa biologia indicam que esse futuro deve se reservar às nossas crias mecânicas – os robôs – ou talvez aos computadores capazes de replicar vida orgânica em longas distâncias.

No curto prazo, podemos ainda ansiar por aventura e desejar, apesar dos custos enormes, colonizar a Lua e talvez Marte. Não me oponho a enviar homens ao espaço pela razão financeira. Mas deveríamos separar o financiamento da ciência do diversionismo causado por um programa espacial caríssimo. Também não deveríamos gastar fortunas em programas ineficientes como a Estação Espacial Internacional, de US$ 100 bilhões, que supostamente deveria fornecer informação científica mais abrangente do que como vivem os seres humanos a 320 km da Terra
por períodos prolongados.

O programa Apollo nos ensinou que vamos encarar dificuldades tecnológicas ainda maiores se a nação se concentrar em resolvêlos a um alto custo. Enfrentamos agora muitos desafios, das mudanças climáticas à independência energética, com os quais teremos de lidar mesmo premidos por nossa fome de viajar pelo espaço.

Não acredito que se trate de um jogo de soma zero. Talvez haja dinheiro para tudo isso: enviar homens ao espaço, praticar a melhor ciência fundamental possível e também enfrentar os problemas prementes aqui na Terra. Mas só o faremos se formos honestos em relação aos custos, e possíveis benefícios, da ciência para a humanidade. E não podemos fi ngir que uma base na Lua ou em Marte seja a panaceia para qualquer de nossos problemas cá embaixo.

por LAWRENCE M. KRAUSS


Scientific Americam Brasil

domingo, 1 de novembro de 2009

Nasa acha molécula orgânica em planeta fora do Sistema Solar


Pesquisadores da Nasa (agência espacial norte-americana) anunciaram a descoberta de química básica para a vida em um segundo e novo planeta quente e gasoso, muito distante do nosso Sistema Solar. Feito na terça-feira (20), o anúncio da pesquisa também informa que isso permite aos astrônomos avançar quanto a identificar planetas onde a vida possa existir.

O planeta, que leva o nome de HD 209458b, não é habitável, mas possui a mesma química que, se encontrada em um planeta rochoso no futuro, pode indicar a presença de vida.
"É o segundo planeta fora do nosso Sistema Solar em que água, metano e dióxido de carbono foram encontrados --elementos importantes para processos biológicos em planetas habitáveis", disse o pesquisador Mark Swain, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa. "A descoberta de componentes orgânicos nos dois exoplanetas já traz a possibilidade de que será corriqueiro encontrar planetas com moléculas que podem ser vinculadas à vida."

Os pesquisadores usaram dados de dois observatórios em órbita: os telescópios espaciais Hubble e Spitzer, para estudar o HD 209458b --que, além de quente e gasoso, é gigante (maior do que Júpiter) e orbita em uma estrela semelhante ao Sol por volta de 150 anos-luz de distância da Terra, na constelação de Pegasus.

Sequencial

A descoberta segue a uma outra, ocorrida em dezembro de 2008, que mostrou a presença de dióxido de carbono (CO2) em outro planeta do tamanho de Júpiter, o HD 189733b. Observações anteriores do Hubble e do Spitzer também tinham revelado que o planeta contém água em vapor e metano.

Para rastrear as moléculas orgânicas, a Nasa usou espectroscópios, instrumentos que dividem a luz em componentes para mostrar a "assinatura" de diferentes elementos químicos. Dados da câmera infravermelha do Hubble e do espectrômetro de multiobjetos mostraram a presença de moléculas, e dados do fotômetro e do espectrômetro infravermelho do Spitzer mediram as respectivas quantidades.

"Isso demonstra que nós podemos identificar as moléculas importantes nos processos de vida", disse Swain. Os astrônomos podem, a partir de agora, comparar as duas atmosferas de ambos os planetas, pelas diferenças e similaridades. Por exemplo: as quantidades de água e dióxido de carbono relativas a ambos os planetas são similares, mas o planeta HD 209458b mostra ter metano em abundância, quando comparado com o HD 189733b. "A alta abundância de metano está nos dizendo alguma coisa", disse Swain. "Pode significar que houve algo especial sobre a formação deste planeta."

"A detecção de compostos orgânicos não significa necessariamente que há vida em um planeta, porque existem outras formas para a geração destas moléculas", disse Swain. "Se detectamos compostos químicos orgânicos em um planeta rochoso como a Terra, nós vamos entender o suficiente sobre o planeta para descartar processos sem vida que poderiam ter conduzido os elementos químicos até lá."

Folha Online

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Nasa divulga nova imagem formada por redemoinhos em Marte



A agência espacial americana (Nasa) divulgou uma imagem inédita da superfície de Marte captada pela sonda espacial Mars Reconnaissance Orbiter (MRO). À primeira vista, a fotografia em alta definição lembra uma tatuagem. Mas as manchas pretas sobre a superfície vermelha, resultam de redemoinhos de poeira nas areias do planeta.


Os redemoinhos de poeira, fenômeno conhecido em inglês como dust devil (Poeira do Diabo), se caracterizam por ventos de rotação muito rápida que ocorrem em dias ensolarados, quentes e com baixa umidade. Por onde passam escurecem o solo. Em Marte não foi diferente e os redemoinhos criaram curiosos desenhos.

O fenômeno acontece quando o solo se aquece até uma determinada temperatura. O ar quente sobe em espiral e encontra outra porção de ar parado acima dele. Nessa dinâmica, o redemoinho ganha velocidade e levanta a poeira do solo, que se torna visível num formato de funil.

Normalmente, esse tipo de formação dura poucos minutos. Eles não são tão ameaçadores quanto os tornados, pois raramente a velocidade do vento passa de 100 km/h e não acontecem em situações de tempestade.

Outros eventos de redemoinhos em Marte já foram captados no passado. Na década de 70, a sonda espacial Viking fotografou pela primeira vez o fenômeno. Em 1997, a sonda Mars Pathfinder também detectou redemoinhos e mais tarde a sonda Spirit conseguiu capturar imagens do fenômeno bem ao seu lado.

www.apolo11.com

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Casa da Ciência leva a Astronomia ao 5º Festival Internacional de Porto Murtinho


Entre o dia 29 de outubro e 1 de novembro acontece a 5ª edição do Festival Internacional de Porto Murtinho - Cultura, Turismo e Pesca. Serão cinco dias de programação agregando a cultura local e também parte da cultura sul-americana com a participação dos países vizinhos, Argentina, Bolívia e Paraguai.

azendo parte desse grande festival, que tem como objetivo a integração de povos e suas culturas, o programa de extensão Casa da Ciência de Campo Grande, pertencente ao Departamento de Física da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul leva a Astronomia a Porto Murtinho.

Por meio do Clube de Astronomia Carl Sagan, projeto que compõe a Casa da Ciência, será realizado a exposição de astrofotografias com abertura no dia 30 de outubro, às 9h no Museu Dom Jaime Aníbal Barrera, que terá suas portas abertas durante os cinco dias de festival. Serão cinquenta imagens de 90x90 cm, incluindo fotos da lua, planetas, galáxias, aglomerados, obtidas pelo telescópio Hubble. E para compor as noites de festival, será realizado observações astronômicas com uso de um Telescópio modelo Schmidt-Cassegrain em que será possível ver com alta resolução a Lua e Júpiter a beira do Rio Paraguai.

Essa atividade de divulgação da ciência integra o cronograma mundial de atividades em comemoração do Ano Internacional da Astronomia, celebrando os quatro séculos desde as primeiras observações telescópicas do céu feitas por Galileu Galilei.

O Festival

O foco do festival é a tradicional disputa dos Touros: Bandido e Encantado, um misto de religiosidade e folclore. Durante a apresentação eles disputam a paternidade legítima do Touro Candil. A apresentação folclórica faz parte da cultura paraguaia e está inserida na festa da padroeira de Porto Murtinho, a Virgem Santa de Caacupê.

A programação diversificada durante todas as noites é pensada para agradar e divertir o público, com shows e apresentações artísticas e culturais, exposição de artesanato e participação de municípios da região sudoeste e entorno e de países vizinhos.

Haverá também outras atrações, como a corrida de chalana, corrida de barcos, dividida em duas categorias, 15 HP e 25 HP, torneio de pesca infantil, juvenil e feminino, torneio de pesca embarcada, além da travessia do rio a nado dividida nas categorias feminina e masculina, canoagem e triatlo.

Feira Central recebe Exposição de Astrofotografia e Observação Astronômica


O Clube de Astronomia Carl Sagan é um dos projetos desenvolvidos pelo programa de extensão "Casa da Ciência de Campo Grande", da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). A Casa da Ciência tem como objetivo principal popularizar e democratizar o acesso às informações científicas e tecnológicas. Por este motivo, nesta sexta-feira, 23, e sábado, 24, das 19 às 23 horas, acontece na Feira Central de Campo Grande, uma Exposição de Astrofotografia e uma Observação Astronômica aberta ao público.

Durante o evento, acadêmicos e professores da UFMS desenvolverão atividades de divulgação da astronomia e observação noturna. Para isso, utilizarão dois telescópios (um Newtoniano e um Cassegrain), binóculos e um notebook acoplado a uma TV LCD de 42, para simulação de um céu gerado por um planetário virtual.

Estas atividades fazem parte das comemorações do Ano Internacional da Astronomia, que em 2009 celebra os quatro séculos desde as primeiras observações telescópicas do céu feitas por Galileu Galilei. Esta é uma comemoração global da Astronomia e suas contribuições para o conhecimento humano.

Durante as celebrações são enfatizadas a educação, o envolvimento do público e o engajamento dos jovens na ciência, por meio de atividades locais, nacionais e globais.

Mais informações sobre esta ação nos telefones (67) 3345-3679 ou (67) 8427-8642, com o professor Hamilton Corrêa, ou ainda no site: www.casadaciencia.ufms.br

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Astrônomos descobrem o maior anel planetário do Sistema Solar


Uma busca especulativa por um cinturão de destroços criado por uma das luas externas de Saturno resultou no que parece ser o maior anel planetário conhecido do Sistema Solar.

O anel recém-descoberto, associado à distante lua Phoebe, encontra-se a aproximadamente 12,5 milhões de quilômetros de Saturno ─ se não mais ─, de acordo com o artigo publicado na Nature, na semana passada, anunciando a descoberta. Para se ter uma ideia, a borda externa do maior anel mais próximo de Saturno, conhecido como anel E, está a menos de meio milhão de quilômetros do planeta. O gigante gasoso tem sete anéis principais ─ denominados de A a G, na ordem em que foram descobertos ─ formados por gelo, rochas e poeira, com espaços e divisões ainda maiores entre eles.

Usando um instrumento infravermelho a bordo do Telescópio Espacial Spitzer da Nasa, a cientista planetária Anne Verbiscer da University of Virginia, juntamente como o astrônomo Michael Skrutskie, da mesma universidade e Douglas Hamilton, também astrônomo, mas da University of Maryland College Park, esquadrinharam parte da região entre Saturno e Phoebe, que orbita o planeta a uma distância de aproximadamente 13 milhões de quilômetros. Nos dados coletados pelo Spitzer, os pesquisadores detectaram emissão térmica de um anel extremamente grande de destroços, que se estende por quase 5 milhões de quilômetros. (Apesar da cobertura incompleta, Verbiscer e colaboradores também analisaram observações feitas por outros pesquisadores para ampliar o escopo do levantamento, mas o anel pode se estender muito além dos limites das imagens que dispõem).

“Ele é enorme”, comenta Verbiscer. Se fosse suficientemente brilhante para ser visto da Terra, ele tornaria desprezível o tamanho de outros objetos no céu noturno. “Daria para colocar uma lua cheia de cada lado de Saturno”, comenta.

Dois especialistas em sistemas planetários com anéis que participaram na semana passada da Reunião Anual da Sociedade Astronômica Americana ─seção sobre Ciências Planetárias ─ em Fajardo, Porto Rico, onde Verbiscer e colegas apresentaram sua descoberta, consideram a explanação convincente. “Ver para crer, e não resta nenhuma dúvida, quando se observam as fotos de que esse anel gorducho esteja realmente lá”, observa Mark Showalter, astrônomo planetário do Instituto SETI, em Mountain View, California. “A detecção foi perfeita.”

Linda Spilker, especialista em anéis planetários do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, em Pasadena, Califórnia, acredita que a combinação entre os dispositivos de imageamento do Spitzer e a modelagem numérica de como seria o anel é convincente. Como cientista vice-líder do projeto para a exploração de Saturno com a sonda Cassini, Spilker avalia que não é de surpreender que a Cassini, equipada com um analisador de poeira cósmica, não tenha detectado o anel difuso durante seu encontro com Phoebe, em 2004. Ela considera que o anel “não é um conjunto completo de partículas”, destacando que seria fácil atravessá-lo, sem que fosse notado.

No artigo, os autores especulam que impactos meteóricos na superfície escura e fortemente craterada de Phoebe liberaram as partículas que formam o anel. Essa afirmativa pode explicar a superfície com duas tonalidades de Iapetus, uma lua de Saturno interna à órbita de Phoebe. Partículas menores do anel criado por Phoebe podem ter migrado para dentro, onde finalmente foram varridas por Iapetus, depositando em sua face dianteira, uma película de material escuro ─ uma previsão criticada durante décadas, mas que concorda com as observações. A presença do anel de destroços significa que esse processo está em andamento.

Anéis fracos como esse criado por Phoebe são relativamente comuns, embora seja difícil detectá-los, porque a maioria dos pequenos satélites está sujeita a impactos que podem levantar poeira e destroços. Anéis semelhantes formados por poeira de luas foram encontrados em outros locais do Sistema Solar. “Este é um fenômeno bastante comum, só que nunca tinha sido observado na escala do anel de Phoebe”, avalia Showalter. Spilker observa que “sempre que um a lua é encontrada e houver bombardeio de micrometeoritos, haverá uma fonte de poeira, e é bem possível que a poeira possa se expandir e formar um anel”.

O grupo de Verbiscer teve muita sorte de poder fazer a pesquisa perto de Phoebe: em maio, a espaçonave Spitzer teve uma perda do liquido de refrigeração criogênica, exatamente três meses depois de a investigação de Phoebe ter sido feita. Na nova condição “mais aquecida” do telescópio (mas ainda bem abaixo de -200º C), vários instrumentos do Spitzer não funcionaram com a sensibilidade total, incluindo o escâner infravermelho de 24 mícrons do Fotômetro de Imageamento Multibanda que foi usado para detectar o novo anel. Esse desvio da missão significa que as observações posteriores terão de ser conduzidas com outros instrumentos ou espaçonaves, provavelmente não tão bem preparadas para a tarefa.

O pedido de tempo para observação de anéis eventuais com o Spitzer foi submetido há vários anos, mas não teve prioridade alta, observa Verbiscer ─ talvez porque fosse “completamente especulativo” sair por aí procurando um provável anel.

“Só é possível observar com o Spitzer de seis meses em seis meses, e em cada período há uma janela de observação de cerca de 20 dias”, revela a especialista em planetas. “Nós quase perdemos o trem durante aquelas janelas de observação, e isso realmente aconteceu na última janela para Saturno, enquanto o telescópio ainda dispunha de refrigeração criogênica”.

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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Brasil constrói primeiro laboratório para estudar o Universo


O Brasil está prestes a ter o seu primeiro laboratório voltado para o estudo da origem e desenvolvimento do Universo. A inauguração está prevista para acontecer em 2010 no Observatório de Abrahão de Moraes, em Valinhos, na região metropolitana de Campinas (SP).

O projeto é vinculado ao Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo (USP). As pesquisas devem avançar no campo da busca pela vida fora da Terra, exoplanetas e exoluas, além de possíveis locais habitáveis no Sistema Solar. Para tanto, diversas disciplinas estarão envolvidas como astrononomia, biologia molecular, química, meteorologia, geofísica e geologia.

A grande novidade será a instalação da primeira câmara de simulação de ambientes espaciais do hemisfério Sul que já está em construção no local. “Com a câmara, conseguiremos simular parâmetros de ambientes fora da Terra, como as condições do espaço ou de outros planetas", conta Douglas Galante, coordenador do projeto.

Será possível entender por exemplo, como um organismo vivo sobreviveria em Marte, recriando características fiéis do planeta dentro do laboratório, controlando variáveis como temperatura, pressão atmosférica e a radiação ultravioleta.

O objetivo do Brasil é disponibilizar o laboratório para pesquisas científicas nacionais e internacionais e assim contribuir para questões em torno da origem do Universo.


Foto: Em 1996, cientistas se depararam com essa estrutura miscroscópica encontrada em um meteorito proveniente de Marte e localizado na Antártida. Na ocasião pensou se tratar de algum tipo de microorganismo, mas estudos posteriores afastaram essa hipótese. Crédito: Nasa.

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domingo, 11 de outubro de 2009

Nasa anuncia sucesso ao espatifar sondas na Lua em busca de água


A Nasa (agência espacial norte-americana) anunciou sucesso ao espatifar duas sondas no polo Sul da Lua, cujo objetivo era encontrar água que estivesse escondida. Não houve, no entanto, as prometidas fotos ao vivo.

Primeiro, um casco vazio do foguete de lançamento da sonda desta missão, com peso de 2,2 toneladas, caiu no polo Sul da Lua às 8h31. Quatro minutos depois a sonda com câmera fotografou a primeira queda para, em seguida, dar o seu mergulho mortal.

A menor sonda tinha cinco câmeras e outros quatro instrumentos científicos, e a Nasa tinha anunciado transmissão ao vivo em seu site. Mas essas imagens não foram veiculadas.

Oficiais da agência disseram que têm certeza de que as duas sondas se espatifaram e que os equipamentos funcionaram, mas que as fotos foram perdidas.

As colisões intencionais tinham intenção de espalhar quilômetros de poeira lunar, segundo expectativa da Nasa --o objetivo era analisar a nuvem de poeira levantada, e procurar por vapor-d'água nela. Entretanto, embora a Nasa tenha alegado sucesso na empreitada, as imagens ainda não foram divulgadas. Uma das possibilidades levantadas por especialistas da agência é a de que as imagens precisam de clareamento, feito por intermédio de softwares de edição, para que sejam veiculadas

A sonda espacial é chamada LCROSS, abreviação em inglês para Satélite de Sensoriamento e Observação das Crateras Lunares.

Folha Online

terça-feira, 6 de outubro de 2009

O Avanço da Astronomia no Brasil


A astronomia brasileira está conquistando um novo estágio em sua história. Isso fi cou claro na realização da Assembleia Geral da IAU no Rio de Janeiro, entre 3 e 14 de agosto passado. Na avaliação dos aproximadamente 2.500 cientistas participantes, o encontro foi um dos melhores dos últimos tempos.


A escolha das sedes das assembleias da IAU é definida especialmente pelo interesse da comunidade internacional pela atividade astronômica no país e pela competência dos anfitriões em organizar um evento tão complexo como esse. Ao longo de duas semanas foram realizados 31 congressos, sendo 19 deles com brasileiros em seus comitês científicos.

Essa participação não foi apenas por cortesia dos estrangeiros, pois a reputação de um congresso é avaliada pela estatura científica do comitê. A comunidade internacional já havia notado que nossa astronomia cresce a uma taxa acima de 10% ao ano em termos de publicações e formação de doutores desde 1970. Esse crescimento é ímpar no mundo. Além disso, o Brasil tem investido em projetos de grande porte, como os telescópios Gemini de 8 metros (no Havaí e Andes chilenos) e o Soar de 4 metros (nos Andes chilenos). Alguns de nossos astrônomos têm demonstrado competência na gestão desses projetos, como também em comissões internacionais que publicam revistas científicas e a própria IAU, onde temos a vice-presidência.

Para os pesquisadores e estudantes da área, o acesso a dados científicos nunca foi tão abundante. Além dos telescópios Gemini e Soar, compramos acesso temporário ao Telescópio Canadá-França-Havaí (CFHT, na sigla em inglês), de 3,6 metros, no Havaí; por troca de tempo com o telescópio Gemini temos acesso aos telescópios Keck de 10 metros e ao Subaru de 8 metros (ambos no Havaí). E, por troca de tempo com o Soar, temos acesso ao Telescópio Blanco de 4 metros (no Chile).

Os pesquisadores e estudantes de pós-graduação têm demonstrado habilidade no uso desses recursos. No Gemini e Soar, nossa comunidade publica o dobro de artigos científicos (por unidade de tempo disponível) que os parceiros de melhor performance. Isso encorajou o ministro de Ciência e Tecnologia a anunciar, durante o encontro, que a cota de acesso ao Gemini será duplicada em 2010 e que o governo está estudando a participaçãodo Brasil no telescópio de 42 metros (o Extremely Large Telescope) que a Europa planeja construir nos Andes chilenos. O capital viria dos trabalhos de construção civil por companhias brasileiras que já operam na região e pelo fornecimento de aço e alumínio.

Uma área muito dinâmica e com potencial de melhoria de nossos processos industriais é a fabricação de instrumentos de observação. Construir telescópios dá dinheiro, mas, como duram muito tempo, só poucas empresas no mundo se interessam por esse mercado. Os instrumentos, em contrapartida, podem ser renovados a cada poucos anos, dependendo do aparecimento de detectores de melhor performance, componentes ópticos de melhor transmissão de luz, computadores mais velozes ou de maior capacidade de memória e sistema de controle das oscilações atmosféricas como a óptica adaptativa.

Ainda este ano o Brasil vai colocar dois espectrógrafos de campo integral para funcionar no Soar (o SIFS e o BTFI). Um terceiro espectrógrafo, mono-objeto, mas de alta resolução espectral (Steles), irá para lá no próximo ano. Instrumentos desse porte são chamados de“classe mundial” e envolvem tecnologia de ponta em óptica, mecânica e controle. Além de permitir o aumento de qualidade e quantidade de dados em comparação aos equipamentos de geração anterior, eles são um excelente cartão de visita para os usuários estrangeiros, certificando nossa capacidade técnica.

Uma outra fonte importante de dados são os observatórios virtuais. Com o aumento da capacidade computacional e do poder de comunicação da Internet é possível oferecer as bases de dados já coletados por telescópios em solo e no espaço. Essa organização mundial se chama International Virtual Observatory Alliance (Ivoa), da qual o Brasil passou a fazer parte desde maio passado, através do Brazilian Virtual Observatory (Bravo). Qualquer internauta, ao acessar um observatório virtual, pode requisitar que o ponto do céu em que está interessado seja apresentado em diferentes janelas espectrais. Ou seja, os observatórios virtuais permitem uma visão multiespectral do céu, varrendo a faixa de raios gama, raios X, ultravioleta, visível, infravermelho e rádio. As oportunidades de descobertas são enormes.

A Assembleia no Rio de Janeiro tomou diversas decisões para implementar um plano de expansão da astronomia no mundo. Esse plano decenal (2010-20) prevê, além do progresso instrumental, um maior impacto no sistema educacional e inclusão social. Foi lançado o Portal para o Universo (http://www.portaltotheuniverse.org), que congrega todos os recursos em astronomia. O programa aumentará o número de centros de pesquisa em países não desenvolvidos, entre outros objetivos.

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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Nasa precisa de Plutônio-238


Aparentemente, a NASA precisa de uma coisinha chamada de plutônio-238 para por os seus foguetões do espaço profundo a rugir, mas este combustível está a esgotar-se e o congresso Americano precisam de cerca de 30 milhões de dólares para fazer mai

A NASA já não produz plutônio-238 desde a década de 1980, optando por pedi-lo à mãe Rússia. E porque eles usam até 5 quilos do material por ano, seriam necessários 8 anos de produção para começar a satisfazer de novo a procura. Mas os 30 milhões solicitados ao congresso é apenas um começo, porque o programa de produção de plutónio-238 poderá custar até 150 milhões.

Porque o espaço profundo é extremamente frio, alcançando o zero absoluto, (o zero absoluto, não é equivalente a 0º centígrados como muitos julgam, mas sim a zero Kelvin (0 K) que corresponde à temperatura de -273,15 °C) as naves espaciais precisam de um combustível que gere uma grande quantidade de calor, para que possam converter essa energia em electricidade. O plutônio-238 gera naturalmente uma grande quantidade de calor quando atravessa a desintegração radioactiva (desintegração de um núcleo através da emissão de energia em forma de radiação), por isso é muitas vezes o combustível da escolha para estas aventuras da NASA, como viagens a Saturno e mais além.

Semana Mundial do Espaço


Estamos em plena Semana Mundial do Espaço.
Estabelecida pelas Nações Unidas, a semana do espaço é limitada por duas datas importantes: a 4 de Outubro de 1957 foi lançado o primeiro satélite artificial, Sputnik 1; a 10 de Outubro de 1967 foi assinado o Tratado Internacional que governa as atividades espaciais.


• A sincronização de eventos atrai a cobertura pelos meios de informação, que contribui para a educação do
público em relação à exploração do espaço.
• As datas que delimitam a Semana Mundial do Espaço comemoram acontecimentos marcantes da era espacial: no dia 4 de Outubro de 1957 foi lançado o Sputnik I, o primeiro satélite terrestre construído pelo homem. O Tratado de Exploração Pacífica do Espaço Exterior foi assinado pelos estados membros da ONU no 10 de Outubro de 1967.
Onde e como é celebrada a Semana Mundial do Espaço?
A Semana Mundial do Espaço é aberta à participação de todos. Ela é comemorada por agências governamentais, companhias, organizações sem fins lucrativos, professores e indivíduos.
Estes organizam eventos públicos, atividades escolares, ações de divulgação e páginas da Internet. Para obter informações sobre o que se passa no seu país, acesse ao sítio www.spaceweek.org. A Semana Mundial do Espaço é coordenada globalmente pela ONU com o apoio da Associação Internacional da Semana do Espaço (Spaceweek International Association). Em vários locais em todo o mundo, existem coordenadores nacionais. É possível consultar a lista de localidades e coordenadores, também no sítio www.spaceweek.org.

Como as Escolas podem participar?
A Semana M
undial do Espaço é a ocasião ideal para os professores recorrerem ao espaço como meio de estimular os estudantes para a matemática, ciência e outros assuntos. Para ajudar os professores nesta tarefa existe disponível, gratuitamente, no seguinte endereço www.spaceweek.org um Guia de Atividades para Professores (Teacher Activity Guide). Para encorajar a participação, a Associação Internacional da Semana do Espaço atribui prêmios a professores e estudantes, sendo que os vencedores galardoados numa gala global.

O que cada um pode fazer?
Todos são
convidados a:
• Organizar um evento durante a Semana Mundial do Espaço;
• Ajudar a coordenar a Semana Mundial do Espaço no seu país, região ou cidade. Os coordenadores convidam organizações a realizar eventos e relatam o
que está planejado;
• Solicitar aos professores para usar, durante a Semana Mundial do Espaço, o espaço como forma de estimular as crianças para a aprendizagem.
• Por favor complete o formulário "Eu Quero Ajudar" ("I Want to Help") em www.spaceweek.org, ou contate o seu coordenador nacional. Existe uma lista de coordenadores em www.spaceweek.org/locations. Obrigado pelo seu interesse na Semana Mundial do Espaço!


Sputnik


Comemoramos no último dia 04 o lançamento do primeiro satélite artificial.
A 4 de Outubro de 1957, o “companheiro” foi lançado ao espaço.
O lançamento do Sputnik iniciou a Era Espacial!

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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Formação de cometas pode não estar associada a rochas (ou gelo)


Novo modelo de formação de cometas revisa a teoria de sua origem

São raras as visitas que recebemos todos os anos, de viajantes procedentes das profundezas do espaço. Geralmente em missão de paz, esses intrusos passam suficientemente perto para serem vistos e depois seguem seu caminho.
Esses visitantes esporádicos são cometas, um aglomerado globular de gelo e poeira que se desgarrou de sua morada habitual ─ de alguns milhares a dezenas de milhares de vezes a distância da Terra ao Sol: a nuvem de Oort, assim chamada em homenagem ao astrônomo holandês Jan Oort, que previu sua existência em 1950.
Acredita-se que essa nuvem abrigue bilhões ou mesmo trilhões de cometas que ocasionalmente são lançados em trajetórias que os conduzem para dentro do Sistema Solar, por causa da passagem de estrelas próximas ou outras interações com outros objetos da Via Láctea.

Durante raros e extremos encontros estelares, muitos cometas da nuvem de Oort são arremessados para longe e alguns deles acabam executando órbitas que se aproximam da Terra, eventualmente podendo colidir com ela. Algumas teorias sustentam que essa precipitação de cometas poderia explicar alguns eventos de extinção na Terra, como por exemplo, o impacto de um asteróide ou cometa há 65 milhões de anos, provável causa da extinção dos dinossauros.

O senso comum sobre a dinâmica dos cometas há muito tempo sustenta que os cometas que conseguiram escapar de Júpiter ou Saturno, sem serem atraídos pelo efeito gravitacional desses dois planetas massivos, procedem da parte externa da nuvem de Oort, onde perturbações externas ao Sistema Solar podem ser sentidas com mais intensidade. Isso pode explicar a enorme extensão das órbitas cometárias, que levam centenas de anos para serem percorridas. A teoria é válida somente durante precipitação de cometas provocada pela passagem próxima de estrelas, e as violentas perturbações gravitacionais atraem os cometas da nuvem de Oort para dentro do Sistema Solar.

Estudo recente, publicado na Science online, sustenta que a maioria dos cometas que penetram no Sistema Solar ─ ou seja, que conseguem vencer a barreira formada por Júpiter-Saturno ─ de fato tem origem, em grande número, na ausência de uma perturbação gravitacional violenta, o que provocaria uma chuva de cometas. O mecanismo revelado pelos autores descarta a hipótese de precipitação de cometas teriam sido responsáveis pelas extinções em massa no passado.

Os objetos mais próximos do centro da nuvem Oort podem ser temporariamente lançados para as bordas por meio de interações com planetas massivos, de acordo com uma simulação feita pelo doutorando Nathan Kaib e seu orientador, Thomas Quinn, ambos da University of Washington, em Seattle. Segundo Kaib, esses cometas muito afastados podem, repentinamente, adquirir uma órbita mais longa e serem mais perturbados gravitacionalmente pelo meio interestelar, e ter suas órbitas tão alteradas, que não sentem o efeito da barreira formada por esses planetas massivos, ao retornar à região planetária: “Eles simplesmente saltam sobre a barreira Júpiter-Saturno.”
Kaib e Quinn estimam que mais da metade dos cometas provenientes da nuvem de Oort alcança nossas vizinhanças dessa forma, e pelo menos dois pesquisadores da área concordam que a simulação parece correta. "Esse mecanismo, essa trajetória dinâmica, como chamamos, poderia funcionar e contribuir significativamente", avalia Paul Weissman, pesquisador do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, na sigla em inglês), da Nasa, em Pasadena, Califórnia, não envolvido no estudo de Kaib e Quinn.

A pesquisa apresenta uma nova opção para a formação de cometas, pois "isso não tinha sido pensado antes e provavelmente ajudará a resolver problemas ─ onde existem discrepâncias entre o modelo convencional e as observações”, observa Scott Tremaine, astrofísico do Instituto de Estudos Avançados em Princeton, Nova Jersey, que também não participou desse estudo sobre a nuvem de Oort.

"Uma das questões é, que do ponto de vista convencional, o processo de formação cometária é bastante ineficiente. Para produzir o número de cometas que chegam até nós, seria necessário um disco protoplanetário realmente massivo, o que parece ser incompatível com as melhores estimativas feitas a partir de outras fontes", comenta Tremaine. "Isso poderia ajudar a resolver o problema".

Kaib e Quinn usaram o novo mecanismo, e o número observado de cometas, para fixar um limite superior para a quantidade de material contido no interior da nuvem de Oort. Considerando a eficiência do processo que permite aos cometas do interior da nuvem chegar até nós, “seria difícil incluir mais corpos, sem produzir um fluxo de cometas maior que o que observamos hoje”, analisa Kaib.

Usando esse limite superior, os pesquisadores criaram um modelo estatístico para estimar quantos cometas poderiam ter impactado na Terra em precipitações cometárias nas últimas centenas de milhões de anos. Kaib e Quinn encontraram um bombardeio de cometas no fim do Eoceno ─ cerca de 35 milhões de anos ─ que, segundo alguns pesquisadores, teriam provocado uma extinção parcial. Este provavelmente foi o maior evento observado nos últimos 500 milhões de anos.

Segundo Kaib, em termos estatísticos, aproximações de estrelas deveriam ocorrer a cada 50 ou 100 milhões de anos, por isso, o processo foi proposto como um possível mecanismo capaz de produzir esses eventos de extinção. No entanto, nós mostramos que é possível produzir um evento menor, e que não é necessário um mecanismo robusto para produzir múltiplos eventos de extinção.

O alcance dessas descobertas para desvendar a história de extinções na Terra, provavelmente, receberá mais críticas que o novo mecanismo proposto para a produção de cometas. “Claro, qualquer extrapolação é perigosa”, adverte Tremaine. “Esse que é um resultado interessante, mas não o mais importante do artigo, porque esse tipo de cálculo sempre envolve alguma extrapolação”.

Weissman avalia que os eventos de extinção estão associados a precipitação de cometas, e não a cometas em geral, e que mesmo uma quantidade reduzida de precipitação de cometas pode ter exercido papel relevante nas extinções. “Se a maior precipitação cometária observada não provocou uma grande extinção, isso não significa que outras precipitações não teriam provocado ou que provocarão grandes extinções”, e acrescenta que, provavelmente, a responsável por extinguir espécies não é a multiplicidade de eventos, mas sua intensidade.

Segundo Weissman, impactos no passado ─ provocados por precipitações ou objetos isolados associados à distribuição esperada de tamanho dos cometas ─ permitiram prever a ocorrência de vários grandes impactos, e cada um deles, poderia sim, ter provocado uma extinção.

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sábado, 26 de setembro de 2009

Venha Conferir a Semana de astronomia da UFMS.


Muitos eventos estão sendo realizados entre os dias 23 à 26 de setembro.
Lembrando que no dia 26 de setembro o clube comemora o seu segundo aniversário!!!
Clique em Leia Mais e confira a programação.

Segue abaixo agenda da semana e anexo o cartaz. Todos estão convidados, compareçam!!

de 23 a 25 de setembro
Exposição de astrofotografias "Uma viagem pelo espaço", ocorrerá na Unidade VII (em frente as quadras), entre as 8 e 20 h, são cinquenta imagens de 90X90 cm, incluindo fotos da lua, planetas, galáxias, aglomerados, etc.

23 de setembro
Minicurso de Stellarium "Operando um planetário virtual", ocorrerá no Telecentro da Casa da Ciência, na Unidade XI, Departamento de Química, entre as 14 e 16:30 h. Além de familiarizar o participante com o software Stellarium o curso também oferecerá noções de astronomia.

Teleciência " Colonizando o espaço, filme sobre a Estação Espacial Internacional". ocorrerá na sala de mestrado da Física, Unidade V (em frente as quadras), a partir das 17:15 h. Documentário sobre Estação Espacial Internacional, com entrevistas de astronautas e cosmonautas falando um pouco de como é a vida no espaço, além da apresentação de projetos futuros de exploração espacial e dos problemas enfrentados atualmente.

24 de setembro
Palestra: "Astronomia X Astrologia", ocorrerá na sala de mestrado da Física, Unidade V (em frente as quadras), a partir das 17:15 h. será ministrada pelo acadêmico de Física Johnathan Cabrera, trará uma interresante explanação das principais diferenças, não deixando de citar a origem comum, entre estas duas areas muitas vezes confundidas.

25 de setembro
Palestra: "Galileu e a ciência moderna". será ministrada pelo prof Dr. Alfredo Roque Salvetti - DFI/UFMS e ocorrerá no Anfiteatro 1, na Unidade VII, a partir das 15 h. Tratará das revoluções causadas por Galileu na Ciência, a partir dos seus métodos puramente científicos, não deixando de falar em astronomia.

Observação Astronômica, a partir das 18 h em frente ao "sucão", no fim do corredor central.

26 de setembro
Grande Observação Astronômica, a partir das 18 h em frente ao teatro Glaucy Rocha, veremos o gigante Júpiter, a Lua, além de outros astros.

sábado, 19 de setembro de 2009

Nasa divulga a mais detalhada imagem da galáxia de Andrômeda



Situada a 2.5 milhões de anos-luz da Terra, a Galáxia de Andrômeda é um dos mais belos objetos do céu noturno. Conhecida como M31, é a maior e mais próxima galáxia em espiral nas proximidades da Via Láctea, contra a qual deverá se chocar nos próximos bilhões de anos.

Através de uma série de imagens captadas pelo telescópio espacial Swift, cientistas da agência espacial americana registraram nos mínimos detalhes esse gigantesco objeto e produziram a mais completa imagem jamais vista da galáxia de Andrômeda. A imagem de alta resolução resultante revelou com clareza mais de 20 mil fontes de emissão ultravioleta, geradas essencialmente por estrelas quentes e jovens e também por densos aglomerados estelares.

Segundo o cientista Stefan Immler, que estuda as imagens do telescópio Swift junto ao Centro Espacial Goddard, da Nasa, além da riqueza de detalhes o que mais impressionou os pesquisadores foi a capacidade do Swift em mapear a galáxia em três comprimentos de onda diferentes dentro espectro ultravioleta, o que permitirá aos astrofísicos estudarem o processo de formação das estrelas de M31 de modo muito mais aprofundado do que o realizado até agora.

Andrômeda tem 220 mil anos-luz de diâmetro e para conseguir a imagem foram necessárias 330 observações, que resultaram em 24 horas de aquisição de dados. O resultado gerou uma gigantesca imagem de 85 gigabytes que precisou de dez semanas para ser processada. "Estou muito orgulhosa por essa nova visão da M31", disse a estudante Erin Grand, da Universidade de Maryland, que auxiliou Immler no trabalho.


Detalhes
Diversos detalhes são imediatamente visíveis na nova imagem. Chama a atenção a nítida diferença entre bojo central da galáxia e seus braços em espirais. "O bojo é mais suave e mais avermelhado porque está repleto de estrelas mais velhas e mais frias", disse Immler. "Poucas estrelas se formam nesta região porque a maior parte dos materiais necessários já se esgotaram".

Além do bojo central brilham as estrelas azuis, quentes e jovens, pois da mesma forma que na Via Láctea o disco e os braços em espiral de Andrômeda também contêm a maior parte do gás e partículas necessárias para formar as novas estrelas. São abundantes os aglomerados de novas estrelas que se formam nessa região com mais de 150 mil anos-luz de diâmetro.

Não existe um consenso entre os pesquisadores sobre o que provoca a excepcional formação de estrelas dentro desse verdadeiro "anel de fogo", mas estudos anteriores mostram que as forças de maré geradas por pequenas galáxias-satélites ao redor de M31 ajudam a impulsionar as interações no interior das nuvens de gás e que resultam em novas estrelas.


Supernova

Em 1885, Andrômeda foi palco da primeira supernova já registrada em qualquer galáxia além da Via Lactea. Na ocasião uma estrela explodiu no bojo central de M31 e seu brilho foi tão intenso que pode ser visto à vista desarmada até mesmo durante o dia. "Os cálculos mostram que ocorre uma supernova por século na galáxia de Andrômeda. Dessa forma não deveremos esperar muito tempo para que aconteça novamente", disse Immler.

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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Flagrante cósmico mostra galáxia roubando estrelas de sua vizinha


Um flagrante de proporções cósmicas acaba de ser capturado por um grupo internacional de astrônomos. As imagens mostram a ligação entre as galáxias de Andrômeda e do Triângulo.


Como acontece também entre as estrelas do cinema, havia suspeitas da relação, mas nenhuma prova até o momento. Em artigo publicado na edição desta quinta-feira (3/9) da revista Nature, os cientistas apresentam as provas da ligação e descrevem como galáxias maiores crescem ainda mais ao incorporar estrelas de galáxias vizinhas e menores.

Evolução das galáxias

Esse modelo de evolução galáctica, conhecido como hierárquico, estima que galáxias de grandes dimensões, como Andrômeda - que está no Livro dos Recordes e pode ser vista a olho nu do hemisfério Norte -, estariam envoltas por "sobras" de galáxias menores.

Pela primeira vez, astrônomos têm imagens que confirmam o modelo hierárquico. A descoberta, que incluiu pesquisadores da Austrália, França, Alemanha e do Reino Unido, foi coordenada por Alan McConnachie, do Instituto de Astrofísica Herzberg, do Canadá, e do Conselho Nacional de Pesquisa do país.

Galáxia vizinha

"A galáxia de Andrômeda é nossa vizinha gigante, localizada a mais de 2,5 milhões de anos-luz da Via Láctea. Nosso estudo incluiu uma área com diâmetro de quase 1 milhão de anos-luz, centrada em torno de Andrômeda. Trata-se da mais extensa e mais profunda imagem já feita de uma galáxia", disse Geraint Lewis, da Universidade de Sydney, na Austrália, outro autor do estudo.

Descobertas anteriores também apontam para a possibilidade futura de uma colisão entre Andrômeda e a nossa Via Láctea.

"Nós mapeamos os extremos inexplorados de Andrômeda pela primeira vez e encontramos estrelas e estruturas de grande porte que são remanescentes de galáxias menores e que foram incorporadas por Andrômeda como parte de seu contínuo crescimento", explicou.

Triângulo promissor

A maior surpresa, para o grupo, foi descobrir que Andrômeda estava interagindo com sua vizinha, a galáxia do Triângulo, que é visível do hemisfério Norte com o uso de um pequeno telescópio. "Milhões de estrelas da galáxia do Triângulo já foram 'puxadas' por Andrômeda como resultado dessa relação", disse Lewis.

Como paparazzi que estão sempre de plantão na casa de estrelas do cinema e da televisão, o grupo pretende continuar a observar o resultado da interação entre as galáxias, estimando que possa resultar em uma união muito mais sólida. "As duas poderão se unir inteiramente", disse Lewis.

Influência gravitacional

O estudo também indica que as galáxias são muito maiores do que se estimava, com sua influência gravitacional se estendendo muito além das estrelas mais próximas ao seu centro.

"Como Andrômeda é considerada uma galáxia típica, foi surpreendente ver como ela é vasta. Encontramos estrelas a distâncias de até 100 vezes o raio do disco central da galáxia", contou Lewis. Os astrônomos usaram para o estudo o telescópio Canadense-Francês-Havaiano, localizado no monte Mauna Kea, no Havaí.
Agência Fapesp

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Novos dados sugerem mudanças no modelo da Via-Láctea


Como todos sabemos, a Terra e nosso Sistema Solar se encontram no interior da Via-Láctea, uma galáxia em espiral que abriga mais de 200 bilhões de estrelas. Até recentemente os cientistas acreditavam que a Via-Láctea era composta de quatro braços principais, mas novas observações do telescópio Spitzer podem mudar esse conceito.

Da mesma maneira que os exploradores antigos mapearam os continentes, os astrofísicos modernos também mapeiam a estrutura espiral da Via-Láctea em busca de detalhes que possam ajudar a compreender um pouco mais sobre o local onde habitamos. E foi através desse mapeamento que descobriram que a elegante estrutura da Galáxia é dominada por apenas dois grandes braços, ao invés dos quatro até agora supostos.

Utilizando dados do telescópio espacial Spitzer, o astrofísico Robert Benjamin, da Universidade de Wisconsin junto a cientistas da Nasa criaram uma nova representação da Via-Láctea, que foi apresentada recentemente durante o 212º encontro da Sociedade Astronômica Americana.

De acordo com o modelo apresentado e visto na imagem acima, os dois maiores braços (Perseus e Scutum-Centaurus) partem das extremidades do eixo central da Galáxia, enquanto os dois braços menores e agora rebaixados (Norma e Sagitário) são menos imponentes e localizados entre os dos braços maiores.

Enquanto Perseus e Scutum-Centaurus são altamente densos, formados por um grande número de estrelas de todas as idades, Norma e Sagitário são primariamente preenchidos de gás e bolsões de atividade criados por estrelas em formação.


O Sol e a Via-Láctea
Assim como a Terra gira ao redor do Sol, toda a Via-Láctea descreve um movimento de rotação ao redor de um ponto central, mas seus componentes não se deslocam à mesma velocidade. As estrelas que estão mais distantes do centro movem-se a velocidades mais baixas do que aquelas que estão mais próximas.

Nosso Sol descreve uma órbita praticamente circular em torno da Via-Láctea e sua velocidade de translação é de 225 km por segundo. Para dar uma volta completa ao redor do centro da Galáxia o Sol leva aproximadamente duzentos milhões de anos. Como a idade da nossa estrela é de 5 bilhões de anos, podemos afirmar que desde que existe, o Sol já deu aproximadamente 25 voltas ao redor da Galáxia.

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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Astrônomos detectam planeta em fase final da vida


Imagine um planeta 10 vezes mais massivo que Júpiter, mas que orbita tão próximo da sua estrela- mãe que em menos de um dia consegue dar uma volta completa ao seu redor. Esse planeta não é hipotético e está com seus dias contados devido à gigantesca força gravitacional que atua sobre ele. O planeta vai morrer.

Esse estranho e distante mundo, batizado de WASP-18b, foi descoberto recentemente por cientistas da Universidade de St Andrews, na Escócia e segundo seus descobridores deverá ser mortalmente consumido pela estrela, localizada a 1.000 anos-luz de distância.


Forças de Maré
A interação gravitacional entre WASP-18b e WASP-18 cria fortes ondas gravitacionais - chamadas forças de maré - que esticam e comprimem o planeta, modificando sua órbita e fazendo-o "espiralar" em direção à estrela. Os pesquisadores ainda estão calculando a relação entre essas forças de modo a prever com exatidão quando de fato WASP-18-b será definitivamente tragado pela estrela-mãe, mas cálculos preliminares indicam que isso deve ocorrer nos próximos 500 mil anos, um tempo geologicamente muito pequeno.

Segundo o professor Andrew Collier Cameron, ligado ao Projeto Wasp e um dos autores do trabalho, a situação de WASP-18b é bastante bizarra. "No Sistema Solar, a força de maré freia a rotação da Terra e afasta a Lua 4 cm por ano. No caso de Wasp-18b é o contrário: ele orbita a estrela mais rapidamente do que a estrela gira, fazendo com que seja atraído por ela. O resultado é uma queda em forma de espiral, que terminará com o planeta consumido pela estrela antes de tocar sua atmosfera", explicou o pesquisador.

WASP-18-b orbita a apenas 3 milhões de quilômetros da estrela, aproximadamente 2% da distância entre a Terra do Sol. De acordo com Cameron, sua temperatura é de 2.100 graus Celsius


WASP
A descoberta de WASP-18-b foi feita pelo grupo de pesquisadores do Programa WASP (Wide Angle Search for Planets ou Busca por Planetas em Ângulo Largo), da Universidade de Keele, na Inglaterra e publicada esta semana pela revista Nature. Além da descoberta, o estudo também sugere que a estrela WASP-18 tenha aproximadamente 1 bilhão de anos, o que torna a observação de WASP-18-b um caso bastante raro, uma vez que as probabilidades de detecta-lo nesta fase final de sua vida é de cerca de 1 em 1000.

Caso o planeta tenha uma vida tão curta quanto estimado, seu decaimento será claramente mensurável dentro de uma década. "Não sabemos quanto tempo ele vai sobreviver, uma vez que não compreendemos plenamente como funciona os mecanismos de maré do Sol ou outras estrelas. Pode ter 500 mil anos ou meio bilhão de anos, mas espiralando rápido como está, em pouco tempo teremos uma resposta. Só temos que esperar e ser pacientes", disse o cientista.

www.apolo11.com

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Curiosidades da Astronomia


Claro que é ótimo saber um pouco mais sobre o céu e as estrelas, mas o que o povo gosta é de uma curiosidade, de uma fofoca que eu sei ! Então Clique no "Leia Mais" e Confira:

- O nome mais longo de estrela é Torcularis Septentrionalis, dado à estrela ômicron Piscium da constelação de Peixes

- A constelação do Cruzeiro do Sul é formada por 54 estrelas; porém, somente 5 são visíveis a olho nú

- Se o Sol morresse de morte súbita, nós só saberíamos que ele apagou 8 minutos e 15 segundos depois. Isso porque a luz leva esse tempo para chegar até nós.


- As estrelas não piscam. Nós vemos as estrelas piscando por causa
da distância que elas se encontram da Terra, o que dá aparência de serem pequenos pontos de luz (pequena área), junto a turbulência da atmosfera terrestre que interfere na luz emitida por elas. ( desculpe acabar com a felicidade das crianças, mas " Brilha Brilha Estrelinha" não existe ). Isso também explica o porque planetas não piscam, estão muito mais próximos da Terra do que as estrelas e possuem uma área definida (esfera).

Origem do nome Arco-íris.

É porque eles olharam e pensaram : " Hum, isso tem cara de Arco-íris! " ? Não ! Esse nome veio da mitologia grega, uma referência a Íris. Íris era a mensageira da deusa Juno. Íris descia do céu, através de um raio de luz, para levar suas mensagens, e sempre estava vestida com xale de sete cores: Vermelho, Laranja, Amarelo, Verde, Azul, Anil e Violeta.

O lugar mais frio do universo conhecido

É uma nebulosa cheia de gás e poeira. Seu nome é Bumerangue e a temperatura por lá é de –272,15ºC, muito próxima ao zero absoluto.

Você sabia?

-A luz do Sol quando refletida pela lua, demora 1,3 segundos para completar a distância que a separa da Terra. E ainda, a Lua reflete (albedo) apenas 12% da luz do Sol que ela recebe, imagine a lua cheia se essa porcentagem fosse próxima dos 60%??? A Terra reflete 39%.

-A velocidade da luz é definida como 299 792 458 metros por segundo, o mesmo que 1 079 252 848,8km/h .

-A temperatura média na superfície do Sol é 5.500°C e no seu núcleo, 15.000.000°C

Por Carol

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Vídeos da XXVII Assembléia Geral da IAU


Olá leitor. Apresentamos abaixo algums vídeos da XXVII Assembléia Geral da União Astronômica Internacional produzidas pelo Clube de Astronomia Louis Cruls.
Clique no link "Leia Mais" abaixo e Confira




domingo, 23 de agosto de 2009

Marte tão grande quanto a Lua cheia? NÃO MESMO. "NUNQUINHA"

Dr. Tony Phillips - Science@NASA

Quando você pensava que era seguro checar seus emails...

Pelo sexto ano consecutivo, uma mensagem sobre Marte começa a pipocar nas caixas de mensagens do mundo todo. Ela instrui os leitores a olharem para o céu ao cair da noite do dia 27 de Agosto. "Marte estará tão grande quanto a Lua cheia," diz a mensagem. "Ninguém que estiver vivo hoje poderá ver isto novamente."

Aproximação entre Marte e a Terra

Eis o que realmente vai acontecer se você for lá fora olhar para o céu no início da noite do dia 27 de Agosto: Nada. Marte nem mesmo estará lá. Nesse dia, o planeta vermelho estará a cerca de 250 milhões de quilômetros de distância da Terra e não estará aparecendo no céu noturno.

O chamado "Hoax de Marte" - o termo para um email contendo uma mensagem falsa - começou a circular em 2003, quando de fato houve uma aproximação entre Marte e a Terra. No dia 27 de Agosto daquele ano, Marte esteve a apenas 56 milhões de quilômetros de distância da Terra, um recorde em 60.000 anos.

Na ocasião, alguém enviou um email alertando os amigos sobre o evento. A mensagem continha alguns mal-entendidos e omissões - mas qual email não os contém? Então, uma avançada peça de tecnologia chamada "Botão Reenviar" fez o resto.

Marte-Do-Tamanho-Da-Lua-Cheia

Os leitores mais tolerantes poderão dizer que o Hoax de Marte não é de fato um hoax porque não foi algo elaborado intencionalmente. Quem inicialmente elaborou a mensagem provavelmente acreditava em tudo o que estava escrevendo. Se isto é verdade, um nome melhor seria o "Mal-Entendido de Marte" ou talvez o "Confuso-Email-Sobre-Marte-Que-Você-Deve-Deletar-E-Não-Reenviar-Para-Ninguém."

Mas há um outro aspecto sobre o email de Marte-Do-Tamanho-Da-Lua-Cheia: ele diz que Marte parecerá do tamanho da Lua cheia como se você o ampliasse 75 vezes usando um telescópio. O texto em itálico é normalmente omitido dos resumos verbais e escritos da mensagem. Por acaso essas letras miúdas tornam verdadeiro o Hoax de Marte?

Diferença de percepção

Afinal de contas, se você ampliar o minúsculo disco de Marte 75 vezes, isso não subentende um ângulo praticamente igual ao da Lua?

Não. Mesmo com essa ampliação, Marte não se parecerá tão grande quanto a Lua cheia.

Isto tem mais a ver com o misterioso funcionamento da mente humana do que com a física pura e simples. Olhar para Marte ampliado 75x através de um tubo preto comprido (o corpo de um telescópio) e olhar para a Lua cheia brilhando no céu, a olho nu, são experiências completamente diferentes.

Uma boa referência é a chamada Ilusão da Lua. Quando está no horizonte, a Lua parece gigantesca, e seu tamanho aparente vai diminuindo à medida que ela sobe no céu. Nos dois casos, é a mesma Lua cheia, mas a mente humana percebe o tamanho da Lua de forma diferente dependendo do que está à sua volta.

Da mesma forma, sua percepção de Marte é afetada pelas vizinhanças do planeta. Localize o planeta no fundo de um tubo preto comprido e ele continuará lhe parecendo minúsculo, mesmo com a ampliação oferecida pelas lentes do telescópio.

Resumo da história: delete o email e, se você de fato quiser ver Marte tão grande quanto a Lua cheia, tudo o que irá precisar será de um foguete e uma nave espacial - mas certamente não haverá tempo suficiente para providenciar isso até 27 de Agosto.

Inovação Tecnológica

Planeta estranho orbita estrela ao contrário


Somente um evento cósmico muito violento poderia fazer um planeta de um sistema estelar girar no sentido inverso

Na procura por planetas extrassolares, a Busca de Planetas em Grandes Áreas (WASP, na sigla em inglês), do Reino Unido, encontrou um mundo extremamente bizarro, que orbita uma estrela no sentido oposto.

“Esse é um dos planetas mais estranhos que já encontramos”, observa Sara Seager, astrofísica do Massachusetts Institute of Technology (MIT).

Quando estrelas começam a girar, geralmente atraem resíduos de matéria das proximidades, que adquirem a mesma direção orbital. “Com todo o sistema estelar rodopiando no mesmo sentido, incluindo a estrela, é necessária alguma coisa muito forte para fazer um planeta seguir na direção oposta”, avalia Coel Hellier, astrofísico da Keele University, no Reino Unido.

De fato, o exoplaneta recém-descoberto ─ batizado de WASP-17b ─ provavelmente sofreu um grande impacto gravitacional de outro objeto bem maior para adquirir uma órbita retrógrada. “Se houver um evento de ‘quase colisão’, então a interação poderá produzir um violento empurrão gravitacional”, comenta Hellier.

Esse é o primeiro planeta conhecido a apresentar uma órbita tão inesperada, embora algumas luas de outros planetas do Sistema Solar percorram órbitas no sentido inverso, em torno dos planetas.

Os astrônomos descobriram a órbita retrograda de WASP-17b ao observar a estrela que ele orbita. “Se observarmos as alterações do espectro da estrela quando o planeta passa na sua frente (trânsito), podemos descobrir em que sentido o planeta está se deslocando”, explica Hellier.

O astrofísico e seu grupo também calcularam o tamanho do planeta gasoso (analisando a amplitude do movimento da estrela durante o trânsito). A baixa densidade encontrada pode ser explicada ou por uma quase colisão, devido à aproximação de um outro objeto grande, ou pela longa órbita elíptica do planeta, que permite que se aproxime muito de sua estrela massiva.

“Para mim, esse fato extremamente interessante”, avalia Seagerm, que não estava envolvido na descoberta. “É fascinante poder estudar órbitas de planetas tão distantes.” Esse gigante gasoso está a cera de mil anos luz de distância. Seager ficou radiante por ter uma prova do fenômeno. Segundo ele, “a teoria sempre vai existir, mas não há nada como uma boa observação para confirmá-la”.

www.sciam.com.br

Dimensões Astronômicas

Olá leitor. Você já parou pra pensar o tamanho que tem tudo isso aí que nos cerca? Não, não é o tamanho da sua casa, da chatice dos seus pais e irmãos, mas sim do universo e corpos celestes que existem nele.

Esse vídeo é uma projeção em escalas só para você ter idéia do seu tamanho no meio de tudo isso, ele contém alguns corpos celestes da nossa galáxia.





Em sequência:

READ THIS FIRST! : The Size Of Planets and Stars to Scale (see NOTE)Name of planets as shown:Pluto Mercury Mars Venus Earth Neptune Uranus Jupiter SaturnName of Stars as shown:Sun Sirius Vega Pollux Arcturus Aldebaran Rigel Deneb Pistol Star Betelgeuse Antares VV Cephei.

de Carol

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Júpiter está muito perto e em oposição. Só não vê quem não quer!


Quem olha para o céu a partir do começo da noite já reparou que um forte ponto luminoso se destaca bastante das demais estrelas. Seu brilho é tão intenso que pode até mesmo causar um certo temor aos mais desavisados, mas na realidade não passa de mais um espetáculo celeste, provocado pelo movimento dos planetas ao redor do Sol.

Desta vez o espetáculo visual é proporcionado pela grandiosidade do planeta Júpiter, que se encontra em um arranjo astronômico chamado oposição, um momento marcado pelo alinhamento entre o Sol, a Terra e qualquer objeto celeste, com nosso planeta no centro da linha imaginária.

Além do alinhamento, a oposição também marca o momento da maior proximidade entre o planeta e a Terra, tornando-o mais brilhante e com a observação favorecida durante todo o período de escuridão, uma vez que o astro nasce praticamente no mesmo horário do pôr-do-Sol.

úpiter é o maior planeta do Sistema Solar e atualmente se encontra a 600 milhões de quilômetros da Terra. Durante toda a madrugada reina absoluto no firmamento, com seu brilho atingindo -2.4 magnitudes. Só perde o posto para Vênus, que nasce aproximadamente às 05h00 com o fulgurante brilho de -3.83 magnitudes, um verdadeiro farol durante as manhãs de inverno. Quando Vênus nasce, Júpiter está quase se pondo, mas ainda brilha forte no quadrante oeste.


Vendo Júpiter

Observar Júpiter ao telescópio durante a oposição é um verdadeiro deleite. Sua rápida rotação de menos de 10 horas permite que em apenas uma sessão noturna seu disco desfile completamente diante nossos olhos, tornado possível a observação de diversas regiões do planeta, especialmente a Grande Mancha Vermelha (GMV), uma tempestade maior que a Terra e observada há mais de 300 anos.

Além da GMV, os quatro principais satélites também são facilmente observados. Com um telescópio de médio porte é possível ver a lua Io transitar pelo disco joviano e projetar sua sombra contra a atmosfera gasosa do planeta.

Para ver Júpiter e admirar seu fulgor não é necessário qualquer instrumento. O planeta nasce aproximadamente às 18h00 no quadrante leste (do mesmo lado em que o Sol nasce) e à medida que o tempo passa se eleva em direção ao zênite. Aproximadamente à meia-noite o gigante gasoso atinge seu ponto mais alto, a 78 graus de elevação e pode ser visto olhando diretamente para cima no firmamento. A partir da daí começa a baixar lentamente na direção oeste até 06h00, quando os primeiros raios de Sol começam a surgir do lado oposto do horizonte.